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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

17
Dez11

Não são só os diamantes que podem ter sangue

salvoconduto

 

 

Para Mário David, deputado ao Parlamento Europeu pelo PSD, vale tudo ainda que o peixe lhe possa saber a sangue. Desde que fresco, marcha. Se trouxer euros no ventre melhor ainda, alguém se encarregará de o limpar.

 

Mário David parece uma daquelas figuras dos filmes de terror, aparece quando ninguém sabe dele, de repente e sempre pelos piores motivos. Aqui há uns tempos apareceu do nada a reclamar a fogueira para Saramago, agora aparece a defender o rei marroquino num suposto acordo de pescas que ignora por completo aqueles que também são donos de parte das águas em questão. É óbvio que Mário David está-se marimbando para o direito sobre aquelas águas e muito menos se elas estão tingidas de sangue do povo saharaui.

 

Arremete contra aqueles que chumbaram no Parlamento Europeu uma proposta de acordo com o rei de Marrocos esquecendo-se que por ali ainda há quem não troque liberdade de direitos internacionais por comércio como bem lho recordou Ilda Figueiredo e que esta coisa da mercancia não pode estar acima de todas as regras, não pode ignorar que o povo do Sahara Ocidental terá que ser beneficiário do acordo e sobre ele consultado.

 

Mas Mário David sabe bem quem representa e por isso alvoroçado vai gritando que "isto é um murro no estômago para Marrocos" para logo acrescentar que "Sua Majestade o Rei Mohamed VI tem vindo a promover uma profunda e pacifica transição democrática". É de tal maneira profunda que não me admiraria que num futuro próximo o rei venha a ser apeado como também não me admiraria se fosse Mário David o primeiro a saudar o derrube e a manifestar que sempre o considerara um ditador. É assim Mário David, tem um corpo e uma espinha dorsal como a da enguia, maleável por dentro e viscoso por fora.

 

15
Dez11

Há mar e mar

salvoconduto

 

 

Estava longe de imaginar, que depois de ter "ouvisto" ontem Francisco Assis, Mário Crespo e António Capucho num ménage à trois televisivo distribuírem elogios entre si e recordado os bons velhos tempos em que eram simultaneamente líderes parlamentares do PS e PSD, época de alianças espúrias e acordos por debaixo da mesa, ser surpreendido hoje pelas declarações de Pedro Nuno Santos, um dos vices de Seguro para os negócios parlamentares, após regado jantar, que poderiam supor o não pagamento da dívida externa, pelo menos nos moldes em que está previsto, o que convenhamos não se enquadra no espírito guerreiro do seu líder, muito menos do solícito e escorregadio Assis.


"Não pagamos", reconheço não é terminologia da bancada de Nuno e Assis, por ali é mais "eles pagam", surpreendente e surrealista portanto.

 

Este fortuito e inesperado episódio de algum modo manchou, melhor dizendo, atrapalhou a estratégia de Assis, que vai fazendo como a tartaruga, caminhando devagar, não fugindo do guião reinante, esperando lá mais à frente almejar a meta de primeiro-ministro quando a "alternância" lhe ceder o lugar.

 

Não foi pois com estranheza ver Assis cuspir polidamente algum veneno no seu companheiro de bancada numa tertúlia com Ângelo Correia na TVI24 e repetir pela enésima vez que devemos pagar com língua de palmo o que os mercados e Ângela Merkel decidiram ou venham a decidir.

 

E é no meio desta estratégia que Assis confunde Portugal com uma casa de alterne, imagina-se sentado com outra puta a decidir o destino de todos nós. Avisado seria algum companheiro alertá-lo de que há mar e mar, mas às vezes não há voltar, vão ao fundo com a nau, há tempestades perfeitas...

 

15
Dez11

Não aconselhável a pessoas sensíveis

salvoconduto

 

 

Não é por acaso que o ditado "tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta" é genuinamente português. Já todos sabemos que Isaltino Morais goza com o pagode e aposta na prescrição dos seus crimes. Fazendo jus ao ditado a lei feita normalmente por criminosos dá uma ajuda, Cândida Almeida e o DCIAP que dirige dão outra. Já a ministra da Justiça diz-se mais preocupada em alimentar odiozinhos  de estimação. A esta hora mais um "ladrão de supermercado" terá sido condenado e enviado para a prisão.

 

10
Dez11

Fidelidade canina

salvoconduto

 

 

É "Fiel" até de nome, o subdirector do JN, Jorge Fiel, servindo a quem melhor lhe paga com fidelidade canina descobriu que os trabalhadores dos call centers não criaram até agora o seu sindicato por duas razões, a primeira é porque não precisam e a segunda é porque os sindicatos não mudaram e continuam a usar a mesma linguagem, discurso, atitude e formas de luta boas no séc. XIX.

 

Vê largo o "Fiel", consegue mesmo ver que um sindicato que viesse a ser criado pelos trabalhadores dos call centres continuaria a usar a mesma linguagem discurso, atitude e formas de luta boas no séc. XIX, para além de “Fiel” é fatalista…

 

O Fiel que me desculpe mas o seu discurso nem sequer é do século passado já vem da idade média, altura em que não havia sindicatos e os trabalhadores marchavam ao som da chibata, altura em que quase todos os cães se chamavam "Fiel" e açulavam quem não trabalhasse certinho e direitinho. O mesmo discurso utilizado pelos patrões esclavagistas quando se formaram os primeiros sindicatos, também na altura afirmavam que os trabalhadores não precisavam de sindicatos.

 

Balhamedeus, alguém tem por aí um osso para o Fiel roer? Busca Fiel, busca!

 

09
Dez11

Ninguém cala o Biscaia

salvoconduto

 

 
Já aqui tenho dito que são cem cães a um osso, talvez por isso se compreenda que o governo de Passos e Gaspar se mostre tão reticente em cortar nas verdadeiras "gorduras" do Estado. A coisa é de tal monta que quando a vida não lhes corre de feição não hesitam em vir para a praça pública transformando-a em palco de peixeirada. É o caso de uma nomeação para o cargo de presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.


Depois de ter convidado pessoalmente José Biscaia, autarca do PSD, ex-presidente da Câmara de Manteigas, ex-gestor público na Águas do Zêzere e Côa, Paulo Macedo, contabilista da saúde e ministro nas horas vagas, acabou por nomear Ana Manso, deputada da mesma agremiação, nem se dando ao cuidado de desfazer o negócio montado com o Biscaia.


Foi quanto bastou para estalar o verniz, trocaram-se mosquitos por cordas e a distrital do PSD da Guarda virou batalha campal. Paulo Macedo é acusado de falta de educação, de se deixar enredar por manobras de corredor e de não servir para gerir o país, coisa que no final de contas não é segredo para ninguém, o negócio dele são número$.


Biscaia ameaça agora engrossar o grupo dos "indignados" e não me admiraria mesmo nada se promovesse uma acamapada em frente ao hospital da Guarda.


A coisa promete, ainda falta nomear as administrações de outros centros hospitalares já que aquela coisa de concurso "público" anunciado por Passos Coelho não passou de  conversa para boi adormecer.

 

07
Dez11

Falta de chá em tempo de ayatollahs

salvoconduto

 

 

 

Não há dúvida que esta gente está a tomar-lhe gosto. Depois de António Saraiva ter dito a Carvalho da Silva em jeito de provocação que a Terra é redonda, de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, ter chamado João Galamba de ignorante e o mandar bater com a cabeça na parede é agora a vez do ayatollah Ângelo Correia seguir na mesma esteira e num frente a frente com Luís Fazenda virar-se para Mário Crespo e determinar que o que Fazenda diz é irrelevante, de tal forma que Crespo não conteve o riso, como riu a figurinha, riu com prazer, por momentos cheguei mesmo a pensar que o Muttley também estava no estúdio.

 

Não foi só aqui que Crespo e Ângelo riram com vontade, voltaram a fazê-lo quando Ângelo Correia atirou a Luís Fazenda que “o património de luxo já é mais taxado do que o resto em Portugal”. Nem mais, que o digam os desgraçados que têm que pagar a electricidade com 23% de IVA exactamente a mesma taxa que um Ferrari ou um iate. Como ele sorria alarvemente.

 

A outra em Itália ainda representou chorando estes nem se dão a esse trabalho, são mais genuínos, ou mais descarados.

 

Mais à frente deixou escapar que "a esquerda fez-se para dizer o que o que tem a dizer". Se assim é Sr. Eng.º eu que me considero de esquerda daqui o mando para a pata que o pôs e lhe recomendo chá de corno de boi e depois venha cá dizer-me se o que digo é irrelevante, mata-lhe as lombrigas e limpa-lhe o cérebro num instante.

 

Não lhes respondam à letra não e depois admirem-se que eles se riam...

 

"Chá" para cima deles, se não tomaram em pequeninos ainda vão muito a tempo de tomar.

 

07
Dez11

Ainda a propósito do fado

salvoconduto

 

 

Não fiz nenhum post sobre a decisão da Unesco quanto ao fado, a unanimidade sobre o tema sobrepôs-se. Não deixei no entanto de reparar que no meio da onda de unanimismo pouco se relevou a organização que o concedeu e que esteve em riscos de ser manietada, a mesma a quem os EUA recusou entregar a contribuição que lhe cabia, por esta ter acolhido no seu seio o Estado da Palestina.


Rejubilaram aqueles que defenderam a abstenção de Portugal na votação da resolução sobre a Palestina, embora diga-se em abono da verdade mais depressa defenderiam o voto contra. Ironia das ironias é que a materializar-se a pretensão dos EUA de imobilizar a Unesco o fado nunca seria património da humanidade...


Mas a Unesco contra ventos e marés sobrevive e cabe-me assinalar a decisão do governo de Timor Leste de contribuir com um milhão e meio de euros. É a diferença entre pobres e "ricos", a diferença entre aqueles que impõem o obscurantismo ou e aqueles que dele se querem livrar.


O fado... pois o fado, viva a Unesco.

 

06
Dez11

Será só doença?

salvoconduto

 

 

Não compro jornais desportivos mas se comprasse depressa acabaria com esse mau hábito. O facto de não os comprar não me impede de saber que estes também têm o seu clube de eleição, assim como os generalistas que "torcem" diariamente pelo seu "clube" ou patrão, topam? As capas diárias não surpreendem, bem vistas as coisas vendem o jornal a quem o compra e há mais adeptos de um clube que dos outros, daí as notícias reflectirem mais os interesses desses leitores. Não estou minimamente preocupado é o lado para onde durmo melhor.

 

A coisa no entanto ganha outros contornos quando vai além da mera selecção de notícias. A imbecilidade é tanta que nem sei como qualificá-la. Aqui vos deixo um exemplo reflectido nas imagens, qualifiquem-na vocês se tiverem por aí alguma palavra a preceito.


O Jornal Record noticiava um qualquer evento de natação desportiva e socorria-se da imagem de um nadador que por sinal usava uma touca com o emblema do clube que representa, que desde logo não é o clube que faz vender mais jornais. Daí até ao Photoshop foi uma fervura, apagou-se o dito emblema que tanto atrapalhava o jornalista.


Tudo estaria bem se outro jornal, generalista, não tivesse decidido dar a mesma notícia e utilizado a mesma imagem, mas sem a "retocar" e a careca do jornalista com laivos de censor foi descoberta.


Juro que fui ao dicionário procurar sinónimos para imbecil mas não encontrei nada à altura do estatuto de tal jornalista, mas tenho a certeza que deve haver, vou procurar melhor. Já agora aproveito para vos informar que o Sporting eliminou o Belenenses sabendo desde logo quem ficou com azia… Eu à cautela tenho Kompensan sempre à mão, já é uma questão de hábito, homem prevenido.


O mais bizarro no meio disto tudo é que estou a escrever estas linhas enquanto num canal de televisão generalista se passa algo semelhante num programa a que chamam "Prós e Contras" onde dois alucinados "debatem" o SNS e as medidas que este governo diz ter para o afundamento do mesmo.

 

Não sei o que me deu, há muito que o não vejo em directo, por que raio fui carregar no comando e sintonizar o canal? Não demorou nada, mesmo nada, a ter que engolir um Kompensan, estão a ver por que os tenho sempre à mão?

 

Quando liguei já o Prof. Daniel Serrão estava no uso da palavra a perguntar se queríamos ter um SNS porque dava lucro, nesse caso deveríamos tirar daí o sentido, ou se o queríamos para prestar um serviço às populações. Daí até a palavra ser dada a uma senhora que o rodapé indicava como representando a Espírito Santo Saúde (BES) foi outra fervurinha.

 

Dizia a senhora que o SNS deve ser gerido para o “bem comum”, que deveria defender-se o interesse geral, que está-se mesmo a ver é o interesse que ela defende à frente daquela organização que por sinal trabalha para o SNS, dito de outra maneira, vive à pala dele, daí a enfâse que ela colocava na palavra “interesse”.

 

Talvez fosse por isso mesmo que lá estavam Correia de Campos e Paulo Macedo o contabilista da saúde. Como diria o Bandarra “isto anda tudo ligado", no primeiro caso o jornalista do Record a olhar pelo interesse do clube que lhe compra os jornais, idem aspas no segundo a quem lhes garante a conta no banco, seja cá seja num offshore.

 

E o resto? O resto não vi porque felizmente o programa chegou ao intervalo, porque ainda tenho pilhas no comando e porque não devemos abusar do Kompensan...

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