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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

17
Ago11

Não estavam habituados

salvoconduto

 

 

A imprensa retrógrada e conservadora do Equador sempre fez o que bem entendeu naquele país, a justiça perante ela se curvava. Os tempos são outros, os ventos de mudança sopram há poucos anos, os suficientes para permitir que a democracia se vá instalando depois de décadas e décadas de ditadura.

 

Por certo os meus amigos estarão de algum modo familiarizados com a tentativa de assassinato do actual presidente Rafael Correa aquando dos enfrentamentos entre alguns membros das forças policiais com o governo a que preside, à sombra dos quais se desenvolvia um novo golpe de estado, um entre muitos que a cada passo ainda ocorrem naquela parte do mundo. Na altura coloquei aqui um post detalhado sobre os aconte-cimentos.


A coisa não correu como pretendiam, o povo desempenhou um papel importante na libertação e protecção do presidente eleito que não está disposto a pactuar com os golpistas e poderosos que oprimem os equatorianos.


Perderam e reagiram mal, o desnorte toldou-lhes o cérebro e não se deram conta que a democracia e a justiça aos poucos se vai enraizando mesmo em terra queimada como aquela.


Dispararam em todos os sentidos, o jornal El Universo acusou Rafael Correa de ter ordenado "fogo à discrição e sem aviso prévio num hospital cheio de civis," nos confrontos de Setembro de 2010.


Na altura Correa demandou-os judicialmente e o tribunal há poucas semanas condenou o autor do artigo bem como os directores do jornal a três anos de prisão acrescida de indemnização.


Agora quatro jornais, que é fácil saber a quem pertencem e a quem serviram estes anos todos, vem clamar publicamente que está em causa a "liberdade de imprensa", a mesma "liberdade de imprensa" em nome da qual ali se cometeram as mais vis atrocidades.


Correa por seu turno declara tolerância zero contra mentira e a impunidade ao mesmo tempo que deixa claro que não permitirá que aquela imprensa se imiscua ou desinforme em três aspectos: a sua honra, a sua família e nos factos de 30 de Setembro de 2010, data da tentativa de golpe de estado.


Eu cá por mim vou ler outro "jornal" e logo logo volto com mais novas.

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