Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Sai um corrupto entra outro

 

Está encontrado o sucessor de musharraf na presidência do Paquistão, como era de prever teria de ser alguém com o perfil adequado, melhor do que Asif Alí Zardari não podia haver.

Ao viúvo de Bhutto persegue-o a sua fama de corrupto. Durante os anos de governo da sua esposa era conhecido como Mister 10%, em alusão às comissões que extorquia. Aquele que será o próximo presidente do Paquistão passou 11 dos últimos 20 anos nas prisões paquistanesas condenado por diversos casos de corrupção e tráfico de drogas.

Não sou eu que o diz é o Finacial Times, que afirma que Zardari padece de demência e desordens depressivas, segundo informações dos seus próprios médicos. É este corrupto execrável que dirigirá o futuro de um país transformado num barril de pólvora e detentor de armas de destruição massiva. Melhor não podia ser.

Pela parte dele está tudo bem pois beneficia de um acordo de imunidade negociado pela sua mulher, Benazir.

Com gente como esta o mundo estará certamente mais "seguro".

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Sábado, 6 de Setembro de 2008

"Pinóquio" e "Harry Potter" censurados em Israel

A lista de ameaças que pesam sobre Israel enriqueceu-se com mais um artigo: trata-se da versão árabe de Pinóquio, o conto para crianças de Carlo Collodi. O motivo é que o livro foi impresso num "país inimigo", neste caso no Líbano.

A decisão de interdição visa a editora Kol Bo Sefarim, sedeada em Haifa e especializada na distribuição de literatura em língua árabe. Desventuras da marioneta de Gepetto. Mas não se ficam por aqui, os palestinianos de Israel não poderão ler na sua própria língua as obras também subversivas de Harry Potter e o Alquimista de Paulo Coelho.

Em jeito estapafúrdia justificação, o ministério das finanças israelita cita um decreto emitido em 1939, à época do mandato britânico na Palestina, que proibia todo o comércio com os "países inimigos".

Se os livros fossem impressos no Egipto ou na Jordania, os dois únicos países árabes em paz com o estado judaico, a venda já seria possível. Mas vindo do Líbano, do Irão ou Síria as fronteiras de Israel fecham-se. "É absurdo, exclama Salah Abassi, o patrão da editora, Israel já faz comércio com a Síria. As batatas dos Golã são enviadas para Damasco através do ponto de passagem Kuneitra. Estamos no século XXI. Trata-se de letras e palavras, não de produtos tóxicos."

Visivelmente, os posto fronteiriços não o entendem dessa maneira. Há dois anos, chegou à fronteira com a Jordânia um carregamento de 4.000 livros despachados por Salah Abassi. Porque as obras foram impressas no Líbano e na Síria, foram enviadas para a fogueira. É tão mais ridículo quando a imprensa israelita desenvolveu no passado uma campanha de tradução para árabe de vários sucessos da literatura israelitas que foram exportados para o Líbano, para a Arábia Saudita e para o Bahrain.

Sempre pronta a denuciar o boicote aos seus artistas pelos vizinhos árabes, Israel é apanhada em flagrante delito de censura.

Israel deve ter vergonha,  permitir que o Pinóquio, Harry Potter e companhia possam arrebatar os jovens árabes israelitas e deixar-se de tanto cinismo.

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Portam-se como ladrões

Cada vez mais são as vozes peruanas que exigem dos Estados-Unidos, a devolução ao Perú de mais de 40 mil peças arqueológicas saqueadas das ruinas incas de Machu Picchu pelo norte-americano Hiram Bingham. Várias têm sido as manifestações na sua maioria mulheres, que se concentram na praça principal da cidade andina de Cusco, capital da região com o mesmo nome, onde se encontra Machu Picchu, para reclamar a devolução.

O último protesto foi encabeçado pela presidente Conselho de Defesa do Património Natural e Cultural de Cusco, (organização não governamental) Marina Tagle de Rebatta.

Os manifestantes empunharam bandeiras peruanas e do Tahuantinsuyo - Império dos Incas, de que Cusco foi capital - como gesto de protesto pelo saque das peças arqueológicas.

Hiram Bingham levou as peças para a universidade de Yale com a promessa de devolvê-las depois de as estudar, tendo escavado e explorado com regime de exclusividade as ruinas, depois de lá chegar em 1912 e proclamar-se descobridor, pese embora o santuário inca fosse conhecido por muitos cusquenhos e alguns estrangeiros.

O governo peruano iniciou há um ano negociações com a universidade de Yale sobre o chamado tesouro de Machu Picchi, que formalizaram num convénio mas que não garantia a devolução das peças, razão pela qual foi recusado pelas organizações cusquenhas e diversas personalidades.

O executivo aceitou então reclamar o regresso dos objectos de ouro e outros metais, assim como cerâmica, saqueados por Bingham, e o ministro Garrido Lecca, deixou aberta a possibilidade de contratar advogados para conseguir a devolução.

A posição peruana foi apoiada pela National Geographic, que patrocinou conjuntamente com a Universidade de Yale a expedição de Bingham em 1912.

A National Geographic garantiu que as peças arqueológicas retidas pela univerdidade de Yale foram entregues a Bingham a título de empréstimo, por um período de tempo que expirou há muito tempo, pelo que o tesouro já devia ter sido devolvido.

O ministro peruano Garrido Lecca ofereceu no princípio do mês passado a Yale a possibilidade de a universidade participar nos estudos das peças, para o que se celebraria um acordo depois da devolução, mas nem assim.

Os Estados-Unidos usurpam um tesouro que não é seu. o Perú fica sem estes testemunhos históricos, que todos os que vão a Machu Picchu gostariam de ver, devidamente enquadrados com o seu passado. E o mundo que fica mais pobre.

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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

O dinheiro corrompe a democracia

Se julgam que só os americanos "participam" nas eleições nos Estados Unidos estão redondamente enganados. Bancos suíços financiam as campanhas de Obama e McCain. Os dois maiores bancos suíços - UBS e Crédito Suíço - estão entre 20 maiores doadores dos candidatos à Casa Branca. Juntamente com outros doadores, os bancos financiam também candidatos às eleições legislativas que ocorrerão juntamente com a presidencial.

Todos os recordes foram batidos em matéria de financiamento das campanhas. John McCain arrecadou 27 milhões dólares, só no mês de Julho. Um recorde para o candidato do Partido Republicano, embora eclipsado por Barack Obama. O candidato do Partido Democrata recolheu 52 milhões em Julho, algo inusitado mesmo na história dos Estados Unidos, país onde a política e o dinheiro são inseparáveis há muito tempo.

Segundo o Centro para Políticos Responsáveis, uma organização não-governamental que investiga os vínculos financeiros dos candidatos registados na Comissão Eleitoral Federal, o UBS é o 5° entre os 20 maiores doadores de Barack Obama. O Crédito Suíço e o UBS ocupam respectivamente o 9° e 10° lugar entre as 20 empresas mais "generosas" com John McCain.

O Crédito Suíço é inclusive considerado um peso pesado do financiamento de campanhas e, portanto, uma das empresas mais influentes da política norte-americana. Está também entre os 20 maiores doadores de Hillary Clinton. A senadora por Nova York disputará o terceiro mandato depois de ter perdido a disputa à corrida presidencial. Por sua vez, o UBS é um dos maiores doadores do outro candidato democrata por Nova York, Charles Schumer, e do líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Outras empresas suíças colaboram nas próximas eleições nos Estados Unidos com destaque para o grupo farmacêutico Roche que já doou 240 mil dólares aos candidatos às eleições presidenciais e a multinacional Novartis* que contribuiu com 220 mil dólares para as convenções dos dois candidatos.

Para as empresas, o objectivo é ter 'acesso' a essas pessoas depois de eleitas, o que possibilita relações mais estreitas para exprimir seus "pontos de vista".

Geralmente, as empresas não fazem doações em dinheiro directamente aos candidatos, mas através dos "comitês de acção política", grupos em que os recursos provêm de alguns de seus funcionários, mas atenção que estes não são uns funcionários quaisqueres; trata-se da elite das empresas, executivos de alto nível, presidentes de conselhos de administração que podem contribuir como pessoa física e como membro do comitê de acção política".

É este o dinheiro corrompe a democracia norte-americana. Na hora de tomarem decisões os os políticos não se esquecem certamente dos "amigos".

* Para perceberem uma das razões porque estas empresas investem desta maneira leia o post de ontem.

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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

As multinacionais farmacéuticas usam e matam crianças na Índia

Meia centena de bébés morreram na Índia durante ensaios médicos. Diversas organizações acusaram as multinacionais farmacéuticas de usar as crianças da Índia "cobaias" para testar medicamentos que depois comercializam no ocidente.

Pelo menos 49 bébés morreram desde Janeiro de 2006 em 42 ensaios clínicos efectuados no Instituto de Ciências Médicas (AIIMS) da Índia, um dos mais prestigiados centros públicos do país. O Governo viu-se obrigado a abrir uma investigação depois das denúncias de diversas organizações que asseguram que as multinacionais farmacéuticas se aproveitam da pobreza e analfabetismo nesse país para usar os seus habitantes como "cobaias".

O presidente da ONG "Uday Fundation", Rahul Verma, deu a voz de alarme sobre as mortes, o que forçou há cerca de dez dias o Ministério da Saúde a exigir a abertura duma investigação, a cargo de um painel médico do próprio Instituto. À denúncia de Raul Verma somou-se a do expert farmacéutico Chandra Gulhati, editor do Índice de Especialidades Médicas, que observou agumas lacunas e opacidades nas informações do AIIMS sobre o ocorrido.

Gulhati pôs o acento nas crianças que foram utilizadas para testar dois medicamentos contra a hipertensão. Estes medicamentos, Valsartan, produzido pela Novartis*, (fixe este nome para o post de amanhã) e Olmesartan, da Daiichi Sankyo, só se prescrevem a pessoas maiores de 18 anos; estão contra-indicadas para crianças. Como podem testá-las em crianças de um ano? Não só não é ético, como inédito, como criminoso. Por acaso a hipertensão é um problema comum nas crianças da Índia?. Se não o é, porque fazer os testes na Índia e pôr as crianças em perigo sem benefício algum?;  Porque é que as crianças da Índia são utilizadas como cobaias?

Com certeza porque os ensaios clínicos são infinitamente mais baratos que no ocidente e o consentimento dos pais analfabetos mais fácil de conseguir. É óbvio que estes testes se fazem (na Índia) para prorrogar as patentes no ocidente sem nenhum benefício para Índia, as companhias estrangeiras estão simplesmente a aproveitar-se da pobreza e ignorância na Índia.

O Instituto explicou que, quando os pais são analfabetos, o médico lê-lhes em voz alta o tratamento proposto para os filhos. Se os pais não podem ler nem escrever, acaso esperam que entendam as implicações destes ensaios?

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

A ocupação envergonha-a

Às seis da manhã, Hanna Barag já está a caminho. Tem 72 anos, aspecto de afável avozinha e uma reforma bem merecida. Podia ficar a rebolar-se na cama ou a ler o jornal até às tantas, mas esta pequena mulher israelita dedica grande parte da sua vida a denunciar os abusos que cometem os soldados do seu país nos postos aduaneiros e a tratar de aliviar parte do sofrimento dos palestinianos apanhados na burocracia da ocupação. "Os jovens israelitas não querem saber o que se passa no outro lado do muro, não lhes interessa saber o que fazem os seus soldados. A mim, sim. É o meu país, são os meus impostos, é o nosso futuro. A ocupação envergonha-me.Os controlos militares que condenam Barag são os mesmos que a comunidade internacional condenou, porque, dizem, minan o desenvolvimento económico dos palestinianos e limitam a chegada de ajuda humanitária.

Barag é judia de ascendência alemã. A maior parte da sua família consegiu escapar do horror nazi e instalou-se em Israel. Alguns, como os seus tios, não conseguiram fugir e terminaram os seus dias em Auschwitz. Ela nasceu e cresceu em Israel.

Às  8 da manhã, já está no segundo posto da rota que a si mesma traçou. É o que controla a entrada da cidade palestiniana de Nablús. Ali, homens, mulheres e crianças amontoam-se enregelados. Os soldados controlam a documentação dos palestinianos e decidem se os deixam passar ou não. Os trabalhadores saem do controlo com o credo na boca, as botas cobertas de lama. Apressam-se e continuam a sua longa peregrinação até às obras e aos andaimes.

Barag, enxuta e vestida com calças de grinaldas e sapatilhas brancas impolutas, observa e aponta tudo na sua agenda.

Os postos aduaneiros converteram-se num microcosmos com vida própria onde as mulheres dão à luz, as gentes se ajoelham a rezar, dormem na fila, sobre cartões, à espera que amanheça. Ali criam-se amizades e lutas, próprias da tensão da espera e da urgência de chegar a tempo ao trabalho.

Plantada à saída de um, Barag recebe as ameaças de um militar. "Saia daqui, vou chamar imediatamente a polícia".
Mas ela não se mexe. Conhece as regras a dedo e sabe aonde pode estar e aonde não pode. Não teme os soldados e ignora os seus gritos de "vai cozinhar, avozinha".

Por esta altura, depois de sete anos a percorrer os territórios ocupados, Barag estabeleceu relações com todos os destacamentos do exército. A eles faz-lhes chegar as denúncias e pede-lhes também favores, que deixem passar as centenas de palestinianos que acorrem a ela para que possam assistir ao seu próprio casamento, dar à luz num hospital ou até a morrer na sua própria casa. Às vezes escutam-a, porque, ao fim e ao cabo, é uma das suas, fala o seu idioma, poderia ser mãe deles.

Barag, como as suas 500 companheiras da organizaçãp "MachsomWatch" que diariamente submetem os soldados dos postos de toda a Cisjordânia a escrutínio, não se encaixa no perfil clássico de activista. São mulheres de avançada idade, da classe média e alta qualificação académica. Professoras, químicas e médicas compõem este exército de auditoras dos direitos humanos e o que as move é o sentido comum e o desejo de viver num país melhor e mais justo.

Que a acção de Hanna Barag dê frutos e se multiplique por milhares de cidadãos que ali ao pé assistem indiferentes.

Todos certamente ansiamos também um outro país, com a sua própria terra e livre, a Palestina.

 

Fonte: El País

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

A memória ainda doi

A guerra no Perú terminou há oito anos, mas o número de vítimas foi sempre crescendo este tempo todo. Na já martirizada comunidade de Putis, na região de Ayacucho, onde cresceu o Sendero Luminoso, encontraram, no passado mês de Maio, os corpos de mais de uma centena de camponeses executados pelos militares em Dezembro de 1984.

O relato do sucedido em Putis, recolhido no relatório da Comisão para a Verdade e Reconciliação (CVR), que completou cinco anos a semana passada, é estremecedor. Os militares convocaram os camponeses, que tinham abandonado as povoações para irem viver nas partes altas das montanhas, para cavarem a sua própria vala comum.

"Ordenaram aos homens, apontando-lhe as armas, que cavassem uma cova grande; a alguns disseram que era para construir um tanque de piscicultura na qual criariam trutas, enquanto a outros asseguraram que ali construiriam casas. Quando a cova ficou pronta os militares reuniram a centena de camponeses, entre os quais havia homens, mulheres e crianças, ao redor da cova, e sem mais explicações dispararam a matar", indica o documento.

Quinta feira passada cumpriram-se cinco anos da apresentação deste relatório repleto de terríveis cenas de violência perpetradas pelas forças de segurança. O tempo decorrido, no entanto, não conseguiu que se deixasse de discutir este documento de mais de 8.000 páginas, que cobre quase 20 anos de guerra interna. O sector das forças armadas considera que não reflete com justiça a sua actuação no conflito.

Quem por seu lado defende o relatório assegura, no entanto, que os militares não se deram ao trabalho de lê-lo.

"Em momento algum se ataca o exército como instituição, embora, isso sim, se mencionam casos de violações dos direitos humanos nas quais estão involvidos membros das forças armadas", assinala Ronald Gamarra, secretário geral da Coordenadora Nacional de Dereitos Humanos.

"Os maus comportamentos dos militares existiram, terão que aceitá-lo, tal como sucedeu na Argentina e Chile. Terão que pedir desculpas por não terem estado à altura do uniforme", assinalou Salomón Lerner Febres, que foi presidente da comissão.

A maioria das vítimas da violência política esperam uma reparação. Calcula-se que o total de vítimas se cifre nas 70.000 das quais apenas 10.670 foram identificadas.

A sensação é que o relatório trouxe a verdade ao Perú, acerca do conflito, mas a reconciliação ainda está muito longe e o governo de Alan Garcia ainda cava mais sofrimento no já martirizado povo do Perú.

publicado por salvoconduto às 00:01
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