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Salvo-conduto

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Salvo-conduto

21
Ago12

O general em seu labirinto

salvoconduto

 

 

Não, não tem nada a ver com a obra de Gabriel Garcia Marquez, o "labirinto" é outro, o general também, mas não resisto em utilizar um título da sua obra para uma vez mais falar do seu país, da Colômbia, daquilo que sempre se soube e que várias vezes abordei aqui no blogue, só que desta vez foi ao vivo e a cores num tribunal da Virgínia. O general Maurício Santoyo Velasco, chefe dos Serviços de Segurança do então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, declarou-se culpado de colaborar com os paramilitares e narcotraficantes aos quais facultou não só infor-mação privilegiada como apoio e recursos materiais.

 

O general Santoyo “conspirou intencionalmente ”, dizia nota de culpa, com o apoio e orientação de Uribe acrescento eu, entre os anos 2000 e 2008, recebeu 5 milhões de dólares em troca da ajuda aos narcotrafi-cantes e paramilitares, a quem informava sobre investigações abertas na Colômbia, Inglaterra ou Estados Unidos. Entre outras organizações ajudou a chamada Oficina de Envigado (organização de narcotraficantes) e os paramilitares das "Autodefesas Unidas da Colômbia" (AUC) a embarcar droga até à América-Central e Estados-Unidos.


Ainda só tinham decorrido alguns minutos, depois de conhecida a notícia, e já Uribe sacudia o pó e abandonava o seu general ao escrever várias mensagens no Twitter afirmando que tudo se reduz a um problema de corrupção.


É claro que Uribe pode dormir descansado, não foi em vão que os EUA lhe concederam a Ordem da Liberdade, garantido que foi o alargamento das bases militares nas terras de Gabriel Garcia Marquez, mas que não se fie muito em tal impunidade, o mundo às vezes dá voltas, que o diga o general Santoyo que nunca lhe passou pela cabeça vir a sentar o cu no mocho até ser denunciado por um narcotraficante a contas com a justiça nos EUA.

 

Giro mesmo era se Santoyo pusesse a boca no trombone e "abrisse o livro", reconheço que é pedir demais, alguém se encarregaria de o silenciar definitivamente, mas mesmo assim Uribe que se cuide, o mundo é como uma nora, os alcatruzes até há pouco imersos na água depressa ficam a seco, a questão é que se a faça rodar...

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