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Salvo-conduto

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24
Out10

Wikileaks, arma de revelação massiva

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Novas revelações vêm a público sobre a guerra do Iraque. Aquilo que até agora se sabia adquire nova dimensão uma vez que os factos assentam sobre documentos secretos do próprio Pentágono. Não há como esconder a sujeira.

 

Os documentos agora tornados públicos põem a nu as torturas, os assassinatos ao arrepio de qualquer lei sob a qual normalmente se escondem. A convenção das Nações Unidas contra a tortura é clara ao impor a obrigação por parte dos estados de criminalizar qualquer forma de tortura bem como a obrigação de investigar e levar os culpados perante a justiça e garantir às vítimas o direito a uma adequada compensação.

 

O relator especial da ONU sobre a tortura, Manfred Nowak, já exigiu de Obama a abertura de uma investigação. Este respondeu de imediato colocando mais de cem especialistas a averiguar, não os crimes, mas sim até onde poderão ir as revelações e preparar-se para tentar abafar a tormenta de críticas que se espera.

 

Hillary Clinton tomou já a dianteira e veio a público condenar a difusão da informação pela WikiLeaks. Sobre os abusos, torturas, violações e assassinatos perpetrados sistematicamente pela Polícia e Exército iraquiano e pelos aliados das forças internacionais que invadiram o país, nem uma palavra.

 

Os documentos agora revelados são já considerados como a prova definitiva de que a intervenção armada o Iraque é uma das piores tragédias da humanidade.

 

Eloquente o episódio, um entre milhares, que dá conta de um helicóptero Apache ter aberto fogo contra dois homens, suspeitos de terem disparado morteiros contra uma base militar americana em Fevereiro de 2007, mesmo após a rendição deles.


A tripulação da aeronave teria consultado um advogado sobre a validade da rendição e ao ser informada de que não era aceitável e que os homens eram "ainda alvos válidos", dispararam.


O mesmo helicóptero, identificado como "Crazyhorse 18" estaria envolvido num outro episódio, no qual dois jornalistas e duas crianças foram mortos.

 

Afinal sempre havia, e ainda há, "armas de destruição massiva" no Iraque. Nunca se disse foi nas mãos de quem. Quatro responsáveis pela sua distribuição andam imunes por aí à solta.

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