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Salvo-conduto

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24
Jul08

Mussolini versão século XXI

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Umberto Bossi, líder do partido separatista da Liga Norte, levantou o dedo médio contra o Hino Nacional da Itália e pediu que sejam banidos do norte os professores com origem no sul do país.

Bossi, que é ministro das Reformas Institucionais do governo de Silvio Berlusconi, afirmou no dia 21 deste mês, durante um comício de seu partido em Pádua, que o cidadão italiano não deve mais "ser escravo de Roma", numa alusão à primeira estrofe do Hino Nacional composto por Goffredo Mameli.

"Não devemos mais ser escravos de Roma. O hino diz: "Itália, escrava de Roma"; "bah! digo eu", afirmou Bossi enquanto levantava o dedo médio, num evidente gesto ofensivo. 

Companheiro de Bossi na coligação governamental, o presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, manifestou-se no parlamento criticando a atitude contra os símbolos nacionais.

"Ninguém, muito menos um ministro da República, deve pronunciar palavras que ofendam o sentimento nacional que está no hino de Mameli e naquilo que ele significa, assim como nas palavras que o compõem".

Outros representantes da maioria governamental tentaram "minimizar" as declarações de Bossi, enquanto a esquerda o atacou tanto pela vulgaridade quanto pela sua proposta de eliminar das escolas do norte os professores com origem no sul.

"A declaração de Bossi não é improvisada, está dentro de uma escolha de fundo que a Liga fez há tempo: introduzir operações que tendem a desmantelar o Estado nacional", declarou Enrico Panini, secretário-geral da Federação dos Trabalhadores do Ensino (FLC-CGIL).

"Aconteceu com o hino, com a escola e acontecerá muito provavelmente com o federalismo em escala institucional. O objecto do enfrentamento é, portanto, mais amplo do que pode parecer", acrescentou o sindicalista.

Por sua vez, o historiador Valério Castronovo defendeu o aspecto tradicional do hino escrito por Goffredo Mameli.
"Esse hino faz parte da nossa tradição, nossos heróis aprenderam a cantá-lo, nos estádios o entoam os torcedores, enfim, entrou no uso quotidiano e isso é importante para um país como o nosso, sempre em crise de identidade", defendeu Castronovo.

Não é a primeira vez que este pequeno fascista é condenado por insultos à bandeira italiana. É caso para dizer que Bossi é a alma gémea de Berlusconi!

Fonte: Ansa

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