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Salvo-conduto

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08
Dez09

Depois do tupamaro, o índio

salvoconduto

Depois de um ex-tupamaro é agora a vez de ser reeleito um índio, Evo Morales, para a presidência da Bolívia. À hora em que escrevo ainda só são conhecidas as projecções à boca das urnas que lhe conferem 61 a 63% dos votos. O seu mais directo opositor queda-se pelos 21 a 23%.

Uma vez mais a extrema-direita revanchista vê-se derrotada. Os seus planos secessionistas das terras mais ricas por ora foram derrotados, mas por certo não pararão. Os Bolivianos não podem baixar a guarda. Os "exemplos" mais a norte assim o aconselham.

Uma nota positiva das eleições foi a transparência do processo, avalizada pelos observadores internacionais que cobriram todo o país. A Organização dos Estados Americanos (OEA), com o colombiano Horácio Serpa à frente, qualificou a jornada como "um dia de participação massiva, alegre, pacífica e cívica, o que dá a este processo uma especial legitimidade democrática".

A introdução do censo biométrico que controla os eleitores não só pelo seu documento de identidade mas também pela impressão digital e também pela fotografia era, sem dúvida, um dos detalhes que mais interesse suscitou entre meios de comunicação de todo o mundo.

O chefe da missão de observadores enviada pela União Europeia para as eleições gerais da Bolívia, José Antonio de Gabriel, destacou a “completa tranquilidade” que se viveu durante a jornada de votação na qual praticamente não houve nenhum acidente.

José Antonio de Gabriel também elogiou a Corte Nacional Eleitoral do país andino. Segundo ele, o organismo eleitoral “fez muito bem o seu trabalho”. Na sua opinião, o padrão biométrico estreado este ano na Bolívia “estabelece muitas salvaguardas contra a fraude, já que utiliza fotos e as impressões digitais, de tal forma que é praticamente impossível que uma pessoa possa votar várias vezes”.

De Gabriel, que recentemente capitaneou a missão em El Salvador, crê que na América Latina há “uma nova tendência para uma maior participação”, para além disso “uma nova sensibilidade por incluir todos os cidadãos nos processos de votação”. Assim, recordou que é a primeira vez que os bolivianos votaram em Espanha. Para mim representa mais uma bofetada de luva branca naqueles que se recusam a que estabeleça a democracia na América Latina.

Como há trinta e cinco anos em Portugal, quando a revolução dos cravos deixou de ser apenas dos militares, também na Bolívia a revolução ali operada deixou de ser de Evo Morales e passou a ser do povo boliviano.

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