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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

09
Ago08

Simplesmente um sonho

salvoconduto

Dou por bem gastas as cerca de 4 horas que passei a ver a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, frente a um televisor de quarenta polegadas, em directo  e em alta definição, enquanto as nossas televisões transmitiam, retransmitiam e tornavam a transmitir o assalto ao BES...

A cerimónia de abertura dos jogos olímpicos de Pekin, no estádio "Ninho de Pássaro" esteve repleta de arte e de génio com uma perfeição desconcertante.

Os dirigentes ocidentais, encabeçados por Bush, que dividiram o "ecran" com o "mandarin" Hu Xintao, estavam de boca aberta, não para protestar, mas para admirar um espectáculo de cortar a respiração, pleno de magia e efeitos visuais.

Steven Spielberg recusou a colaboração artística, mas não minto se disser que não se perdeu nada. Dentro daquele "ninho" a emoção ultrapassou os sentidos dos 80.000 presentes e dos milhões de tele-espectadores.

A representação demorou cerca de uma hora com um epílogo prodigioso entitulado "sonho". A China não dorme, passeia pelo globo terrestre. Foi uma das imágens altas da cerimónia: chineses caminhando pelo planeta, em cada ponto da esfera azul.

A força da população do país protagonizou uma autêntica fábula. A cerimónia utilizou tecnologia de luxo, meios técnicos de alta precisão, mas por trás das luzes e dos efeitos especiais, estavam sempre os homens, incontáveis.

2.000 pessoas com vestimentas da antiga China tocaram em uníssono um instrumento de percussão, em forma de caixa, chamado "Fou Ban". Nas últimas cenas milhares de sorrisos de criança apareciam no gigantesco ecran.

O momento mais sagrado, o acendimento da pira olímpica, aconteceu quando já passavam 4 horas. Foi efectuado por um ídolo do desporto chinês, Li Ning, três vezes medalha de ouro na ginática artística nos jogos de Los Angeles. Suspenso por um cabo deu uma volta ao estádio, numa pista virtual, até acender a pira olímpica no que foi o último exemplo de perfeição técnica, numa noite (tarde cá) para não esquecer.

Taiwan, Coreia do Norte, Iraque, Rússia e Cuba estiveram entre os mais aplaudidos, enquanto a delegação dos Estados-Unidos, perante o seu presidente George Bush, mereceu um misto de aplausos e assobios.

A minha homenagem a esse talentoso cineasta, Zhang Yimou, que pôs em cena o maior espectáculo da sua carreira: a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, um hino espectacular à glória da China.

Nos próximos dias vou continuar pregado na televisão e alimento o sonho de ver portugueses subir ao pódio.



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