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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

05
Jul13

Nos Estados Unidos não há dissidentes, nunca houve...

salvoconduto

 

 

Imaginem que um cidadão de um dos países do chamado eixo do mal, Cuba à cabeça, embarcava num avião com algumas cartas com o carimbo de confidencial e aterrava em Terras do Tio Sam. Digam lá se estou a ser mal-intencionado ou se o dito cidadão não era de imediato considerado herói, promovido a dissidente e se não era passeado pelo país em incontáveis conferências depois lhe ter sido concedida a cidadania norte americana?

 

Agora por momentos imaginem a cena ao contrário, o cidadão é norte-americano, trabalhou para a CIA, farto do que viu, sai do país com um computador portátil onde carrega as provas de que o governo de Obama espia descaradamente todo e qualquer cidadão nos quatro cantos do mundo, nem os seus escapam, tudo feito através dos mais requintados métodos dos serviços secretos, tudo escondido sob o sorriso ou o aperto de mão daquele a quem alguém se lembrou de atribuir um Nobel da Paz. Espião e terrorista, está bom de ver, qual herói, qual dissidente.

 

O mais certo é ouvirmos dizer um destes dias que o mesmo foi extraditado, depois de profundas ameaças ao país que no momento o acolher, não sendo de pôr de parte que o mesmo possa morrer de inesperado ataque cardíaco, ser mortalmente atropelado ou envenenado por uma dose de cogumelos que inadvertidamente apanhara e cozinhara.

 

Enquanto isso o "dissidente" cubano Guillermo Fariñas recebeu nesta mesmíssima semana no Parlamento Europeu o Prémio Sakharov da Liberdade de Pensamento que lhe foi atribuído em 2010.

 

Sobre Guillermo Fariñas escrevi mais do que uma vez, nomeadamen-te aqui. Foi também em nome do direito de "dissidência" face ao govvno de Washington que Portugal, Espanha, França e Itália impediram que o avião do presidente de um país soberano, com o qual mantêm relações diplomáticas, pudesse em conformidade com todas as normas e tratados internacionais sobrevoar ou aterrar num desses países.

 

01
Jul13

Figurinha da semana

salvoconduto

 


Se estavam a pensar que aqui traria Marques Guedes pelas suas declarações aquando da greve-geral enganaram-se, se pensaram em Aguiar Branco e do seu bate papo com o Chefe do Estado Maior da Força Aérea, voltaram a enganar-se.

 

Há figurinhas que fazem por merecer o destaque e se sobrepor aos demais, expõem-se ao ridículo pelo beneficio de uns minutos de fama ou pelo menos para não serem esquecidos, faz-me lembrar os concorrente do big brother, Daniel Bessa é um deles, aceitou convite para a "quadratura do círculo" da semana passada, ia disposto a brilhar, prova-velmente com o mesmo brilho de quando foi ministro da Economia. O moderador até lhe deu o palco e o espaço necessários ao endereçar-lhe a primeira pergunta da noite, ora diga lá doutor “considera oportuna a declaração do primeiro-ministro de que o país precisa menos de greves e mais de trabalho?”.

 

Parece-me óbvio! Atacou de imediato Daniel Bessa, não se fazendo rogado ali deixou claro que esteve a trabalhar e só se apercebeu da greve quando entrou num táxi pelas quatro da tarde, já que o taxista desabafara que nesse dia tivera menos clientes. Aproveitou o balanço e sentenciou que a greve só pode estar do lado do problema e nunca da solução, ternurinha...

 

Mas não se ficou por ali, para quem mal sabia que tinha havido greve, fez questão de esclarecer que a greve só se terá feito sentir na função pública e que na Autoeuropa só dez por cento dos trabalhadores tinham aderido. Acabou por rematar com convicção que a sua formação não o leva a ver as greves como manifestação de descontentamento, ora tomem, vincou que "o descontentamento deveria apenas ser manifestado no parlamento ou nas eleições", como eu te compreendo...


Mas não se precaveu o homem, burro, já devia saber que Pacheco Pereira anda com a figadeira toda revolta no que toca a este governo e ao rapazola que o dirige, parece que ainda o estou a ver a zurzir de alto a baixo o ex-ministro sentado ali mesmo a seu lado, não poupou uma, vá lá poupou uma já que não lembrou a figurinha que também tem uma boa quota-parte de responsabilidade do estado a que o país chegou, primeiro porque para além de ter sido membro de um dos governos que nos conduziram até aqui é também um dos mentores, um dos notáveis, um dos gurus de todo o bicho careta que aspire a ser primeiro-ministro. Tirando isto nada Pacheco Pereira deixou passar em claro, uma por uma, vergastava-o de tal maneira que Daniel Bessa passou o resto do programa com os olhos cravados no tampo da mesa talvez procurando um buraco virtual que lhe permitisse fugir a tamanho desconforto.

 

Se não viram ainda vão a tempo, mas pelas vossas alminhas não cortem os pulsos, Daniel Bessa depressa estará de volta num outro palco qualquer, não fosse ele um dos ideólogos do regime.

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