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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

15
Set11

Outro que vai de cana

salvoconduto

 

 

Vinte e cinco anos de prisão é a pena a que o Supremo Tribunal da Colômbia condenou ontem o ex-chefe da polícia secreta de Uribe. Ficou provado que Jorge Noguera Cotes passava informação privilegiada aos paramilitares que lhes permitia depois a executação de muitos dos assassinatos cometidos durante os governos daquele que tarde ou cedo acabará por ter o mesmo destino e não lhe valerá de nada tentar agora demarcar-se do seu braço direito durante quatro anos e pedir desculpas no Facebook pela conduta deste.


A acusação provou que Noguera usou a sua função de director dos serviços de inteligência para fornecer informações classificadas aos membros do Bloco Norte das AUC, forças paramilitares lideradas por Rodrigo Tovar Pupo.

 

De acordo com o tribunal, o ex-chefe dos serviços inteligência entregou aos paramilitares o professor universitário Alfredo Correa de Andreis, um eminente sociólogo na cidade de Barranquilla, que acabou assassinado em Setembro de 2004, um entre muitos sindicalistas e dirigentes de movimentos sociais igualmente assassinados ou desaparecidos.


Noguera ordenou também a destruição de registos criminais relacionados com o tráfico de drogas e vários crimes levados a cabo por Rodrigo Tovar, crimes como assassinato e lavagem de dinheiro.


Noguera que já se encontra na prisão de La Picota em Bogotá está também a ser processado pelo envolvimento no escândalo de escutas ilegais a políticos da oposição, funcionários públicos, juízes, defensores dos direitos humanos e outras personalidades. Nesse processo estão igualmente a ser investigados dois outros ex-directores dos serviços de inteligência, Maria del Pilar Hurtado, 2007-2008 e Peñate Andres que sucedeu a Noguera em 2005-2007. Quem sabe seja esta a ponta da meada que há-de conduzir a Álvaro Uribe o responsável máximo por uma década de assassinatos.


Este processo não foi fácil já que os apoios de Noguera eram de peso a começar pelo próprio Uribe até ao procurador-geral da Colômbia Alejandro Ordóñez, quadro superior da Opus Dei e assessor jurídico pessoal de Uribe que tudo fez para ocultar a verdade dos acontecimentos que agora vieram à luz do dia, pretendendo apenas imputar a raia miúda e deixando de lado os tubarões.

 

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