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Salvo-conduto

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06
Dez09

Emissões de CO2?

salvoconduto

Nada mais a propósito, na véspera do início da cimeira de Copenhaga sobre as emissões de CO2, vir recordar aqui que, hoje como há 25 anos atrás em Bhopal, Índia, o planeta, as populações continuam indefesas. Tal como então, todos tentam fugir às suas responsabilidades.

Quero lá saber se a temperatura média do planeta aumentou ou não. Uma coisa é certa, o planeta não suporta este nível de emissões e para isso não preciso de ser cientista na matéria.

Mas é dessa catástrofe de há 25 anos que hoje importa falar. É provável que muitos já tenham esquecido o desastre de Bohpal. Quem lá vive por certo não pode esquecer. Naquela madrugada de 3 de Dezembro de 1984, uma espessa nuvem de ar envenenado saiu da fábrica da empresa norte-americana de pesticidas Union Carbide construída bem no centro da cidade indiana de Bhopal.

Sem qualquer alarme que avisasse do perigo, sem qualquer plano de evacuação previsto, sem qualquer informação sobre a composição do gás, a empresa norte-americana negou-se a facilitá-la, a tragédia converteu-se em catástrofe que poderia ter sido evitada. Os sistemas de segurança da fábrica eram insuficientes, devido ao corte de despesas com segurança imposto pela empresa-mãe, nos EUA.

Em apenas algumas horas perderam a vida cerca de 4.000 pessoas, mas muitos mais milhares aspiraram o veneno, as mortes sucederam-se em números alucinantes nos meses que se seguiram e muitos mais aspiraram o veneno que os mataria nos meses seguintes.

25 anos depois ainda nascem centenas de crianças com malformações. De uma maneira ou de outra 200.000 pessoas foram afectadas. A fábrica abandonada ainda liberta toxinas para o solo e lençóis freáticos.

Em pleno centro de Bhopal continuam enterradas milhares de toneladas de resíduos tóxicos que ninguém, nem a empresa Union Carbide nem o governo indiano, quis retirar.

A água que sai dos poços próximos da fábrica é o único recurso para muitas pessoas que bebem, cozinham, se lavam e regam as hortas literalmente com veneno, perpetuando assim uma maldição que começou com uma nuvem ardente e que dura há um quarto de século.

São coisas como estas que os governos presentes em cimeiras como a que agora se inicia sempre fazem questão de manter debaixo da mesa.

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