Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Prémio Unicef da fotografia

A imagem de uma menina haitiana caminhando descalça entre charcos de lama e sujidade num bairro de barracas de Porto Príncipe, obra da jovem fotógrafa belga Alice Smeets, foi eleita em Berlim como a melhor fotografia do ano pela Unicef. O instantâneo, captada o ano passado por Smeets, de 21 anos, num bairro marginal da capital haitiana, mostra uma menina com um vestido de um branco imaculado, com laços da mesma cor, que passa junto a uns porcos negros e rodeada de imundície.

A fotografia de Smeets foi distinguida entre outras 1.450 imagens pela coragem e a energia que transmitem os olhos da pequena, pese embora crescer entre a miséria, assim destacou Eva Luise Köhler, madrinha da organização na Alemanha. O trabalho premiado forma parte de uma série realizada pela jovem fotógrafa belga durante duas visitas ao Haiti, que ela mesma organizou e financiou.

A cena desenrola-se no povoado conhecido como Cidade do Sol, onde a vida só é possível quando o sol brilha, em que o imundo pântano que a criança atravessa descalça é o "sanitário público". Os haitianos concedem muita importância à higiene e sempre tentam estar limpos. No possuem nada, mas têm o seu orgulho e isso é o importante", assinalou a fotógrafa, que tem prevista uma nova viajem aquele país em Março do próximo ano, na qual tentará contactar com a família da pequena.

 

 

Em segundo lugar, a Unicef premiou uma fotografia do israelita Oded Balilty, fotógrafo da Associated Press, onde se mostra uma menina que faz fila para receber uma ração diária de alimento num campo de refugiados depois do terramoto que em Maio assolou a província chinesa de Sichuan, no qual morreram 70.000 pessoas. O jurado destacou a fotografia pela "comovedora ambivalência" reflectida no olhar da criança, da qual não se sabe se perdeu os pais, se tem fome ou se simplesmente está aborrecida por esperar.

 

 

O terceiro prémio reconhece um instantâneo em preto e branco do fotógrafo húngaro Balazs Gardi, entitulada "danos colaterais", na qual um homem afegão sustenta entre os braços o filho gravemente ferido. A imagem transmite o desespero da população afegã que habita em aldeias da montanha na província de Kunar, no noroeste do país e que é vítima do confronto entre a guerrilha talibã e as tropas dos Estados Unidos.

 

Como será o Natal destas crianças?

publicado por salvoconduto às 00:01
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10 comentários:
De Ana Camarra a 22 de Dezembro de 2008 às 00:06
Será por elas, para que tenham um natal e acima de tudo um dia a dia digno que teremos de continuar a lutar!


Beijos
De patti a 22 de Dezembro de 2008 às 00:08
O Natal? Igual a todos os dias. Infelizmente.
De Samuel a 22 de Dezembro de 2008 às 00:10
Belo post!
De Suzette a 22 de Dezembro de 2008 às 00:48
Três imagens com imensa força e que falam por si!
De maria a 22 de Dezembro de 2008 às 01:04
Três imagens fortíssimas, que fazem todo o sentido serem publicadas aqui nesta altura.
Quem falou de natal?
Afeganistão? Quem falou do sonho americano, ou do "yes, we can"?
Já me doem os olhos, hoje...

Um beijo
De Ana a 22 de Dezembro de 2008 às 01:30
Em Luanda tiram-se fotos iguaizinhas a estas, no que ao tema diz respeito.
Tive-as na mão, trazidas por uma filha que lá esteve a trabalhar durante um ano.
Tantos meios tem a filha do presidente para comprar acções nos bancos portugueses e tão poucos são postos a minorar a situação miserável de quem vive por cima de valas de esgoto.

Natal ali?
Quem sabe?
No meio da maior miséria existem pessoas com fé.
Cada qual adora o seu deus e não quero referir-me só a religiões....

Bom Natal para ti, Salvo.

Um abraço
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2008 às 11:12
Belíssima imagem!!!
Para mim o teu blogue tem das melhores imagens, para além dos bons textos.
Encontrei-te na roda de amigos da Ana e passei a visitar-te com regularidade.
Venho desejar-te a ti e a todos os que por aqui se encontram umas Boas Festas.
Um abraço da Lagartinha de Alhos Vedros
De carol a 22 de Dezembro de 2008 às 12:21
Natal? O que é isso?
De Bluevelvet a 22 de Dezembro de 2008 às 13:19
Infelizmente, decerto nem saberão que é Ntal.
Uma tristeza.
Abreijinhos
De violeta a 22 de Dezembro de 2008 às 19:31
Mais do que saber como será o NAtal - que é apenas um dia - importa saber como são os outros 364 dias do ano.
Não é preciso muito imaginação para vermos este filme...
Obrigada pela partilha

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