Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Governo fantoche isolado internacionalmente

Apesar do isolamento mundial a que está votado o governo fantoche das Honduras, os militares continuam a ocupar as ruas, televisões e rádios. As prisões sucedem-se. As notícias mais credíveis chegam-me através da TeleSur na internet, a emitir desde Caracas.

A Assembleia Gera das Nações Unidas aprovou por aclamação o projecto de resolução através do qual condena o golpe de Estado que interrompeu a ordem democrática naquele país, assim como o legítimo exercício do poder. 

O texto da resolução também exige a imediata e incondicional restauração do governo legítimo e constitucional do presidente da República Manuel Zelaya e a autoridade legal estabelecida nas Honduras. 

Zelaya que discursou na ONU, promete regressar ao país, na próxima Quinta-feira, prevendo-se que seja acompanhado pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner e pelo Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza, mas os generais já fizeram constar que o vão impedir ou mesmo prender.

Enquanto Luis Zapatero propõe que a EU retire todos os embaixadores das Honduras, e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros declara que "nem a Espanha nem ninguém na comunidade internacional vai fazer algum gesto nem manter contacto que se possa entender como aproximação", por cá o nosso governo mantém-me mudo.

O governo fantoche conta no entanto com o apoio da Igreja (onde é que eu já vi isto?), das grandes fortunas hondurenhas e claro, de Palmira F. Silva do blogue Jugular que se desdobra em declarações de apoio ao golpe de estado...

Aqui em baixo ficam mais algumas imagens das ruas de Tegucigalpa, capital das Honduras.

 

 

 

 

 

 

publicado por salvoconduto às 20:31
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O "papelaço" de Chora

Porque o tema me interessava, assisti ontem ao "Prós e Contras" que se propunha debater o "trabalho em tempo de crise". No fim do tempo que durou o programa o que retive foi a cena lamentável protagonizada por António Chora, o presidente da Comissão de Trabalhadores da Auto-Europa. Não esteve com meias medidas e acusou os sindicatos e confederações patronais de retrógrados, isto é, neste rectângulo luso só ele! O único iluminado! Curiosamente Chora é membro de um sindicato, mas que raio, que faz ele então numa organização retrógrada?

Bem esteve Carvalho da Silva quando, recusou, com bofetada de luva branca, levar o debate por aí, o que provocou o esgar amarelo de António Chora.

Este tipo de debates é como chover no molhado. As nossas associações patronais interiorizaram uma só coisa: a redução dos salários e o aumento dos horários de trabalho. Nem tão pouco valeu a intervenção do representante da Organização Internacional do Trabalho, OIT, que tem representação paritária de governos dos 182 estados-membros da ONU e de organizações de empregadores e de trabalhadores, afirmar que na última conferência anual, realizada neste mês de Junho, se concluiu precisamente que não é pela via de redução dos salários e do aumento da carga horária que serão encontradas soluções para o emprego.

Temos à frente das organizações patronais alguns dirigentes de ideias fixas. Durante anos bateram na tecla da rigidez laboral, agora aproveitando a crise, colocam-na de lado e carregam noutra, a das remunerações salariais. Chegam até a querer-nos convencer que a culpa da crise foram os salários dos trabalhadores. Nem sequer coram de vergonha se alguém aponta as altas remunerações e bónus de gestores ou a administração ruinosa do sistema financeiro.

Enquanto a maioria dos governos dos países desenvolvidos implementa linhas de acção para promover a recuperação económica e do emprego, ou seja, medidas de estímulo da procura, através de incentivos fiscais e baixas taxas de juro e medidas dirigidas ao sector financeiro, para atingir o equilíbrio e restabelecer o fluxo de crédito, os nossos empresários apostam na redução dos salários e António Chora no insulto aos sindicatos, é obra!

publicado por salvoconduto às 02:22
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Botas cardadas pisam as Honduras

 

 

 

Este domingo, os hondurenhos deviam ir às urnas decidir numa consulta popular se se deveria acrescentar uma nova urna nas eleições gerais de Novembro para eleger uma assembleia constituinte em 2010.

Mas a vontade do presidente Zelaya Rosales, eleito democraticamente e que conserva o apoio dos movimentos populares - que reuniram as 400 mil assinaturas necessárias para convocar a consulta, ao abrigo da lei de Participação Cidadã - foi contrariada pelo exército que o depôs e o deportou para a Costa Rica.

Porque se tem assim tanto medo do povo?

 

Adenda:

O novo governo fantoche das Honduras, encabeçado por Roberto Micheletti, decretou o recolher obrigatório em todo o país durante os próximos dois dias de forma a consolidar o triunfo do golpe de estado e entrará em vigor à nove da noite (hora local) e prolongar-se-á até às seis da manhã.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por salvoconduto às 01:28
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Domingo, 28 de Junho de 2009

Uma vez mais na América Latina

Não, a imagem acima não é do Irão, é das Honduras onde acaba de ser efectuado um golpe de estado militar. Foi deposto o presidente legítimo por acção de forças militares encabeçadas pelo general Romeo Vásquez. O presidente deposto, Manuel Zelaya foi deportado para a Costa Rica por militares de seu país, que o sequestraram na sua casa na madrugada de hoje.

A chanceler das Honduras, Patricia Rodas, que se encontrava a falar através do canal Telesur antes de ser sequestrada 'em directo', pediu o apoio da comunidade internacional e chamou o povo hondurenho à "resistência cívica" perante o "sequestro" de Zelaya.

As emissoras de rádio e televisão foram cortadas, assim como a electricidade, e os transportes públicos foram suspensos. Tanques e camiões cheios de soldados tomaram as ruas.

É usual, sempre que um qualquer governante dá uma guinada à esquerda na América Latina as oligarquias presentes, principalmente as militares reagem sempre pela força. O fantasma dos golpes de estado volta à América Latina, uma região que conquistou passo a passo, dolorosamente, a democracia.

Os blogues da esquerda caviar, porque da direita já não se estranha, sempre tão lestos a condenar tudo e todos, desde que dessa condenação possam tirar dividendos, permanecem confrangedoramente silenciosos...

publicado por salvoconduto às 21:16
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Só faltava este

Reza Ciro Pahlavi, filho do último Xá da Pérsia, diz-se preocupado, afirma com ar choroso que chegou "a hora do Irão" e que é necessário derrotar o regime islâmico, isto depois de trinta anos de tentativas frustradas...

Se há coisa de que os iranianos não terão saudades uma delas será seguramente da dinastia Pahlavi, pelo que as lágrimas agora vertidas pelo príncipe herdeiro são-no certamente de crocodilo. Também este espreita a presa à espera da sua hora, o que me leva a pensar que há muita gente que ainda não se deu conta do que verdadeiramente ali estar a passar e que como, já aqui coloquei, outra coisa não se trata do que uma guerra pelo poder entre ayatolahs, o actual chefe supremo Khamenei e o homem mais rico do Irão Rafsanjani.

Ahmadinejad e Musavi são os seus piões de brega. O povo iraniano, a carne para canhão.

publicado por salvoconduto às 19:29
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Vai prá rua e faz a festa!

Algures, junto à praia de Salgueiros, as sardinhas esperam hoje por mim... O cabrito, marcha amanhã!

Bom São João!

publicado por salvoconduto às 00:01
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

O Tony não tem vergonha

À medida que se vai puxando o fio à meada dos bónus parlamentares no governo de sua majestade, mais se vão encontrando casos que demonstram que por ali toda a gente andava a "mamar". Desta feita é a vez de Tony Blair, podia lá ele estar afastado destas coisas, tão espertalhaço que é e com jeito pró negócio...

Estava ele de saída do cargo de primeiro-ministro, faltavam apenas dois dias, pôs-se a pensar se havia deixado a vaca bem seca, quando se lembrou mesmo a tempo que ainda poderia mandar arranjar o telhado da sua vivenda à custa do contribuinte, pelo que não esteve de modas e apresentou a respectiva conta, 8.260 euros. Só então teve a certeza de que a vaca ficara realmente seca e saiu, tranquilo.

Interrogar-se se o contribuinte é que deveria pagar pela manutenção da sua própria casa foi coisa que nunca fez, não era ele primeiro-ministro? Na verdade um premier sem um pingo de vergonha. Consta que agora mama noutras tetas, desta feita à custa do cidadão europeu.

publicado por salvoconduto às 03:33
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

E a água do banho?

O escândalo BPN está longe de terminar. Depois de avalizados cerca de dois mil e quinhentos milhões de euros e à medida que se dá conta que aquilo cada vez mais é um poço sem fundo, vão-se interrogando alguns dos envolvidos sobre o que fazer com o menino.

Depois de ter defendido a compra pela Caixa Geral de Depósitos, a actual administração, cujo presidente é ao mesmo tempo Vice-Presidente da Caixa, passou a defender a venda do mesmo e afirma haver compradores, nacionais e internacionais. E aí está, o governo já anunciou a intenção de reprivatizar o BPN.

O que fica por clarificar, mas que é fácil de imaginar, é como encaixam na venda o prejuízo de 575,2 milhões de euros que o BPN registou no ano passado e capitais próprios negativos de 1,6 mil milhões de euros.

Eu até posso acreditar que haja quem não se importe de ficar com o menino, devidamente lavadinho, desde que a água do banho fique nas mãos do Estado. Nacionalizar desta maneira não custa, privatizar muito menos. Quem é o senhor que se segue?

publicado por salvoconduto às 19:37
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Recado II

Se há coisa a que não tenho rejeições será certamente aos meios informáticos, talvez por ter desempenhado funções de técnico de informática departamental no Banco do Estado, mas quando há pouco me deram a conhecer, há laços que não se perdem, que naquele banco as eleições para a respectiva Comissão de Trabalhadores iriam realizar-se através de voto electrónico, torci o nariz.

Veio o dia das eleições e uma das coisas que eu temia tornou-se realidade, a abstenção atingiu números jamais alcançados. Mas porquê, estarão muitos de vós a interrogar-se. Num banco que até se preza de ter um dos melhores sistemas informáticos on-line, porquê essa relutância em aderir às novas tecnologias?

Elementar, não sou apologista do voto electrónico, muito menos quando, em eleições para estruturas de trabalhadores por essa via, os meios informáticos utilizados não estejam sob controlo dos próprios.

Não querem lá saber que no caso do Banco do Estado os mesmos estavam sob o controlo do patrão?! Vai lá vai, razão tinha eu para torcer o nariz, os trabalhadores reagiram à sua maneira a tão pespegada estupidez...

Dir-me-ão, por certo, que estou a ser demasiado radical, mas "olhem que não"! Sabiam que a Holanda que tinha instituído o voto electrónico desde 1997 voltou ao clássico de papel?

E que dizer então das máquinas de voto electrónico que foram usadas nos Estados Unidos para alterar os resultados das eleições e propiciar a Bush a eleição em detrimento de Al Gore?

E do parlamento espanhol onde alguns deputados ficaram sobejamente conhecidos por votarem por si e por mais uns quantos que nunca estavam presentes?

Por muito que vos pintem, um processo de votação electrónico isento seria demasiado caro pela necessidade de avultados investimentos tecnológicos que nem os estados nem as empresas estão dispostos a fazer.

Mas é sábio ou sensato deixar os meios informáticos de fora dos sistemas eleitorais? Claro que não, é possível combinar os pontos seguros do voto em papel com os pontos seguros dos meios informáticos e isso tornar-se-ia em garantia de rapidez, honestidade e de resultados verificáveis.

Por último, os governos não podem demonstrar que os resultados de uma votação electrónica estejam correctos e a oposição não tem forma de suportar uma queixa de que tenha existido fraude ou que tenham ocorrido erros, por isso é muito mais seguro continuar a utilizar o tradicional voto em papel. E serão estes verdadeiramente secretos? Se forem vocês a pôr a cruz e a introduzir o voto na urna, naturalmente que sim.

De leitura obrigatória é o livro cuja capa é reproduzida acima para quem quiser perceber como se "passam certas coisas" em matéria de "votação electrónica"...

publicado por salvoconduto às 23:12
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Guerra de ayatollahs

 

 

É uma delícia ver o ocidente assumir como suas as eleições iranianas e escolher à partida um candidato, não cuidando de saber a quem este serve.

Transformam o Irão num tabuleiro de xadrez onde dois peões, Mahmoud Ahmadinejad e Mir Husein Musavi se engalfinham em nome dos seus ayatollahs.

Quem vence o braço de ferro,  Ali Khamenei ou Akbar Hashemi Rafsanjani? Pela minha parte venha o diabo e escolha, é mais do mesmo... mas lá que estão a brincar com o fogo disso não tenho dúvidas. No fim a teocracia manter-se-á imune e impune...

publicado por salvoconduto às 23:05
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