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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

05
Dez11

Filho pródigo

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Já aí está o "espírito natalício" a dar os primeiros sinais. A igreja inglesa lançou uma campanha denominada "ultrapassar os umbrais" convidando os filhos pródigos a voltar a casa pelo Natal. Não sei se foi sensibilizado por esta campanha que o CDS de Paulo Portas resolveu celebrar desde já a sua festa de Natal recuperando Avelino Ferreira Torres, figura amplamente abraçada, garante quem lá esteve, os bons filhos a casa voltam.

 

Se a iniciativa pegar voltaremos a ver Isaltino, Valentim, Dias Loureiro e Oliveira e Costa ao lado de Passos Coelho ou Fátima Felgueiras e Narciso Miranda ao lado de Seguro.

 

Até eu imbuído pelo espírito da época vou escrever a Passos Coelho para fazer a festa na prisão, não pode nem deve esquecer-se desse outro filho pródigo Duarte Lima. Cavaco Silva pode encarregar-se das roubanadas.

 

Bom mesmo era metê-los todos lá dentro, o melhor local para celebrar a festa da "família" laranja, seria ao mesmo tempo uma forma de amenizar o sentimento daqueles que este ano não terão muita vontade de celebrar a data e era também a forma de nos livrarmos da hipocrisia que vai por certo dar sinal de si nos muitos "eventos" natalícios que estas figurinhas não deixarão de promover.

 

05
Dez11

Ironia

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Esta foto, incluída no livro "A vida quer coragem" agora publicado no Brasil que conta a trajectória de Dilma Rousseff na guerrilha de que fez parte contra a ditadura militar, foi este fim-de-semana replicada na imprensa brasileira, está a correr aquele país. Há imagens que falam por si.

 

Nesta Dilma com 22 anos estava a ser interrogada depois de 3 semanas de cativeiro e tortura. O que toda a gente vê é que aqueles que a interrogam escondem a cara perante a objectiva, até nisso os homen-zinhos eram covardes.


Passados 41 anos nada muda, Dilma Rousseff continua a olhá-los nos olhos e eles escondem-se atrás de uma "lei de amnistia", escondem-se nas trevas do seu passado.

 

04
Dez11

Body of lies

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Ele aí está outra vez, refém de Passos, Seguro desafia Coelho a não ficar refém de Merkel...


Não se fica por aqui e afirma que o país "tem de encontrar aliados e criar instrumentos para responder à crise sistémica da Europa", esquecendo-se que é o povo que tem que encontrar aliados, que não passam certa-mente por aqueles que acabam de aprovar o Orçamento.


Para Seguro, o que neste momento está a acontecer é que a Europa está "capturada" pela chanceler alemã Merkel e pelo presidente francês Sarkozy, ora isso não esconde que o país está "capturado" por Passos Coelho, Paulo Portas e José Seguro, o resto é conversa mole, o povo está farto de mentiras.

 

 

03
Dez11

Abaixo de cão

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Foi assim que João Galamba, deputado do PS, foi tratado por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal. Triste ver a figura, não de Carlos Costa, mas a de João Galamba titubear que aquele tinha sido deselegante.


José Seguro está a levar a água ao seu moinho e a transformar o seu grupo parlamentar num autêntico rebanho de carneiros. Procuram agradar ao chefe encarnando a preceito o papel e até quando são tratados como tal reagem à altura desejos de Seguro, irra que até o sangue me ferveu nas veias, quando Carlos Costa o chamou de ignorante e o mandou bater com a cabeça contra a parede.


Senti-me agoniado ao ver o betinho declarar-se ofendido, com voz sofri-da, a rogar-lhe um pedido de desculpas.


Como tal não aconteceu só lhe resta seguir o conselho do animal e marrar contra a parede...

 

Triste, triste espectáculo, mau de mais para ser verdade. E foi esta gentinha que há poucos dias reagiu, encabeçados por Eduardo Cabrita, também ele deputado do PS, a uma intervenção do deputado Jorge Machado do PCP quando este se dirigiu ao ministro da Caridade utilizando a expressão "não tem vergonha".


Tal como Jorge Machado também eu repito, esta gente não tem vergonha, o que é que terá a correr-lhe nas veias?

 

02
Dez11

O Nobel da Paz continua imparável

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A notícia passou meio despercebida na comunicação social cá da terrinha. O governo de Barak Obama tudo fez para que a ONU aprovasse o uso de bombas de fragmentação, nem todos porém têm a sua inclinação para a destruição indiscriminada e a pretensão foi recusada.

 

Ao lado de Washington estiveram China, Rússia, Israel, Coreia do Sul, Bielorrússia e Ucrânia, compreende-se porquê, têm os arsenais a abarrotar.

 

Em sentido contrário destacaram-se a Noruega, Uruguai, México, Áustria, Equador, Honduras, Libéria e o não acabou por prevalecer.


Desiludamo-nos porém se pensamos que aquelas bombas não serão utilizadas. Mataram na Sérvia, mataram na Palestina, Iraque e Afeganis-tão, continuarão a matar, principalmente inocentes que se encontrem no seu raio de acção.

 

Curiosamente foi este o argumento de Washington que não subscreveu a Convenção de Oslo que as proibiu. Foram no entanto 111 os países que a subscreveram. Washington e seus pares apenas pretendiam a legitimação e protecção legal para a destruição.


Numa conferência de imprensa paralela o rosto dessa destruição, o corpo mutilado de Branislav Kapetanovic ex-militar sérvio que perdeu as pernas, mãos e parte dos braços quando foi vítima de uma dessas bombas ao realizar tarefas de desminagem.

 

01
Dez11

Tv7, Martim Avillez

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Alguns de vós não terão conhecido João Coito, jornalista, que tinha uma crónica (Tv7) semanal na televisão do anterior regime onde enaltecia a virtudes de Salazar e posteriormente Marcelo Caetano. Não sei porquê hoje  o jornalista Martim Avillez Figueiredo, fez-me dele lembrar quando analisava a entrevista de Passos Coelho à SIC.

 

Dizia o Martim: excelente, excelente, excelente, pena foi o tempo gasto nas perguntas e desdobrava-se em absurdos elogios em tudo semelhantes aos de João Coito.

 

Como sou do tempo de João Coito entendo perfeitamente o Martim, os jornalistas deveriam limitar-se a colocar à disposição de sua excelência o Presidente do Conselho os meios de comunicação e reservar para depois a tarefa de o enaltecer.

 

Desconheço por onde se formou o Martim mas não errarei muito se disser que as crónicas de João Coito lhe devem ter feito companhia por muitas e longas noites.

 

Consegui recuperar uma das crónicas de João Coito, logo após a morte de Salazar, de que vos deixo aqui uma parte na certeza de que não vos será difícil de a imaginar na boca do Martim depois de substituído o nome do Presidente do Conselho:

 

"…Muita tinta correu e muitas palavras foram ditas acerca da figura e da obra do homem genial cuja envergadura se projectou e dilatou além-fronteiras.

A maior parte de nós, que continuamos vivos, nascemos e crescemos já com ele ao leme, e podemos testemunhar, de facto, a suprema dedicação de Salazar ao serviço do País. Foi o grande monge deste grande convento da Pátria! Nem família, nem amigos, nem distracções. A única preocupação do homem, desde que assumiu as responsabilida-des do poder, foi o presente e o futuro deste País repartido pelo Mundo.

Vigiou noites intermináveis, silenciosamente, sem que o povo adivinhas-se sequer os perigos que corria. Nem os adivinhávamos, nem fazíamos esforço por os adivinhar. Nem era o desinteresse que marcava esta nossa atitude. Durante 40 anos habituámo-nos a descansar nele. Nos momentos mais dramáticos, quando a tempestade assomava à nossa porta, o povo, com aquele sexto sentido que Deus lhe deu, exclamava apenas: "Está lá o Salazar… Vamos ver o que ele resolve e o que ele nos diz… E assim foram vencidas as tempestades.”

O Estado não tinha dinheiro para pagar as suas dívidas. O trabalhador não sabia se haveria dinheiro ao fim da semana ou ao fim do mês. As revoluções e as desordens eram tão naturais e vulgares como as chuvas e as trovoadas.

 

A gente compreende e aceita que o Exército, num impulso incontido, quisesse arrumar as coisas e pô-los no seu lugar. Mas como? Qual era o político que havia de meter ombros a tarefa tão gigantesca?...

 

Foi então que o País travou o seu primeiro conhecimento com um professor que vinha de Coimbra. Tinha trinta e poucos anos. «Sei o que quero e para onde vou»!


Estas palavras, srs. espectadores, eram dum homem de trinta e poucos anos.
Talvez que a primeira reacção dos políticos experimentados desse tempo tenha sido um sorriso de desdém. Mas o povo, a grande massa do povo, começou logo aí a habituar-se à verdade desse homem novo que só lhe prometia aquilo que efectivamente podia realizar.

 

Hoje, depois de ter sido vencida a etapa decisiva, há muito gente a discutir as virtudes  e os defeitos da obra de Salazar. Há muitos que dizem que a excessiva preocupação com o equilíbrio financeiro é uma das causas do nosso atraso económico. Não serei eu que os vou contraditar, que não percebo de finanças. Mas sempre quero dizer que compreendo e aceito a obsessão de Salazar. Quando chegou ao Governo encontrou os cofres vazios, o País endividado e, o que é pior, sem crédito. Avaliamos os trabalhos que ele teve para modificar esse estado de coisas e compreendemos perfeitamente que, ao longo do resto da sua vida, sempre tinha ficado no seu espírito o fantasma das dívidas e da penúria.

Nesta hora o Presidente sabe tudo de tudo e encontrou resposta para todas as suas dúvidas e interrogações, que também as tinha.
Se o Presidente agora pudesse voltar? ! ... Que lições fantásticas e infinitas nós não escutaríamos ao Professor!
A história recebeu-o nos seus braços justos. Nos caminhos do porvir, o seu nome há-de andar vivo nos lábios das crianças que surgem para o Portugal de sempre. Nós tivemos o grande privilégio de ser testemunhas do seu tempo, da sua vida e da sua obra."

João Coito


 

Cada vez fico mais com a sensação que efectivamente está de volta e João Coito também, as semelhanças são por demais evidentes. Quem vos avisa…

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