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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

12
Abr12

Público versus privado?

salvoconduto

 

 

O governo laranja tem porfiado na cruzada contra o funcionalismo público não se cansando de lançar anátemas sobre quem vende a sua força de trabalho a entidades estatais. Privilegiados, preguiçosos a viver acima das suas possibilidades, culpados pela dívida pública do país, a ementa das acusações é vasta o número de inquisidores ainda maior.


O dia-a-dia porém encarrega-se de trazer ao de cima a hipocrisia dos que se servem diariamente do Estado que tanto criticam. Os exemplos abundam mas normalmente só são divulgados por estas bandas já que jornais e televisões cerram fileiras impedindo que as hostes laranja sejam beliscadas.


Aqui vai mais um exemplo do modo como esta gente "funciona": a CGA que deveria ser responsável pelo pagamento das reformas do sector do Estado é-o também por vezes do sector privado. Impossível, dirão alguns mais distraídos que não sabem que para estes figurões não há impossí-veis. Que o diga Cavaco Silva à custa de quem um bom número de trabalhadores do privado recebe pensões como se tivessem trabalhado no Estado e muitas dessas pensões até são daquelas que agora se consideram gordas.

 

Na lista dos novos aposentados, Maio de 2012, no site da CGA, lá está um ex-director pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus que ficará com uma pensão de 5030 euros mensais, estabelecimento que pertence ao grupo Lusófona. Caso único? Ora, ora, são muitos os externatos e colégios católicos que beneficiam desse regabofe. Assim de uma penada aqui vão alguns, Maristas de Lisboa, Colégio do Sagrado Coração de Jesus, Valsassina, Escola Salesiana, Universidade Católica, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, etc., etc.


Mas como é possível? Interrogar-se-ão vocês. Puro engenho laranja, neste caso protagonizado por Cavaco Silva, em conjunto com os seus ministros Miguel Cadilhe (Finanças), Silva Peneda (Emprego) e Roberto Carneiro (Educação), vertido para decreto-lei em 1988.


Afirmavam os "autores" do referido decreto-lei que a situação dos professores daquelas empresas de ensino privado deveria aproximar-se dos restantes profissionais do ensino oficia" e por isso lhes "atribui a natureza de interesse público às funções desempenhadas pelo ensino particular e cooperativo", passando a receber pensão através da CGA.


Pois, mas quando chegados à hora de cortes, não, é só para o "sector público", os tais que vivem acima das suas possibilidades, topam?


Se tenho inveja? Obviamente que não, só não gosto que gozem com a minha cara, metam continuadamente a mão no meu bolso e ainda me apontem o dedo...

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