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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

08
Out11

Bater no fundo

salvoconduto

 

 

Os exemplos estão aí todos os dias, não há um crime de colarinho branco que seja julgado e condenado em Portugal. A justiça desceu do rés-do-chão em que se movia directamente para a cave, escura e esconsa. Paulatinamente o país é transformado num daqueles quintais da América Latina do século passado.

 

Com a Justiça assim controlada não é difícil de prever o futuro deste rectângulo à beira mar secado. Delapidaram a banca e não há quem ponha mão a tamanho desvario. Os ex-administradores do BCP são todos considerados impolutos pelos seus pares da Justiça. Rui Machete depois da "experiência" no BPN assenta agora arraiais como Presidente da Assembleia-Geral da CGD onde entretanto os seus amigosdo peito tomaram as rédeas do poder. Banca, Justiça, Governo e Presidência, têm tudo na mão, um sonho convertido realidade.

 

Alegremente o cidadão eleitor faz de conta que é ceguinho, assobia para o lado, cospe para o chão, aproveita o tempo e vai a banhos. Mais cedo ou mais tarde, certamente mais cedo do julga, será chamado a comparecer perante essa mesma justiça e condenado por não conseguir pagar as dívidas depois de espoliado de todos os seus recursos.

 

Siga para bingo que a linha está completa.

 

06
Out11

Nem Carmo nem Trindade

salvoconduto

 

 

Depois de uns senhores do PND da Madeira terem feito a sua rábula à porta da nova sede do Sindicato dos Professores da Madeira, o acontecimento ganhou eco no continente e logo uma série de blogers da nossa praça investiu contra Mário Nogueira por este estar presente no evento a convite daquela estrutura sindical filiada na FENPROF, a cujos destinos preside, por igualmente estar presente o Presidente do Governo Regional da Madeira, que por acaso nós bem sabemos quem é.


À mesma hora no continente um outro presidente, neste caso da República Portuguesa, que por acaso nós também sabemos quem é, marcava presença noutra cerimónia, a celebração de mais um ano da República. Ao acto estiveram presentes representantes de todos os partidos com assento parlamentar e diversas individualidades da socieda-de portuguesa.


Afirmam algum desses blogers que Mário Nogueira se “manchou” ao participar naquela cerimónia "juntamente"  com o Presidente do Governo Regional, que por acaso nós sabemos quem é. Só não percebo é como para aqueles blogers as individualidades que participaram no outro evento "juntamente" com o Presidente da República, que nó bem sabe-mos quem é, não ficaram igualmente "manchadas".


Por acaso o "currículo" do presidente Aníbal é diferente do "currículo" do presidente João, ou estamos decididamente a misturar alhos com bugalhos?


Eu até admito que o pessoal ande cheio de azia, pode não parecer, hoje ainda só é quinta-feira, o calor aperta, mas atenção, ainda não estamos com falta de água. Que tal uma ida à praia no fim-de-semana para refrescar os neurónios?

 

Já estou a vê-los a começar a argumentar, ah e tal… Corto. Sigam o meu conselho, vão à praia, aproveitem, é de borla.

 

05
Out11

Recebido por email

salvoconduto

 

 

"A revista Sábado de 3/X/11 dedica oito páginas a Duarte Lima, desde o tempo em que, órfão de pai aos 11 anos, ajudava a mãe a vender peixe em Miranda do Douro. À beira de completar 56 anos (Novembro), Duarte Lima tornou-se um homem imensamente rico.

 

A investigação de António José Vilela e Maria Henrique Espada está recheada de detalhes picantes. Na sua casa da Av Visconde de Valmor, em Lisboa, Duarte Lima dava jantares impressionantes, confeccionados in situ por Luís Suspiro; no fim do ágape, o chef vinha à sala explicar aos convidados  -  entre outros, Manuel Maria Carrilho, Ricardo Salgado, João Rendeiro, Horácio Roque, Adriano Moreira e José Sócrates  -  a génese das suas criações.

 

Ângelo Correia, que o lançou na política em 1981, nunca foi convidado para esses jantares. O andar da Visconde de Valmor foi decorado por Graça Viterbo: a decoradora cobrou 705 mil euros.

 

Quando entrou para a Universidade Católica, graças a uma bolsa que o isentou das propinas, foi ignorado pelos colegas: era pobre, vestia-se mal e vinha da província. Só Margarida Marante se aproximou dele. Duarte Lima oferecia-lhe alheiras confeccionadas pela mãe.

 

Em 1980 já era maestro do coro da Católica. Pacheco Pereira e Santana Lopes assistiam embevecidos aos seus concertos de órgão. O estágio de advocacia foi feito no escritório do socialista José Lamego, então casado com Assunção Esteves, actual presidenta da AR. O primeiro casamento (1982) foi celebrado pelo bispo de Bragança.

 

Em 1983 chegou a deputado e, em 1991, a líder parlamentar e vice-presidente do PSD. Nos anos 1980-90 era das poucas pessoas a quem Cavaco atendia o telefone a qualquer hora. Até que, em 1994, o Indy, então dirigido por Paulo Portas, obrigou o Ministério Público a investigar as suas contas. Demitiu-se de cargos políticos e aguardou a conclusão do processo.

 

Com o assunto arrumado, candidatou-se em 1998 à Distrital de Lisboa do PSD. Ganhou, derrotando Passos Coelho e Pacheco Pereira. A leucemia afastou-o do cargo. Volta ao Parlamento por dois mandatos: 1999-2002 e 2005-2009.

 

Segundo a revista, Duarte Lima depositou nas suas contas, entre 1986 e 1994, mais de cinco milhões de euros, parte considerável (25%) em cash. É membro da Comissão de Ética do Instituto de Oncologia de Lisboa e fundou a Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Agora é o principal suspeito do assassinato de Rosalina Ribeiro.

 

Nada disto me impressiona, excepto o facto de Duarte Lima ter obtido do BPN, em 2008, pouco antes da nacionalização do banco, um empréstimo de 6,6 milhões de euros, «contraído sem a apresentação de qualquer garantia». O affaire Duarte Lima é um caso de polícia. Mas o affaire BPN, sendo também um caso de polícia, é sobretudo um assunto de Estado. E nenhum jornal ou revista investiu ainda o bastante para o elucidar."

 

Viva a república!

02
Out11

Uma questão de regime

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Pego num artigo de opinião de José Manzaneda do "tercerainforacion" e dou seguimento aqui no "salvo-conduto" de uma parte que me chamou a atenção. José Manzaneda aponta o dedo à agência EFE, a agência de notícias de Espanha, por há poucos dias noticiar que um grupo de estudantes afins do "regime" cubano se tinham concentrado e protestado frente às Damas de Branco, aquele grupo de mulheres vestidas de branco que é apresentado no ocidente como dissidentes do "regime" cubano, e pelo meio da notícia aponta o "regime" como instigador de desacatos e qualifica essas centenas de estudantes de seguidores do "regime".


Precisamente nesse mesmo dia a EFE noticiava também que a polícia detivera de forma violenta cerca de uma centena de manifestantes que protestavam em Wall Street contra o poder da banca, que em Bilbau a polícia carregara sobre activistas que protestavam pela demolição de um centro cultural e noticiava também o assassinato de um manifestante palestiniano pelo exército israelita. Hoje mesmo a mesma agência dá conta que 400 pessoas foram detidas por se manifestarem na ponte de Brooklyn pelas mesmíssimas razões dos que que foram detidos em Wall Street. Tudo normal dirão alguns.


Normal uma ova, a diferença destas notícias para a primeira é que a EFE nelas nunca utilizou a palavra "regime" como prodigamente fizera na primeira. Em Wall Street, Bilbau ou Broolyn as forças policiais que carregaram indiscriminadamente já não eram afins ao "regime" e os assassinos do jovem palestiniano nunca fora instigados pelo "regime".


Afinal de contas, será a agência EFE, ela sim, a agência do "regime"?

02
Out11

Tacanhez

salvoconduto

 

Tem gente que nunca aprende, claro que não é só no Brasil onde uma certa casta de jornalistas continua sem enxergar um palmo à frente do nariz. Dizem-se chocados por Lula da Silva ter sido homenageado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris de quem recebeu o título de Doutor Honoris Causa.


Dizem não compreender a homenagem a Lula uma vez que no país existe alguém que a mereceria mais, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, ele sim "insigne universitário e grande académico".

 

Daí a colocarem a Richard Descoings, director do Instituto francês que promoveu a homenagem, a questão que tanto os preocupava: "Por quê Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?"


Tiveram resposta, óbvia e natural, por parte de Richard Descoings: "O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudos superiores. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política actual no instituto, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade".

 

A melhor resposta porém veio do próprio Lula Silva no discurso de agradecimento: "Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais universidades fez na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive".


Palpita-me que lhes entrou por ouvido e saiu por outro, são pagos para isso mesmo.

 

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