Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Notas sobre a greve II

 

 

O melhor e o pior:


A merecer nota positiva esteve D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, ao afirmar hoje que a greve “é um direito que assiste aos trabalhadores e é uma oportunidade que os portugueses têm de manifestar a sua insatisfação”.


Acrescentou que “um dia de greve é muito pouco. O povo português terá que se habituar a uma Democracia mais participada e mais responsável e manifestar-se não apenas nesta conjuntura mas também diante de determinadas leis que são prejudiciais para a sociedade”.


O Arcebispo de Braga terminou destacando que “é hora de todos darem as mãos e do povo português não se contentar com o dia do voto. O povo terá que estar alerta e, porventura, ter uma participação mais crítica."


O destaque pela negativa vai para aquele "empreendedor" de sucesso que dirige o Intermarché de Calendário, Vila nova de Famalicão, que deliberadamente atropelou duas sindicalistas que estavam no piquete de greve e que não satisfeito com isso ainda apontou uma arma aos trabalhadores, em greve, do hipermercado.

 

É aqui que me apetece, depois de o saudar, dizer a D. Jorge Ortiga que tem pano para mangas na área do seu episcopado e que não me venha com a treta de ser necessário dar a outra face e perdoar o responsável pelo Intermarché ou as acções da polícia sobre os piquetes na AGERE - Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga ou no Complexo Grundig também em Braga.

 

Espero, isso sim, vê-lo na primeira linha daqueles que exigem a condenação dos prevaricadores, dando assim mais sentido à "partici-pação mais crítica" que muito justamente defende.

publicado por salvoconduto às 18:26
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2 comentários:
De José Costa a 24 de Novembro de 2010 às 23:17
Sem pôr em causa a pessoa e o seu ardente desejo em que as coisas melhorem, aquilo que eu conheço da instituição a que o arcebispo de Braga pertence aconselha-me a que espere sentado.
De cbo a 24 de Novembro de 2010 às 23:23
D. Jorge bem pode falar, mas não me convence, Salvo. As palavras dele iam noutra direcção e com outro objectivo que não era defender o direito dos trabalhadores à greve.

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