Caiu o Carmo e a Trindade quando o governo da Argentina decidiu nacio-nalizar 51% da petrolífera YPF, filial da Repsol naquele país, cheguei mesmo a pensar que Rajoy se meteria num barco de guerra e timorato invadiria a Argentina da noite para o dia. Ajuda não lhe faltaria por certo das terras do Tio Sam. Também ali liminarmente se condenou a decisão de Cristina Kirchner, o senador Richard Lugar, figura de proa das hostes republicanas, propôs mesmo ao Congresso a expulsão do país do tango do G20, certo e seguro de que esse tipo de decisões são da responsa-bilidade exclusiva do Congresso norte-americano, estranho até por que não mudam a sigla para G1+19.
Por esta altura o governo do mesmo Rajoy decidiu nacionalizar o banco Bankia onde uns amigalhaços de Aznar andaram a fazer o mesmo que Oliveira e Costa no BPN, transformando-o numa autêntica bankalândia. Estranhamente, ou não, os que criticavam Cristina, os que defendem o poder absoluto do mercado, aplaudiram. Ainda dizem que o capitalismo não é coerente consigo próprio...
Delicioso, o crime de corrupção pelo qual Isaltino Morais já havia sido condenado prescreveu. Entretanto a figurinha que desempenha o cargo de Procuradora Geral Adjunta, Cândida Almeida, reage dizendo que "o nosso sistema é muito bom". Que seria de nós se não fosse assim tão bom...
Quem não pode estar mais de acordo é o próprio Isaltino Morais que também já foi magistrado do Ministério Público, tem a mesma escola de Cândida e dizem as más-línguas que cedo lhe viu o cuzinho, coisa que eu não estou em condições de confirmar, apenas garanto que os dois riem desalmadamente.
Sabe-se porque foram nomeados, sabe-se ao que foram. Depois de aprontarem a privatização do ramo segurador e de saúde do banco do Estado que o deixará fragilizado face à concorrência, que de modo algum abdicaria de igual fatia do seu negócio, lançam-se agora para nova fase.
O "peão de brega" de serviço é desta feita Pedro Rebelo de Sousa que foi nomeado para aquele banco com contornos de escandaloso conflito de interesses já que era o sócio principal da Sociedade Rebelo de Sousa & Advogados Associados com vários negócios representados na CGD. Ei-lo agora a defender publicamente a privatização da Caixa e a afirmar que a altura até nem é má, mandando às urtigas qualquer réstia de ética que tivesse, já que é suposto que a um administrador de uma qualquer empresa é suposto defendê-la e não atacá-la.
O vento sopra de feição, as criaturas aproveitam e cavalgam a apatia geral, ainda há poucos dias vieram à luz do dia as ligações de Carlos Moedas, adjunto do primeiro-ministro, com três empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado e que como clientes tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.
Não custa nada, como povo é manso, comprou as participações dos ex-sócios e colocou-as no nome da mulher, topam o jeito que esta gente leva para os "negócios" e o que faz em cargos governamentais ou esta-tais? Topam a maneira como eles se riem cada vez mais alarvemente?
A falta de vergonha de Pedro Rebelo de Sousa porém é tal que faz questão de achincalhar não só quem ali trabalha como qualquer cidadão que vive sob as pesadas medidas de austeridade. Rebelo de Sousa zomba do País ao afirmar que passa apenas 15% do seu tempo na Caixa Geral de Depósitos, mas que mesmo assim não esperava que fosse tanto, levantando simultaneamente uma ponta do véu ao fazer questão de afirmar que nos tempos do Cavaquismo regressou expressamente a Portugal para privatizar o banco Fonsecas & Burnay a convite de Cavaco Silva.
Tenho que reconhecer que o paizinho, ministro de Salazar, o educou bem, à boa maneira de antanho, já que receber um salário superior ao de Presidente da República por apenas 15% do seu tempo é obra! Quem sai aos seus não degenera...
Campos e Cunha não se conformava com o corte de meia pensão de reforma que recebe desde os 45 (quarenta e cinco) anos de idade que lhe foi imposto como a qualquer outro funcionário público pelo facto de receber igualmente salário da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Ladino como é fez melhor do que Colombo com a cena do ovo ou do que Arquimedes com a treta do corpo mergulhado num líquido, rebéu béu béu, pardais ao ninho, quem mergulhou fundo foi mesmo Campos e Cunha e, voilá, Eureka!
"Meia pensão não é a mesma coisa que uma pensão, genial, logo tenho direito a recebê-la, porque a lei não diz expressamente meia pensão" e já se apressa a pedir os retroactivos. Mai nada.
Estão a ver a razão por que ele está sempre a dizer que vocês andam a viver acima das vossas possibilidades e que ainda vai ser necessário efectuar mais uns cortes? Enxerguem-se! Viver não custa, o que custa é saber viver.
A coisa é ainda mais gira quando são inúmeras pessoas que estão a receber cartas da Caixa Geral de Aposentações para reposição das pensões recebidas durante o tempo em que exerceram funções públicas desde a entrada em vigor da nova lei.
Ai, ai, ai, que vocês não aprendem nada...
Mais um, está a ser contruído por Israel e, delícia das delícias, com a ajuda dos capacetes azuis da ONU, na fronteira com o Líbano. Uma aldeia, Kfar Kila y Metula, ficará isolada dos seus conterrâneos libaneses.
É mais um muro que não é muro, é uma simples vedação em betão com cerca de sete metros de altura.
Não me admiraria nada se viesse alguém dizer, à boa maneira do Pingo Doce, que é para proteger os libaneses...
. Há nacionalizações e naci...
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