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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

14
Mar12

Um Porquinho Chamado Silva

salvoconduto

 

 

Já aqui escrevi que porco se escreve com cinco ou com duas letras apenas, TO por exemplo, mas há quem teime em me querer demonstrar que se pode escrever com muitas mais. Ontem á noite na SIC-NOT li, juro, "guilhermesilva", contem vocês as letras que eu não estou para aí virado já que porco não é, rasteirinho talvez e até sou capaz de demonstrar.

 

O deputado da Madeira sabendo que o visado não o podia contraditar, o frente a frente era com João Soares, "lembrou-se" de acusar Jerónimo de Sousa de falta de seriedade por este ter dito olhos nos olhos do primeiro-ministro, no debate quinzenal, que a política deste para a saúde se estava a tornar dolorosa para os mais fracos, não sendo de pôr de lado que até poderia abreviar a esperança de vida de alguns ao deixarem de poder comprar os medicamentos ou aceder a cuidados de saúde necessários para a sua sobrevivência.

 

Ao que se sabe Guilherme Silva estava presente tendo optado nessa altura pelo silêncio dos cobardes, que se transformou agora em crítica valente longe dos assentos do Parlamento. Rasteirinho, vá lá, concedo por esta vez que também lhe possam chamar porco, tenha as letras que tiver, logo ele que diz uma coisa quando põe o pé na Madeira e o seu contrário quando põe o pé no continente.

 

A figurinha não se envergonha de se sentar ao lado e tomar as dores de Alberto João quando este insulta os seus próprios partidários para depois se colocar ao lado destes quando devolvem os insultos a Jardim. Há quem chame a isto jogo de cintura, eu prefiro chamar-lhe cobardia...

 

13
Mar12

Deu "choque" com a EDP e não só...

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Com estes a coisa pia um bocado mais fino. Então agora que os chineses meteram cá o guito é que os rendimentos haveriam de baixar? Está cara a energia? Está e vai continuar a estar. O todo-poderoso Mexia não ia à bola com o secretário de Estado da Energia que se estava a armar ao fino e queria diminuir a renda dos tubarões da energia. Deu faísca e Henrique Gomes foi mandado borda fora impedido de mexer num só fusível que fosse.

 

O homem nem as pensava quando apenas há seis dias afirmava que “o sector energético é sustentável economicamente, não necessitando de subsídios ou incentivos, devendo eliminar-se os lucros excessivos” e que queria “controlar e eliminar, até 2020, o défice tarifário que resulta da remuneração excessiva à produção de energia em Portugal”.

 

O que tu foste dizer...

 

Agora que por lá se instalou Catroga, Celeste Cardona e os chinocas é que que a coisa ia mudar? Podia não. Ao mesmo tempo até dá jeito, não tarda nada e o ministério da Economia vem abaixo, mete-se o Álvaro na OCDE, Gaspar vai arrumando a casa à sua maneira. Cristas que se cuide, digo eu que não sou de intrigas...

 

Próximo!

 

12
Mar12

Matar primeiro, julgar e condenar depois

salvoconduto

 

 

Obama acaba de dar ordem para matar, literalmente, a quem seja suspei-to de ser terrorista. Essa ordem estende-se a todo o hemisfério terrestre e não olhará à nacionalidade dos suspeitos. A pouco tempo das eleições Obama não facilita, joga mão de tudo o que possa dar votos.

 

A partir de agora a CIA já não terá que esconder os assassinatos que comete por esse mundo fora, passou a ter licença para matar em qual-quer momento, em qualquer lugar e por qualquer meio as pessoas que sejam suspeitas de estar relacionadas com o terrorismo, mesmo que tenham nacionalidade norte-americana.

 

Para aqueles que se interroguem se não terá Obama jurado a Constituição norte-americana já é tempo de interiorizarem que aquela cena de colocar a mão sobre a mesma e jurar cumpri-la é meramente um ritual para a fotografia e para os filmes de Hollywood, tal o número de vezes que a mesma foi ignorada por razões semelhantes, tantas as guerras foram declaradas só por que se aproximavam eleições...

 

Bush vê finalmente passar para força de lei a sua doutrina, não se admirem se passarem a ver com frequência aviões não tripulados, uma coisa poderão ter como certa, alguém será abatido, os danos colaterais não contam, olho por olho mesmo que todos fiquemos cegos.

 

Os Estados Unidos dispõem no momento de uma frota de 7.500 drones (aviões não tripulados) e incrementaram o treino de operadores desses aviões de que Obama é um entusiasta já que não colocam em perigo vidas norte-americanas e permitem uma certa distância entre o carrasco e a vítima. A execução extrajudicial passou a ser legal nos Estados Unidos porque o presidente diz que o é. Assim tão simplesmente e até tira trabalho aos tribunais.

 

Oram digam lá se não é cada vez mais é difícil distinguir o original da fotocópia? A diferença está apenas na medalha...

 

10
Mar12

Voltou a soltar-se-lhe a placa

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Quando abre a boca sai sempre asneira ou ressentimento, a mosca há muito flipou.

Bom fim-de-semana e cuidem-se que eles andam à solta. Vêem no que deu acabar com o Júlio de Matos e o Conde Ferreira? Ah e tal manicómios não, centro hospitalar psiquiátrico, pois, pois, vê-se... Este ainda é do tempo do Rilhafoles, pirou-se e não devolveu a camisa-de-forças.

08
Mar12

Quando a agulha deixa de apontar o Norte geográfico...

salvoconduto

 

 

Sabendo à partida que o que aqui vou escrever terá leituras diferentes, whatever, não quero deixar de aflorar um aspecto ainda não abordado nesta questão dos cortes e excepções de salários que agora faz correr ainda mais tinta por causa dos trabalhadores da TAP.

 

Desde já faz-me confusão por um lado a forma como é dada a notícia de que "ali não haverá cortes nos salários", há e não são poucos, dois meses de salários correspondentes aos subsídios de férias e de Natal, por outro lado o facto dos que se dizem ofendidos estarem mais preocupados com o que deixa de sair dos bolsos dos trabalhadores da TAP do que com o que sai ou não dos próprios bolsos. Podendo com o bem dos outros o que nos deveria preocupar seria o nosso mal mas nem sempre assim parece ser, daí que não dê para esse peditório de virgens ofendidas que assentaram arraiais nas tvs, jornais, autocarros e cafés.

 

Dizia eu que há um pormenor que merece ser abordado. Se o dinheiro dos cortes nos salários dos trabalhadores da TAP não vai para o Orçamento de Estado e fica na empresa, se esta será segundo dizem privatizada nos próximos meses a quem beneficia realmente a diminuição dos salários ali praticada? Objectivamente, e só, aos futuros accionistas.

 

Ou estarão a pensar que ali todos os trabalhadores serão despedidos, que se estabelecerá uma nova tabela salarial? O que acontecerá é que independentemente da dimensão que a TAP venha a ter a tabela salarial será a que estiver em vigor à data da privatização. Alterações posteriores acontecerão por certo mas em sede de contratação que a bagunça dos cortes salariais decididos pelo governo não abrange o sector privado. Daí que volte à minha, no caso da TAP, os cortes nos salários objectivamente vão servir, às mil maravilhas, os futuros donos.

 

Não deixo de assinalar que me espanta o alarido em torno desta questão já que quando o governo decretou que os administradores da TAP e de algumas outras empresas públicas não seriam abrangidos pelos cortes as virgens não se manifestaram, quando a "excepção" chegou aos trabalha-dores caiu o Carmo e a Trindade, tendo os protestos curiosamente sido também encabeçados por outros trabalhadores que não conseguindo atinar onde está o essencial do problema descarregam a sua ira sobre quem vende a sua força de trabalho na TAP.

 

Assim não dá nem vamos a lado nenhum, pior ainda, isto não é novo. José Sócrates iniciou o seu malfadado governo virando trabalhadores contra trabalhadores, paradigmático o caso dos professores, a que não escaparam outros sectores profissionais. Passos recupera o que de mau a ideia teve, aplica-a na justa medida dos seus interesses governativos, vira privados contra públicos, o pagode lança foguetes, apanha as canas e com uma delas ainda fumegante coloca-se à frente da banda.

 

Eu sei, eu sei que haverá alguns entre vós que estarão com vontade de escrever na caixa de comentários que "quem não se sente não é filho de boa gente", tudo bem, sintam-se, manifestem o vosso descontentamento, virem é a agulha para a origem do problema e lembrem-se que essa gente não dá ponto sem nó.

 

08
Mar12

Aldrabão

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Questionado no debate parlamentar sobre as portagens recebidas a dobrar pela Lusoponte, Passos Coelho garantiu que aquela empresa não tinha recebido qualquer verba referente a portagens do mês de Agosto de 2011, afirmando que a verba de 4,4 milhões era necessária para a compensar dessa receita. O aldrabão foi mesmo ao ponto de dizer a Francisco Louçã que estava a fazer uma "cena" no Parlamento...

 

Esta gentinha não se convence que o diabo tapa com uma mão mas descobre com as duas e agora é a própria Lusoponte que reconhece que recebeu a dobrar. Recebeu mas não pretende devolver já que é credora do Estado. Quem não é credor de coisa nenhuma e fica com o selo de aldrabão é Passos Coelho e o seu secretário de Estado dos Transportes.

 

O mais engraçado no meio disto tudo é que sendo Passos Coelho um devoto do mercado não se dê conta que se fizesse numa empresa privada o que acabou de fazer no Estado tinha sido sumariamente despedido com justa causa.

 

Não tivesse o problema sido levantado e a esta hora alguém estaria a fazer uma "festarola" com os 4,4 milhões. Rouba quem pode com a conivência de quem deixa...

 

E a conivência tem nome, Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, o tal que garantiu a Passos Coelho que a Lusoponte "precisou de ser indemnizada" porque "não ficou com o resultado das portagens que foram cobradas durante esse mês" e que as receitas "foram retidas pelas Estradas de Portugal".

 

Agora já depois do debate quinzenal no Parlamento é também o Secretário de Estado das Obras Públicas, assim em jeito de "vejam lá não me comprometam", que emite um comunicado desdizendo o Primeiro-ministro e o secretário de Estado dos Transportes garantindo que os 4,4 milhões foram mesmo pagos à Lusoponte...

 

Podem vocês dar as voltas que quiserem, pintar a cena com os lápis de cor que entenderem, para mim é descarada tentativa de roubo dos cofres do Estado com a conivência pelo menos de um Secretário de Estado, aguardo para ver se o mesmo é demitido ou condecorado.

 

07
Mar12

Moron

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João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), anda com azia, eu no lugar dele também andaria, não teria por certo feito alguns dos "números" que ele fez na Concertação Social. "Porreiro pá", exclamava ele dando uma palmada nas costas do Proença e outra nas do ministro da economia piscando ao mesmo tempo o olho ao presidente da CIP, agora são alguns dos seus pares, pequenos comerciantes, que lhe mordem as canelas perguntando o que tem ele andado por lá a fazer já que se prevê que muitos venham a ser despejados e outros tenham de encerrar as lojas por causa da nova lei das rendas.

 

Diz o Lopes que para piorar a coisa os gerentes comerciais não têm direito a subsídio de desemprego, pois é oh Lopes, só agora é que dás conta? Tens tido o tempo todo ocupado nos brindes com o teu companheiro da CIP, com o ministro da economia e com aquela outra figurinha que diz ser sindicalista que te esqueceste dos teus, aqueles que deverias representar? Fosse eu pequeno comerciante e por esta altura estaria a dar-te com um encharcado nas trombas dispensando as tuas lágrimas de crocodilo.

 

06
Mar12

O "Artista"

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De vez em quando voltam ao mesmo, enquanto a banca não estiver totalmente privatizada não descansam. Ao longo dos anos os argumentos têm sido os mais diversos, nunca convincentes diga-se.

 

Desta feita Fernando Ulrich, que já é reincidente. volta a lançar o tema da privatização da Caixa. O que é mesmo ternurento é que desta vez diz defender a privatização da Caixa porque se preocupa muito com esta. Não se fazendo rogado atira para cima da mesa, como quem atira um camião carregado de areia, as suas "razões" que aqui transcrevo na íntegra:

 

"A partir do momento em que têm uma parte do seu capital cotado na bolsa, não só se sujeitam a uma disciplina de mercado e à observação dos investidores, como beneficiam da possibilidade – determinante numa instituição financeira – de poder comprar outros bancos ou fundir-se com outras instituições bancárias".

 

Se a Caixa não tiver acções cotadas em bolsa, o único modo que tem de comprar outro banco é pedir ao seu accionista, o Estado português, que lhe forneça o dinheiro. Ou seja, enquanto a CGD não tiver acções cotadas na bolsa, está coarctada de uma parte importante da agilidade estratégica que devia ter e que as espanholas têm".

 

A cotação em bolsa traria outra grande vantagem: a Caixa tornar-se-ia menos politizada e mais independente dos governos."

 

Vamos lá ver se eu percebi bem, a privatização da Caixa seria boa porque a Caixa poderia comprar ou fundir-se com outro banco? Estará Ulrich a pensar no BPI, na concorrência ou na possibilidade de efectuar um bom "negócio"?

 

Na mesma entrevista Ulrich deixa claro, preto no branco, que em Portugal só deveriam existir dois bancos. Com a situação em que estamos na realidade o momento é propício para comprar empresas, ou parte delas, ao desbarato ou promover a sua fusão, guicho o homem, não é?

 

A outra razão então só mesmo de Ulrich pois nem mesmo ao diabo lembraria, ainda está fresco na nossa memória esse poço de independência em que se transformou o BPN que foi e voltará a ser privado depois de uma corja nada "politizada" e totalmente "independente" o ter sugado até ao tutano e o ter envolvido nos negócios obscuros de uma clique do PSD.

 

Ternurinha, ganda maluco nunca me enganaste, andava para aqui eu preocupado por não entender por que motivo a Caixa deveria ser privatizada e afinal a coisa até é simples, para poder comprar outro banco! Mais nada. Estás aqui estás a dizer-me que és o Napoleão! Já vi gente internada com mais tino!

 

À cautela deixa que te diga nem todos são loiras ou crianças de quatro anos, que diabo, esforça-te e por certo encontrarás outros "argumentos", vá lá não sejas preguiçoso.

05
Mar12

O tio de Cascais

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De alecrim e manjerona é a guerra no seio do governo, cada um a chamar a si os dinheiros do QREN, a clientela pessoal é muita, os gabinetes ministeriais estão atolados de assessores e especialistas da coisa laranja mas ficaram muitos de fora, de modos que até dava jeito aplicar esse dinheiro em nichos laranjas controlados pelos próprios, que a vida está difícil assim se queixam Álvaro Pereira e Vítor Gaspar, há quem os tenha mesmo visto a discutir quantos amigos meteu um e outro.

 

É claro que esta guerra de divisões deixa marcas principalmente quando o quociente é pequeno e aí está um barão a começar a desapertar o nó da gravata incomodado pelos disparates de um governo que diz ser seu às segundas, quartas e sextas e a reclamar que não o comprometam às terças, quintas e sábados que ao Domingo é do Senhor.

 

António Capucho o tio de Cascais farto de ser encontrado em contrapé quando se põe na tv a defender o indefensável vem agora publicamente afirmar que o PSD "não existe", porque o governo tudo determina. Agastado como está, alguma reunião laranja não lhe deve ter corrido de feição, dispara para todos os lados e não poupa as munições, há quem me garanta que são de pólvora seca mas adiante, nem Cavaco escapa que no entender de Capucho devia ter lutado pelos subsídios de férias e de Natal.

 

Com o "sangue" a subir-lhe à cabeça adjectiva de "palhaçada" a política de Passos para o Poder Local e afirma que Miguel Relvas não é a pessoa certa para lidar com as autarquias como se aquela figurinha fosse capaz de lidar com o que quer que seja a não ser com aquilo que cheire a "negócio". Vai mais longe e considera a carta que Relvas enviou aos autarcas "uma autêntica vergonha" e que o ministro mais não fez do que "uma jogada de plateia".

 

Capucho remata que o PSD não passa de um partido "barriga de aluguer", pela capacidade que cada um de nós tem para pagar as quotas dos amigos para irem votar na nossa lista. O tio deve saber do que fala não é impunemente que se é barão há tanto ano, em todo o caso desabafe homem não se deixe entupir e sempre ajuda a baixar a pressão arterial, vai ver logo, logo, isso lhe passa, mais depressa até do que nós somos capazes de imaginar...

 

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