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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

16
Fev12

Pesa-lhe a consciência

salvoconduto

 

 

 

Cancelar uma visita oficial por causa de uma manifestação pacífica de jovens de uma escola de 1.200 alunos que não dispõe de cantina não é um acto de cobardia como todos se apressam a chamar. Quando o mais alto magistrado da nação não tem coragem para encarar o próprio povo é sinal de que o regime democrático está doente, que isto está pior do que poderíamos imaginar.

16
Fev12

A Sopa do Sidónio está de volta

salvoconduto

 

 

 

É nisto que eles são bons, a "caridade" é a sua imagem de marca, é a farda que melhor vestem, a que melhor lhes assenta. Destroem o país, condenam o povo ao tronco e à chibata, mas com a sopa não lhes faltarão.

 

O ministro da caridade anunciou ontem que do montante que lhes está a roubar já colocou de lado 50 milhões para a massa e o feijão ou o grão, com um pouco de jeito até voltam as senhas de racionamento, mas atenção mendigo na rua não, nem que seja preciso reactivar a mitra, pedintes na rua dá mau aspecto...

 

Quem parece não estar lá muito contente são os monárquicos no governo, olhem que não são poucos, reclamam da iniciativa, esclarecem que já no tempo de D. Carlos tinham sido criadas as "Cozinhas Económicas" ideia de que agora o ministro se apropria. Já antes criticaram Sidónio Pais por igualmente se apropriar do legado da Duquesa de Palmela e a Marquesa de Rio Maior, as senhoras do "movimento nacional feminino" da época que criaram as ditas cozinhas.

 

Vão mais longe e relembram que Sidónio era demagogo e manipulador, que "o povo acreditava que a sua vida iria melhorar. O povo estava tão farto da corrupção, das lutas internas, do tiroteio pelas ruas, da repressão da 1ª República, da miséria, da fome e da guerra, que acreditaria em tudo o que um Pavão sorridente lhes dissesse."

 

Ao que parece quando o número de pedintes aumentou o Sidónio começou a despachá-los para Angola, querem lá ver que também foi aí que o Relvas foi buscar a ideia de mandar emigrar a malta?

 

Eu sei que os tempos eram outros mas as semelhanças começam a ser muitas, até estou a bater na madeira, é que acabaram por limpar o sebo ao Sidónio...

 

15
Fev12

Roubaram metade do frango

salvoconduto

 

 

Está na calha malhar nos trabalhadores do Banco de Portugal, enquanto se malhar neles não se fala nos "BMs" a 129.245 euros cada um dos membros do Tribunal Constitucional, do motorista do Relvas que ganha ordenado de gerente bancário, na enorme prole de especialistas que enchem os gabinetes de ministros e secretários de estado, muito menos das excepções abertas por Passos Coelho para os administradores da CGD, TAP, RTP, CTT, Empordef e centros hospitalares. Até ele veio publicamente queixar-se em tempo de crise que ganha pouco, para logo acrescentar que não se queixa, tem lata o nosso primeiro, "eu não me queixo, mas que ganho mal lá isso ganho", sim abelha...

 

É no meio disto tudo que ando à procura da minha parte do frango, estou farto que se sentem à minha mesa, se alambazem com o frango inteiro e depois venha o prosa que se alambazou dizer-me que os dois comemos um frango inteiro.

 

É o que acontece com o jornal "i" que se tem aprimorado neste tipo de notícias e estatísticas. Deu-lhe agora para destacar em título de primeira página que os trabalhadores do banco de Portugal ganham mais 1.500 euros que os seus pares do sector privado. Esmiuçando-se a notícia, logo no primeiro parágrafo começa a descobrir-se a marosca.

 

Metem no saco dos privados a Caixa Geral de Depósitos que levou uma talhada nos salários, mas dá jeito para a questão do frango ou meio frango...

De seguida acabam por confessar que naqueles cálculos meteram tudo, salários de administradores, directores, mordomias destes, vencimentos, subsídios, contribuições fiscais e outros encargos, como assistência médica ou prémios, aquilo às tantas já não é galinha é peru, embebedado pela certa, tal como o jornalista que desarrancou tamanho artigo.

 

Quase quase no final, talvez julgando que o pessoal não lê o artigo até ao fim, lá vai acrescentando que o salário do Governador do Banco de Portugal é cerca de 70 mil euros superior ao que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos.

 

É mesmo isso, juntem a minha reforma à do Mira Amaral, dividam ao meio e depois venham dizer-me que eu tenho uma reforma dourada...

 

Precavendo-me dos invejosos do costume que por certo irão lembrar-me que os trabalhadores do Banco de Portugal não sofreram o corte dos subsídios elucido-os que a banca privada também não, sorte a deles, não me queixo, queixo-me é de me terem cortado a minha parte do frango.

 

Vá lá deixem-se de merdas, sejam menos invejosos, mais honestos nos artigos que escrevem mandem o frango cá a casa que eu tenho o espeto à espera e sei muito bem onde lhe meter o piripiri…

 

Se não tiverem frango pode ser coelho, sai igualmente daqui com o espeto e piripiri.

14
Fev12

Ele é o avô Cantigas...

salvoconduto

 

 

E eu que julgava que vocês eram pessoas de bem, afinal têm andado a enganar-me este tempo todo. Julgava eu que o país está no estado em que está porque uns figurões andaram durante as últimas décadas a desgovernar-nos com aquela coisa do sonho neoliberal e afinal vossemecês é que tiveram a culpa e conduziram o país para o abismo. Como se não bastasse tal facto mancomunaram-se com os gregos, italianos, espanhóis e irlandeses para dar cabo do sonho europeu.

 

Vós e só vós sois os culpados, a UE está a caminho da valeta e fostes vós que para lá a conduzistes e se não era o Cantiga Esteves eu estaria a acusar os pobres dos governantes. O meu bem-haja a Cantiga Esteves que hoje me esclareceu que foram as vossas aspirações que nos tramaram, as aspirações dos cidadãos, ouvi eu com estes ouvidos meus que funcionam ainda na perfeição.

 

O que me vale é que vejo sempre o jornal da Sic-not às 21 horas, se não vejam lá a ignorância em que andaria. Bem hajas também Mário Crespo por convidares com frequência o Cantigas, perdão, o Cantiga Esteves, sem o qual nunca saberia da existência de um sujeito de nome Frederick Hayek, muito menos entender por que carga de água as agências de rating estão sistematicamente a baixar-nos a notação por muito que façamos o pino.

 

Não vos perdoo, que é essa merda de ter aspirações para afinal dar cabo do país? A Única aspiração de jeito que conheço é a do aspirador cá de casa que até funciona com água para não levantar muita poeira e andam vocês a dar-me cabo dos brônquios com a poeira que as vossas aspirações levanta. Shame on you!

 

Ah ganda Cantigas, perdão, Cantiga Esteves, o homem até se deu ao trabalho de ir medir o Terreiro do Paço ao milímetro, nalguma coisa tem que ocupar o tempo e a ele ninguém o leva. Alertou-me, bem hajas oh Cantigas, lá estou eu outra vez a confundi-lo, vocês é que me põem assim, dizia eu ainda bem que o Cantiga Esteves me elucidou que aquela populaça que invadiu o Terreiro do Paço é que anda a dar cabo disto tudo com a mania das aspirações.

 

Repito, não vos perdoo, não fosse ele e o tal Frederick e eu não entenderia nunca por que não é necessária a alternativa no poder e o quão necessário é restringi-la, aí está a razão da alternância. Só hoje percebi o porquê do aumento do número de casas de alterne no nosso país. Tenho que reconhecer, nem o João Duque chega ao calcanhar do Cantiga que aqui vos garanto a pés juntos que leva jeito para a música, oh se leva.

 

12
Fev12

Náufrago

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É um dos homens de confiança de Passos Coelho no banco do Estado, Faria de Oliveira de seu nome, ele que também já foi homem de confiança e ministro de Cavaco Silva nos dois governos que este liderou. O traço comum desta "gente de confiança" é o rasto de destruição que deixa à sua passagem. Destruíram o BPN e BPP preparam-se agora para destruir a CGD.

 

 

O Banco Caixa Geral de Espanha por ele administrado até tomar conta da empresa mãe em Janeiro de 2008 encontra-se à beira da bancarrota fruto das orientações e decisões por ele então tomadas. Agora com renovada confiança de Passos Coelho, deixa uma vez mais a sua marca, 500 milhões de prejuízo, pela primeira vez em 134 anos de história da mais sólida instituição nacional.

 

 

E é ao leme da Caixa Geral de Depósitos que continua a desbaratar o dinheiro que não é dele, incluído o que entretanto subtraiu a quem ali trabalha, que contrariamente ao que muito boa gente julga não vai para o Orçamento de Estado. Neste momento já enterrou mais de 3 mil milhões de euros para tapar o buraco em que meteu o Banco Caixa Geral de Espanha e prepara-se alegremente para continuar, com o apoio da marca PSD, até ter destruído igualmente a empresa mãe. Quando já nada restar senão a marca entretanto lançada para as ruas da amargura, será substituído a tempo de gozar a reforma dourada.

 

 

Até lá e por decreto de excepção pode continuar a usufruir de vencimento superior ao de primeiro-ministro, a justa paga pelo trabalho de coveiro entretanto realizado.

 

 

A sua "impressão digital" encontra-se também ligada à TAP e remonta igualmente à Sorefame e Siderurgia Nacional que ajudou a desmantelar, um curriculum inegável, com condecorações no Brasil, Marrocos, Chile, Itália, Hungria e Japão a que só falta juntar condecoração nacional por serviços distintos com palma no dia desta "raça", que pela mão de Cavaco Silva terá certamente redobrada relevância.

 

11
Fev12

O terreiro hoje será será do povo

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Sempre forte perante os fracos mostrou-se pequenino, execravelmente pequenino perante os que se dizem fortes.

 

Depois de apanhado humilhantemente a "beijar" a mão do ministro das finanças alemão desdobram-se os seus pares no reino justificando o acto com o exemplo de Egas Moniz.

 

Convenientemente esquecem-se da corda ao pescoço não vá alguém criar ideias logo hoje que o povo vai invadir o Terreiro do Paço...

 

09
Fev12

Se não têm pão comam brioches

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Desde que tiraram o pio a Maria Antonieta que não se ouvia semelhante frase, ei-la agora reinventada por Nora Berra, secretária de estado da saúde do governo de Sarkozy. Esta figurinha ternurenta aconselhou os sem-abrigo a "não sair de casa" por causa da vaga de frio. Ainda bem que a guilhotina em França está a bom recato, a Nora seria séria candidata ao cadafalso se as turbas se revoltassem agora.

 

Agasalhe-se minha querida, principalmente a cabeça, os danos na mioleira podem ser fatais, olhe que foi pela cabeça que a Maria Antonieta se finou...

 

09
Fev12

Nem à batalha naval...

salvoconduto

 

 

São uns desmancha-prazeres, pretendem a todo o custo retirar a Aguiar Branco os seus momentos de glória. O intrépido guerrilheiro que se imagina a comandar as tropas por terra mar e ar, levando como background inúmeras batalhas navais travadas com os seus pares da jota de São Caetano à Lapa, vê-se impedido de dar asas à sua imaginação e quando assim é temos que estar solidários com aqueles que são impedi-dos de sonhar. Foi esse o espírito com que comecei a ouvi-lo esta noite frente a Ana Lourenço, na Sic-not.

 

É certo que se baldou à tropa, mas caramba há sempre tempo para nos imaginarmos de sabre ou espingarda na mão combatendo o inimigo. Logo ele que de pequenino sempre disse que queria ser general contrariamente aos seus amigos que se limitavam a querer ser apenas soldados, polícias ou bombeiros. Esteve mesmo a ingressar na academia militar mas em boa hora foi dissuadido que aquilo não era arte de gerar retorno imediato em notas, daquelas com se compram os melões, mas foi sempre algo que calou bem fundo no seu coração, "ainda um dia hei-de ser general", não cansava de o dizer aos amigos mais próximos, enchendo o peito imagi-nando-o pejado de reluzentes medalhas.

 

Até que tudo se conjugou, os astros alinharam-se todos, como de uma parada se tratasse, abriram alas nomeando-o ministro da defesa. Um general entre generais, o sonho tornado realidade.

 

Mas há quem lhe queira roubar o sonho perseguido desde criança, quem o queira impedir de travar as batalhas há muito imaginadas.

 

Apontam-lhe o dedo e lembram-lhe que um general tem que ser solidário com as suas tropas, ameaçam fazer-lhe a vida num inferno, logo agora que julgava estar no céu. "Quais oficiais, quais sargentos, quais praças, então não sou eu o general?" Esbracejava ele frente a Ana Lourenço não se cansando de citar parágrafos de uma carta todos traçadinhos a laranja que uma Associação de Oficiais tivera a ousadia de lhe dirigir. Sacrifícios? Esgrimia, um militar que é valente morre pela pátria! Debaixo do meu comando todos morrerão! (esta aqui não tenho bem a certeza se foi exactamente assim, mas bem vistas as coisas vai dar ao mesmo).

 

Sacrifícios? Voltava ele, a Ana não está a fazer sacrifícios? Tou, balbuciou a Ana, não muito certa da sua resposta. E não é funcionária pública, pois não? Carregou Aguiar Branco. Não... Balbuciou outra vez a Ana. Esperei uns segundos, a Ana não acrescentou mais nada, aqui não tive mais pachorra e mandei o general à merda, a minha guerra é outra.

 

06
Fev12

Quem partiu a chave? (recebido por email)

salvoconduto

 

 

Do que é que temos medo? Da perda, da morte, da pobreza, da insegurança, do desemprego, da doença... Cada um de nós dará uma resposta diferente em função da sua idiossincrasia e das suas próprias vivências.

 

Pela parte que me toca (todos temos os nossos fantasmas) há algo que me apavora muito mesmo, o equívoco e o logro. Não entenderam? Bom, vou-vos contar um pequeno episódio de infância que talvez ilustre esta minha fobia.

 

A acção passa-se na aldeia onde nasci chamada Carneiro (não se riam), no concelho de Amarante, numa escola primária (daquelas típicas do estado  novo) acabadinha de ser construída. Eu tinha 8 anos e estávamos no início da década de 70.

 

O acesso àquela escola era feito por um portão de ferro forjado, protegido por uma fechadura antiga de chave em forma de L com pega redonda.

Poucos dias antes da inauguração, a chave, que já estava na posse da professora primária da aldeia, foi necessária para abrir o portão a alguém que ia lá concluir uma tarefa ainda pendente.

 

Lembro-me que estava uma manhã de sol, mas muito fria quando me pediram que acompanhasse o filho da professora, um pouco mais novo do que eu, no caminho entre a velha e a nova escola.

 

É claro que fiquei entusiasmado pelo facto de poder sair da sala de aulas, de ir ver a nova escola e ao mesmo tempo pela responsabilidade de acompanhar e proteger o menino mais bem vestido da escola.

 

Depois de ouvirmos as recomendações da professora (que era muito severa), saímos disparados numa correria em direcção à nova escola. Chegados em frente ao portão o filho da professora entregou-me a chave para que fosse eu abrir o portão; afinal de contas eu era o mais velho. A tremer, mais de excitação do que de frio, coloquei a chave na fechadura e tentei rodá-la, uma, duas, três tentativas e nada. A chave não abria o portão. Aos gritos, frustrado e impaciente o filho da professora tira-me a chave da mão e introduz a chave na fechadura. Força uma, duas vezes e... trás! Ficou com metade da chave mão e a outra metade lá dentro. Petrificados, ficámos por instantes a olhar para a metade que ele tinha na mão até que a largou e gritou: - partiste-te a chave, o Martinho partiu a chave, o Martinho partiu a chave –, continuou repetindo a frase com voz estridente e nervosa.

 

Desnecessário será dizer que as horas seguintes foram para mim traumáticas. Nem a minha Mãe acreditou em mim. Levei umas valentes bofetadas e fui obrigado a percorrer sozinho a distância até a freguesia mais próxima – Loivos do Monte – onde existia o único serralheiro capaz de soldar a malfadada chave. Esperei que ele efectuasse o trabalho, paguei com o dinheiro que a minha Mãe me havia dado (e que tanta falta lhe fazia na época) e fiz o caminho de volta.

 

Já foi há uns anos mas, os equívocos e os logros continuam a ocorrer à minha volta. E também os respectivos custos económicos. Só o tempo e os intervenientes é que são diferentes, ou talvez não...

 

Vem a propósito os cortes dos subsídios de férias e de Natal que estão a acontecer na CGD que são um equívoco e um logro. Vejamos:

A Caixa Geral de Depósitos é uma Instituição Bancária que, independentemente da sua longa história, foi transformada em 1993 em sociedade anónima passando a reger-se pelas mesmas leis e normas das demais empresas privadas do sector (leia-se Bancos). Em termos laborais, os seus trabalhadores deixam a sua ligação ao sector público e os novos contratos passam a ser celebrados em regime de contrato individual de trabalho. Resumindo através do Decreto-lei 287/93 de 20 de Agosto é-lhe consagrada a natureza de Banco universal, inserido num mercado plenamente concorrencial.

 

Nessa época eu estava no Banco Nacional Ultramarino onde fui admitido em 1990. Em 2001 com a fusão do BNU na CGD esta acentuou ainda mais o seu objecto social transformando-se num Banco comercial e líder destacado num mercado cada vez mais competitivo. Só para termos uma ideia, de 2001 a 2010 a CGD teve lucros líquidos superiores a 5 mil milhões de euros. Escrevi bem! Isso mesmo eu repito: 5 mil milhões de euros, já limpos de impostos e demais encargos. Obviamente que o estado português único accionista levou deste bolo a parte de leão. A forma como o usou não é seguramente da responsabilidade das várias Administrações e muito menos dos seus trabalhadores. Uns e outros fizeram o que lhe pediram e muitos mais. Trabalharam fortemente, num ambiente competitivo e sem horário. Qual 7 horas qual que? 9, 10 11, 12 horas por dia e por vezes ao fim-de-semana Trabalhos extraordinário remunerado? Não senhor! Nem pensar. Objectivos comerciais a cumprir isso sim! A CGD transformou-se, rejuvenesceu os seus Quadros, modernizou-se, mudou a sua imagem, tornou-se um Banco internacional, uma empresa altamente lucrativa, a galinha dos ovos de ouro, a chave para a resolução de todos os problemas de vários governos.

 

Mas não é que.... Mais uma vez... Trás! Alguém partiu a chave! De repente (leia-se OE 2011) alguém decidiu que a CGD é Estado e pronto. Aí vieram os primeiros cortes. Ainda com adaptações (assim uma espécie de favor), mas que já não são válidas para o OE 2012. Num ano a CGD passou de Banco com objectivos comerciais altíssimos para uma espécie de... repartição pública. Surreal não é? Não não, a palavra certa é (lembram-se) equívoco. Para tudo estar conforme só faltava o logro e alguém que gritasse que quem partiu a chave não foram os governos – este e os anteriores -, não senhor. Neste caso já não é o menino, o filho da professora, mas é gente bem vestida e bem-falante (e eventualmente bem paga) que agora “grita” que quem partiu a chave foram os trabalhadores da CGD, uns privilegiados, que até têm emprego, os malandros que cometeram o crime de produzirem 500 milhões de euros de lucros líquidos médios anuais.

 

Agora como há 40 anos a “Professora” nem quer ouvir falar das óbvias culpas do seu “filhinho”. E também não está a ser nada fácil convencer as “Mães” desta aldeia de que não foram os trabalhadores da CGD que partiram a chave.

 

Esperemos não ter de atravessar o monte por caminhos sinuosos até a aldeia mais próxima para que o serralheiro local conserte a chave e nos cobre o dinheiro que tanto nos custou a ganhar e tanta falta nos faz...

06
Fev12

As pessoas primeiro...

salvoconduto

 

Seguro uma vez mais ao seu melhor, na Comissão Nacional do PS, a lembrar que "é preciso que os portugueses saibam quais são as limitações" da acção do PS enquanto partido da oposição. Não será preciso Tó Zé, nós sabemos, a memória ainda está fresca. O povo esquece tudo mas não abuses.

 

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