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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

08
Mai10

É por estas e por outras...

salvoconduto

 

 

Recebido por e-mail de um "murcão" jubilado, com quem aprendi e passei bons tempos no sindicalismo, quer o Gaspar Martins que me o enviou quer o Avelino Gonçalves a que o mesmo se refere:

"Na tarde (15h) do próximo sábado, dia 8 de Maio, na Pr. Carlos Alberto, 71 – Porto (Sala de Música do palacete Viscondes Balsemão) vai-se rememorar a última Grande Guerra para que nunca mais aconteça. Entre os intervenientes, figura um grande amigo cujo exemplo não me canso de enaltecer. Trata-se de Avelino Pacheco Gonçalves que foi Presidente do Sindicato dos Bancários do Norte de Junho/1972 a Janº/1975, Foi também Ministro do Trabalho do primeiro governo a seguir ao 25/Abril/74. Pediu ao Banco de Portugal (BP) uma licença sem vencimento após terminar o mandato no Sindicato. Apesar da época apodada de PREC pelos vencidos do "25 de Abril", foi-lhe recusada a licença, com isso cessando o seu vínculo ao banco. Quando completou 65 anos, requereu ao BP, como está fixado na respectiva convenção colectiva, a devida reforma. Foi-lhe atribuída uma prestação mensal que não chegava aos 130 € e, actualmente, é de 137 € !!!

Vejamos por agora dois exemplos recentes:

* Vítor Bento é um quadro do Banco de Portugal (BP) e actual presidente da SIBS, a sociedade que gere o Multibanco. Está de licença sem vencimento há nove anos, quando os próprios regulamentos do BP estipulam o máximo de três anos. Pois foi promovido por mérito em Maio de 2008, com efeitos retroactivos a Janeiro do mesmo ano. O que se traduzirá em mais 720 euros mensais quando o economista voltar ao banco, com reflexos também no valor da sua futura reforma.

* Mira Amaral passou ano e meio pela administração da Cx. Geral de Depósitos e saiu com uma reforma de 18 mil euros mensais! Pelos vistos, não estava incapaz para a profissão, pois foi ocupar o lugar de presidente da administração duma empresa concorrente – o BIC, o banco da filha do Presidente de Angola.

Peço desculpa, mas afino quando ouço ou leio o argumento indigente dos que ou não votam ou votam sempre nos mesmos, de que “os políticos são todos iguais”. Amigos como o Avelino tal como muitos outros não merecem ser metidos no mesmo saco. A política não é um meio para se servir mas para servir. Aqui está a sua nobreza…

No sábado, lá irei para lhe dar um abraço e confraternizar com quem quiser aparecer."

Pois é Gaspar, este país está nas mãos dos que se servem, não nas dos que servem, e não é só na política...

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