De cabeça perdida, capitalismo de pantanas
Tão entretidos andavam no jogo do monopólio, o farmville dos economistas, comentaristas e mais alguns istas, divertiam-se à bruta, que nem se deram conta que da maneira como o viciavam acabariam mais cedo ou mais tarde por destruir o próprio jogo. A jogatana está de cangalhas.
Agora lamentam-se por não os deixarem jogar mais, as agências de rating recolheram os dados, os cartões e o tabuleiro e atiraram-nos para o "lixo". É vê-los a chamar pelo paizinho ou pela mãezinha, é vê-los com aquele ar de putas ofendidas, gritar que acabaram de ser desfloradas.
À frente dos indignados marcha o Pedrito esse Guerreiro que durante o jogo escondia os dados numa mão enquanto lançava com a outra os que previamente viciara e que agora em pungente editorial lhes chama bastardos.
Logo atrás, como de procissão se tratasse, segue o resto do putedo de mãos dadas com azeiteiros e proxenetas entoando uma espécie de reza contra quem lhes roubou o brinquedo.
Destacam-se entre eles António Mexia, Fernando Ulrich, Pedro Seixas Vale, Faria de Oliveira, António de Sousa, Bagão Félix. Por lá se podem ver também Durão Barroso, François Baroin, o novo ministro das finanças francês, até o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaueble. Mais atrás sob um páreo Pedro Passos também geme afirmando que lhe deram um murro no estômago.
Ao longe ofegante mas a correr vem Cantiga Esteves com uns poucos de foguetes nas mãos, não percebe o próprio coitado que a procissão vai direita ao cemitério.
Já vai longa a procissão, se arrastando que nem cobra pelo chão.

