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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

14
Nov11

Mau serviço à nação

salvoconduto

 

 

Sem entrar na demagogia e populismo de Marinho Pinto tenho no entanto para mim que os magistrados são também responsáveis pelo estado a que isto chegou. Se no Estado Novo uma grande parte era conivente ou incapaz de exercer plenamente a sua função hoje, sem desculpa porque em democracia, continua outra boa parte dos magistrados a não cumprir o juramento a que se obrigou.


Se ontem em ditadura não se compreendia a sua subjugação ao estado fascista hoje em democracia a conivência com o poder é intolerável e um dos sinais que a magistratura está enferma padece de doença grave que ameaça ser prolongada.


O enfeudamento do Tribunal Constitucional ao poder político, que é o mesmo que dizer aos partidos do arco governamental, deveria fazer corar-nos a todos já que é uma emanação da Constituição da República.


O clima de banditismo com que nos confrontamos tem no Tribunal Constitucional o apoio incondicional daqueles que renegam o seu dever sagrado e se entregam nas mãos de quem os nomeou. São uma das faces mais negras dos tempos em que vivemos, não têm perdão.


A somar a isto a decisão vergonhosa assumida em Assembleia Geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. Se há um ano aderiram à greve de então redobradas razões teriam para a fazer nos dias que correm. Afirmar que "as circunstâncias hoje são diferentes porque já não se verifica o ataque do anterior governo à justiça e aos estatutos dos magistrados do Ministério Público" é desculpa que não lembra ao diabo, confessam ao que andam, são o espelho da nação.


Afirmar que o Orçamento do Estado é inconstitucional, que viola a lei fundamental a vários níveis e tomar uma posição mais recuada do que há um ano serve apenas para nos lembrar que também por aqui pouco teremos a esperar.

 

Declarar-se "solidários com todos os grupos profissionais e corpos da administração pública, partilhar do sentimento de indignação e de injustiça face aos brutais sacrifícios que, arbitrariamente, lhes são impostos no Orçamento de Estado" não passa de mera retórica ou conversa para boi adormecer.

 

Sendo certo que o caminho se faz caminhando também é certo que é nestas alturas que se vê quem caminha e quem vai de táxi...

 

 

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