Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

15
Jan13

Nunca enganaste ninguém

salvoconduto

 

 

"Crescimento" parece ser a palavra que reúne maior consenso no bocado que nos cabe nesta jangada de pedra a que como náufragos nos mantemos ainda agarrados. Na transposição da palavra para o país real os caminhos e as interpretações diferem, normalmente utiliza-se a que mais jeito dá, a coisa é de tal forma que só mesmo por manifesta má vontade não se reconhece que o nosso país está em maré de "crescimento".

 

Semeia-se o ódio e é ver como ele cresce, medra rapidamente, que o digam os funcionários públicos, sejam eles professores, polícias, militares, juízes, etc, etc, é incessante a procura diária de “adubo” para o manter em franco crescimento, ora porque é das calças ora porque é do cu, funciona sempre, cresce, cresce.

 

Ao fim do dia fazem-se as contas, mais um objectivo alcançado, brinde-se ao "crescimento". O de hoje foi marcado por mais uma iniciativa, jogou-se a ADSE para a praça pública com uns pozinhos de arsénico à mistura e foi uma Beleza, (não sei se é familiar do outro ou da outra que já foram ministros, se não é imita muito bem) é quanto basta, novamente a horda ferra os calcanhares dos funcionários que de público já só têm o ódio que lhes carregam na costas, durante uns tempos, está garantido não se falará de outra coisa, enquanto os cães cravarem os dentes na carniça as portas permanecem escancaradas, o assalto continua. Se mais à frente a horda parar saca-se outra e outra vez dos reformados que alguém repetirá estarem a viver à custa dos mais novos, novamente a matilha ferrará os dentes, desta vez nos ossos que a carniça já outros há muito levaram.

 

Visto pelo lado "certo" da coisa o saldo é claramente positivo, dá-se descanso ao governo ao mesmo tempo que se mostra ao mundo que até há coisas em que somos realmente bons, o ódio é um delas e apresenta-se em franco crescimento, tornou-se mesmo num instrumento indispensável de governança.

 

Não sabia bem quem era Álvaro Beleza, nada que o Google não fosse capaz de resolver, entre outras coisas lá estava: "Politicamente, foi militante e dirigente da JSD 1974 e 75", a mesma fornada de José Sócrates e Passos Coelho, tanto génio que aquela jota pariu...

 

Ouvi um dia, nos idos de 73, que só ia para funcionário público quem não sabia fazer mais nada, terríveis palavras que martelaram até hoje a cabeça e que ganham de repente inusitada actualidade, estás perdoado César Príncipe, estás perdoado.

 

Em mim também cresce alguma coisa, a revolta, juntá-la-ei à de muitos outros, quem sabe um dia outra coisa cresça...

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D