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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

17
Jun09

Alberto Pizango

salvoconduto

Não, não se chama Musavi, não é iraniano, nem está ao serviço de um qualquer ayatollah, mas sim Alberto Pizango e é o líder da Associação Inter-étnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep) de que faço referência no post anterior.

Perseguido por dirigir o seu povo contra a usurpação das suas terras, foi obrigado a refugiar-se e a pedir asilo político na embaixada da Nicarágua no Peru. Concedido este, aí vai mais um lutador para o exílio. Espero ouvir um dia que regressou ao Peru e que está, com outros, a conduzir os destinos do seu povo...

15
Jun09

Não importa, são índios...

salvoconduto

Depois de quase dois meses de tensão, o sangue correu no Peru como resultado do confronto entre o governo peruano e as comunidades indígenas da selva amazónica. Cerca de 5.000 indígenas de tribos peruanas, aglutinados na Associação Inter-étnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), protestam contra leis que, consideram afectar o seu direito às terras que ocupam desde tempos ancestrais e que o governo de Alan Garcia aprovou recentemente. Lutam contra os decretos que abrem a porta a uma descontrolada invasão privada.

Desde então bloquearam estradas e vias fluviais, mas Alan Garcia preferiu avançar para o genocídio. Mais de 55 indígenas e camponeses foram mortos a tiro no Peru. Mais de 225 feridos. Mais de 105 presos. São apenas alguns dos números do massacre perpetrado pelas forças do governo peruano, que abriram fogo com cinco helicópteros contra 5 mil manifestantes da região norte do país, no dia 5 de Junho.

Centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição juntaram-se à população da região e exigem a revogação de decretos legislativos enviados ao Congresso como parte da implementação do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. Conforme denunciam as entidades populares, o governo peruano está de mãos dadas — e atadas - com grandes grupos económicos nacionais e internacionais, a quem entregaram ilegalmente nos últimos anos 44 milhões de hectares, o equivalente a 68% do território amazónico do Peru.

As tropas não pouparam nas munições e abriram fogo contra civis desarmados. Muitos deles mulheres, crianças e idosos. Todos eles pobres. Todos eles invisíveis para os grandes meios de comunicação. Mas afinal quem quer saber da sorte dos indígenas peruanos? Que é que isso importa aos governos ocidentais ou aos respectivos média tão lestos a vir a público sempre que estejam em causa os seus interesses geoestratégicos. Isso não vende e depois, dizem eles, o Peru está em boas mãos, as de Alan Garcia...

 

Fonte: Carta Maior

15
Jun09

Negociações de paz sem condições...

salvoconduto

Enquanto a imprensa ocidental nos entra pela casa dentro com umas eleições alegadamente fraudulentas no Irão, ali mesmo ao lado o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, respon-dendo ao apelo de Obama, chamou os palestinianos a retomar as negociações de paz sem condições, num discurso pronunciado na Universidade de Bar-Ilán, próximo a Tel Aviv. Mas sem perder o fôlego, começou logo a ditar as suas próprias condições...

Em primeiro lugar, anunciou que poderia vir a reconhecer o Estado Palestiniano desde que este fosse desmilitarizado. Suponho que esta condição seria para o manter em "pé de igualdade" com o Estado de Israel que como se sabe é uma potência nuclear. Dito de outra forma, o hipotético Estado Palestiniano não poderia ter exército, não poderia controlar o espaço aéreo nem ter direito à sua própria Segurança.

Outra condição seria a resolução do problema dos refugiados palestinianos, que foram expulsos das suas terras pela ocupação israelita. Nem mais nem menos, a solução passaria por os expulsar para fora das fronteiras israelitas que como também se sabe estão baseadas na expansão militar e civil dos territórios palestinianos ocupados e que nem tão pouco são reconhecidos pela comunidade internacional.

Uma outra condição seria que a política de colonização dos territórios palestinianos estaria fora de discussão, assim como seria excluída a paralisação da construção das colónias existentes uma vez que estas são fruto das necessidades do "crescimento natural".

Natural é também a minha repulsa para com Netanyahu e o seu governo, bem como para com Barak Obama que já se apressou a aplaudir esta decisão. Um porta-voz da Casa Branca chegou mesmo a anunciar que " Obama crê que esta solução pode e deve garantir tanto a segurança de Israel como a satisfação das aspirações legítimas dos palestinianos a um estado viável, e saúda o apoio a esse objectivo por parte do primeiro-ministro israelita".

Para sabotar o processo de paz não era preciso tanto...

13
Jun09

Uma vez mais as sondagens...

salvoconduto

Desta feita é no Irão. Tomando por realidade aquilo que não passava de mera vontade, mais uma vez os fazedores de opinião pública internacional e os fazedores de sondagens meteram a pata na poça.

Empenharam-se a fundo elegeram cedo o seu candidato, Mir Husein Musaví, e logo cuidaram de o promover, alcandorando-o desde logo a vencedor antecipado e incontestado. Contavam com a unanimidade dos media ocidentais. É caso para dizer que meio caminho estava feito. Só que o povo iraniano, que raio, quem é que o entende, não votou de acordo com as sondagens e deu mais do mesmo, isto é, reelegeram Mahmud Ahmadineyad com 62% dos votos.

E agora, pensaram os ilustres comentadores, como descalçamos a bota? Simples, declaram-se fraudulentas, espalhamos a notícia pelos comentadores do costume, promovem-se uns tumultos, et voilá!

Eles aí estão a começar pelo arrastão de Daniel Oliveira e seus pares a sentenciá-las. Fraude, grita Daniel Oliveira à espera que lhe sigam o caminho. Nem uma pausa, muito menos a procura da verdade, fraude, grita novamente Daniel Oliveira. Se alguém lhe perguntar a razão provavelmente dirá: "porque sim" ou "é um feeling".

Contrariamente ao arrastão não sei se as eleições foram fraudulentas ou não. Uma coisa sei, foram as eleições mais participadas de sempre, 85%, as atenções internacionais estavam muito concentradas no acto eleitoral e os 62%, de Ahmadineyad para 33% de Musaví, tornam pouco credível a possibilidade de fraude, mas disto quem sabe é o Daniel Oliveira...

Espero que não apareçam por aí juízos precipitados quanto ao alinhamento deste blogue com o regime iraniano, trata-se apenas de uma questão de higiene mental.

10
Jun09

Pior cego...

salvoconduto

Enquanto Scolari, no Uzbequistão, conta os petrorublos e ri que nem um perdido, por cá Carlos Queiroz arrasta-se penosamente, continua a apostar em cinco defesas no campo e afirma que os objectivos estão a ser cumpridos...

Se houver crentes entre os leitores deste blogue por favor peçam lá à Senhora de Fátima que arranje um outro "Quistão" para Carlos Queirós, o quanto antes, ou que Scolari o contrate para adjunto técnico.

Por mim vou pôr uma bandeira, branca, à janela e espero que daqui a dez anos ou mais Portugal se qualifique novamente para uma fase final e deixe de se humilhar perante equipas como a Estónia, a 113ª no ranking.

09
Jun09

O Tony deu cabo da casa

salvoconduto

 

 

Nem mais nem menos, Tony Blair, o tal da terceira via, que para quem não sabia aonde conduzia sabe agora que desembocava no caos, tal é o estado em que se encontra o Partido Trabalhista. Não fica pedra sobre pedra.

Tony Blair serviu-se do Partido Trabalhista, transformou-se em conferencista, e deixou-o vazio de ideias e valores e por isso não se aguenta de pé.

Gordon Brown vê os ministros a fugir que nem ratos, já são seis os que se demitiram. De nada lhe valerá ensaiar uma remodelação governamental. A travessia do deserto anuncia-se e promete ser longa. Pela minha bem podem morrer à sede, cá se fazem, cá se pagam.

Podem apontar aí que ninguém me tira da cabeça que o mesmo acontecerá, mais tarde ou mais cedo, ao PS português. Sócrates esvazia o PS, trilha o caminho de Bair, preparando o dele. Ver-se-á então para onde o conduziu. Não sei se vai virar conferencista se gestor, à semelhança de Blair, Jorge Coelho ou Dias Loureiro. Uma coisa tenho por certo, quando sair também o PS terá um deserto pela frente!

08
Jun09

Além do mais o tipo é guicho...

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Lembram-se de Oliveira e Costa se ter divorciado e colocado todos os seus bens em nome da ex-mulher? Pois Dias Loureiro não lhe fica atrás. Espertalhaço como é também colocou todos os seus bens em nome de familiares e outros em sociedades sediadas em paraísos fiscais.

Escapa deste modo à penhora, depois de os investigadores terem analisado minuciosamente o seu património. O coitado do homem apenas tem algumas contas bancárias cujo saldo médio não ultrapassam 5.000 euros.

E ainda há quem lhe não reconheça capacidades de empreendedor...

07
Jun09

E afinal as sondagens, em cheio, como sempre!

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Nem mais, as sondagens confirmaram aquilo que já sabíamos, cumpriram o seu papel com a intoxicação, a tentativa tantas vezes repetida de enganar os eleitores. Certo e sabido que não batem com a realidade dos números finais mas também não foram feitas para isso.

Há muitos anos que sabemos isso, mas teimosamente alguns querem fazer crer que são verdadeiras e que os eleitores é que as distorceram há última hora, em plena mesa de voto.

Cumprida que foi a missão já se aprestam para novas cartadas, que as autárquicas e as legislativas estão já aí, têm de garantir os resultados conforme a encomenda.

É talvez por isso que ainda não refeitos, pelo menos a TVI e a SIC avançaram hoje mesmo com uma sondagem para as legislativas....

Sócrates levou o primeiro cartão, preparemos o segundo! Haverá muito boa gente que nos próximos dias nos tentará atirar poeira para os olhos afirmando que a culpa é do Vital, não se iludam, o principal culpado é o governo PS e as políticas neo-liberais, que tiveram o justo castigo.

05
Jun09

Reflexão

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Vou entrar no "dia de reflexão" com este texto do jornal o Público:

"A defesa dos direitos dos trabalhadores é um lema da CDU e os dos jornalistas não são excepção para a cabeça-de-lista ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo. Ao longo da campanha, foram várias as ocasiões em que a candidata se preocupou com as condições de trabalho da comunicação social.

"Isto agora não são horas de trabalhar, é altura de comer" ou "senhora jornalista, pare de escrever e faça favor de almoçar", foi um apelo lançado várias vezes por Ilda Figueiredo. Numa manhã em que Ilda Figueiredo visitou o Arsenal do Alfeite sem a comunicação social, por os jornalistas não terem autorização para entrar, a candidata desabafou: "Eles até agradecem terem este tempo livre, eles andam bem cansados".

Por algumas vezes, em acções de ruas, interpelava jornalistas, fingindo que os confundia com outros cidadãos e procurava persuadi-los a votar na CDU. "Digam-me o que é que hei-de dizer para vos convencer", brincava, sempre bem-disposta e arrancando gargalhadas entre a comitiva.

Numa ocasião, Ilda Figueiredo ficou preocupada por os jornalistas não terem tido tempo para jantar, entre duas acções de campanha, e disse que não queria que isso se repetisse. "Vocês têm de aguentar a campanha". E o passo da candidata. Afinal, aos 60 anos, Ilda Figueiredo continua muito ágil e nem sempre é fácil seguir no seu encalço."

Às mulheres, disse que queria combater a discriminação e lembrou que a lista da CDU é composta por uma maioria de candidatas femininas, reflectindo a realidade da população portuguesa. Juntou-se à luta dos professores. Aos jovens, defendeu que não podem continuar a estudar para o desemprego e contestou o processo de Bolonha. Aos comerciantes, afirmou que é preciso que as pessoas tenham mais dinheiro para poderem fazer compras nas suas lojas.

Indignou-se com as baixas reformas dos idosos. Solidarizou-se com os desempregados e reivindicou o alargamento do subsídio. Numa coopera-tiva na Mealhada pediu alterações à Política Agrícola Comum, e na lota de Matosinhos, rejeitou que a gestão dos recursos marinhos passe para Bruxelas. "Eu sinto-me bem sempre com as pessoas, seja onde for, porque nós lutamos pelo seu bem-estar, para que sejam felizes e tenham melhores condições de vida".

E eu que é que tenho que fazer para vos convencer a votar?

04
Jun09

Reparação histórica

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Não há dúvida de que a América Latina trilha caminhos novos assentes na dignidade dos povos e disso é exemplo a decisão da 39ª assembleia da OEA, Organização dos Estados Americanos, que decidiu anular a decisão de 1962 pela qual Cuba, por pressão dos Estados Unidos, tinha sido expulsa do seu seio. É a história a reescrever-se a si própria.

Independentemente da decisão de Cuba que já anunciou que não tenciona integrar a OEA, tal como é e funciona, não se poderá negar que há sinais de que algo está a mudar. A decisão foi anunciada no término da 39ª assembleia-geral da OEA, realizada na cidade de San Pedro Sula, norte das Honduras, pela voz da sua presidente, Patricia

Rodas, chanceler das Honduras, ao declarar que "a resolução adoptada em 31 de Janeiro de 1962, que excluiu Cuba da Organização dos Estados Americanos, fica sem efeito" e que o retorno, de facto, do país à OEA é de livre escolha do governo cubano.

Patricia Rodas disse também que a anulação da medida está sustentada pela carta de fundação e por outros elementos de autodeterminação e de direitos humanos que orientam os países membros. Definiu a decisão como uma notícia fundamental e histórica e ressaltou que os povos latino-americanos mais não fazem do que recuperar a dignidade do povo cubano.

Já o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse que a OEA fez uma "reparação histórica". "Esta foi uma decisão tomada pelo mérito de nossos chanceleres. Uma decisão tomada por consenso, o que era mais difícil. A OEA está a fazer uma rectificação histórica, que mostra a força do diálogo e das ideias invencíveis. Estamos a começar uma nova era de fraternidade e tolerância".

Zelaya ressaltou ainda que "todo o país tem o direito de escolher seu próprio sistema político, económico e social. Isso  foi o que o povo cubano fez há mais de quatro décadas,  e hoje, depois de bloqueios e ingerências, a OEA faz uma sábia reparação, a Guerra Fria terminou aqui, em San Pedro Sula."

Como não podia deixar de ser os Estados Unidos exigem que a readmissão de Cuba se dê apenas mediante a adequação do regime de Havana aos "princípios democráticos da OEA". Passados estes anos todos e apesar das transformações operadas naquela região Washington não desiste de tentar impor o seu modelo, esquecendo-se que a sua coutada emagreceu, e muito. Esquece-se igualmente que em matéria de direitos humanos será certamente um dos últimos países a poder impor condições.

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