Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

A matança vinha sendo preparada há seis meses

 

"Os preparativos da operação militar israelita começaram há seis meses. Hamas e Israel negociavam então uma trégua sob os auspícios do Egipto.

Nesses seis meses Israel obteve a localização dos depósitos de armamento do Hamas, a localização dos campos de treino e o alojamento dos principais responsáveis do Hamas. Uma vez na posse desses dados tornou-se então para Israel irreversível a decisão de atacar mortífera e definitivamente o movimento que tem sido um espinho cravado na sua fronteira." Ler aqui

Não foi para mim surpresa que após o ataque sanguinário de Israel, a imprensa ocidental se apressasse a gritar que o ataque era uma resposta ao lançamento de rockets por parte dos palestinianos, e tentasse camuflar a verdade: a intenção do governo israelita de aniquilar o Hamas, assunto que já abordei aqui e no post anterior. Lentamente a verdade vem ao de cima e afinal era em plena época em que se negociava o cessar-fogo que cinicamente se iniciava a preparação deste ataque.

"Como é seu timbre, Israel preparou muito bem este ataque fulminante à Faixa de Gaza e ao movimento islamita, Hamas. Lançou uma campanha de desinformação muito bem planeada que visava apanhar o Hamas completamente desprevenido."  Sabiam até o pormenor do dia e local realização de uma formatura de novos polícias, sobre quem despejaram uma bomba.

"Essa campanha de desinformação, de engano e de segredo visou evitar que o Hamas levasse a sério a possibilidade de um ataque israelita ao território por si controlado."

A estratégia revelou-se de sucesso. O Hamas foi totalmente enganado pela estratégia de Israel e a matança, fria e calculista, consumou-se.

Depois da matança de Sábado seguiu-se outra neste Domingo e promete prosseguir perante a hipocrisia dos governos ocidentais, da ONU e do apoio incondicional dos Estados Unidos.

Bush que deu luz verde a este massacre goza assim, à sua habitual maneira, uma verdadeira "festa de despedida" da Casa Branca. Obama sempre lesto a pronunciar-se sobre tudo e mais alguma coisa guarda um pesado e comprometedor silêncio.

publicado por salvoconduto às 00:01
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11 comentários:
De Ana Camarra a 29 de Dezembro de 2008 às 00:17
Tens a certeza?!
Não será uma resposta legitima a alguma pedrada de algum miudo?!

beijos
De Suzette a 29 de Dezembro de 2008 às 01:05
Não há problema, Israel tem autorização divina para bombardear quando e como quiser...
De toulixado a 29 de Dezembro de 2008 às 01:29
Pela perspectiva do carniceiro, Israel não está a fazer nada demais, não é?
De maria a 29 de Dezembro de 2008 às 01:45
Só vejo à minha frente uns olhos de uma criança ferida... e não consigo dizer mais nada...

Um beijo
De Viana a 29 de Dezembro de 2008 às 01:45
É surpreendente fazer um ronda pela blogosfera e ver o que se tem escrito sobre este acontecimento. A mais surrealista: "ainda bem que Israel nos defende".
De quê e de quem, pergunto eu. Com esta acção não se terá alargado o campo de recrutamento da Al qaeda?
De Bluevelvet a 29 de Dezembro de 2008 às 01:55
Tudo isto é terrível e desumano.
Só não sei se não sendo mais que o Presidente eleito, Obama se poderia pronunciar.
A ver vamos.
Abreijinhos
De jrd a 29 de Dezembro de 2008 às 13:53
Mais uma sangueira alimentada à distância pela hipocrisia dominante.
De Caim a 29 de Dezembro de 2008 às 20:33
Retaliação ou não, o que ocorre é um verdadeiro genocídio dos palestinos perpetrado por Israel com o salvo-conduto dos Estados Unidos. Mais uma vez o mundo capitalista ocidental não estará nem aí para a matança. A culpa sempre é do outro mesmo.
De Clarice a 29 de Dezembro de 2008 às 20:39
Radicalismo e sede de poder são o pão desse sanduíche. Entre política e religião não sei o que é pior. E sofrem as crianças e inocentes que nada têm com isso.
De Paulo Sousa a 29 de Dezembro de 2008 às 23:42
Escrevi isto no Vila Forte:
http://vilaforte.blogs.sapo.pt/60017.html
Faltou ainda dizer que os judeus são os maus da fita, porque se conseguem organizar.
Pelo contrário os palestinianos que falam a mesma língua, têm a mesma religião e partilham dos mesmo valores que os países árabes vizinhos e mesmo assim conseguem atraiçoar-se uns aos outros, são claramente as vitimas por quem temos de ter pena, esse sentimento tão nobre.
Do debate destas questões saem opiniões que nos ajudam a entender o nosso mundo. Não pretendo afrontar mas apenas debater.
Cumprimentos bloguistas
De salvoconduto a 30 de Dezembro de 2008 às 00:34
Meu caro sinta-se à vontade, faça de conta que está em sua casa. Liberdade ao pensamento.

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