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Salvo-conduto

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06
Set08

"Pinóquio" e "Harry Potter" censurados em Israel

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A lista de ameaças que pesam sobre Israel enriqueceu-se com mais um artigo: trata-se da versão árabe de Pinóquio, o conto para crianças de Carlo Collodi. O motivo é que o livro foi impresso num "país inimigo", neste caso no Líbano.

A decisão de interdição visa a editora Kol Bo Sefarim, sedeada em Haifa e especializada na distribuição de literatura em língua árabe. Desventuras da marioneta de Gepetto. Mas não se ficam por aqui, os palestinianos de Israel não poderão ler na sua própria língua as obras também subversivas de Harry Potter e o Alquimista de Paulo Coelho.

Em jeito estapafúrdia justificação, o ministério das finanças israelita cita um decreto emitido em 1939, à época do mandato britânico na Palestina, que proibia todo o comércio com os "países inimigos".

Se os livros fossem impressos no Egipto ou na Jordania, os dois únicos países árabes em paz com o estado judaico, a venda já seria possível. Mas vindo do Líbano, do Irão ou Síria as fronteiras de Israel fecham-se. "É absurdo, exclama Salah Abassi, o patrão da editora, Israel já faz comércio com a Síria. As batatas dos Golã são enviadas para Damasco através do ponto de passagem Kuneitra. Estamos no século XXI. Trata-se de letras e palavras, não de produtos tóxicos."

Visivelmente, os posto fronteiriços não o entendem dessa maneira. Há dois anos, chegou à fronteira com a Jordânia um carregamento de 4.000 livros despachados por Salah Abassi. Porque as obras foram impressas no Líbano e na Síria, foram enviadas para a fogueira. É tão mais ridículo quando a imprensa israelita desenvolveu no passado uma campanha de tradução para árabe de vários sucessos da literatura israelitas que foram exportados para o Líbano, para a Arábia Saudita e para o Bahrain.

Sempre pronta a denuciar o boicote aos seus artistas pelos vizinhos árabes, Israel é apanhada em flagrante delito de censura.

Israel deve ter vergonha,  permitir que o Pinóquio, Harry Potter e companhia possam arrebatar os jovens árabes israelitas e deixar-se de tanto cinismo.

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