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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

30
Jan13

A raposa no galinheiro com a complacência de um dos galos que mais parece um garnisé.

salvoconduto

 

 

 

 

Ouvi um destes dias incrédulo Miguel Relvas dizer ao seu "entrevistador" José Rodrigues dos Santos que a RTP custara em 2012 aos contribuintes 540 milhões de euros, mais boquiaberto fiquei pelo silêncio do alegado jornalista, números dessa dimensão só podem ser invenção disse para os meus botões sem no entanto ter à mão algo que suportasse o pensamen-to, o entrevistador tê-los-ia com certeza, mas nada, moita-carrasco, o José continuava mudo, o aldrabão tomara conta do "tempo de antena" concedido.


É pena que tenha que ser António Pedro Vasconcelos hoje no público a desmentir Miguel Relvas, há coisas que à primeira vista parecem difíceis de explicar, não o à-vontade do todo-poderoso ministro da tutela, mas o silêncio de José Rodrigues dos Santos, não só o enxovalha a si próprio como põe em causa quem ali trabalha sob a orientação de equipas de gestão mais que duvidosa nomeadas pelo governo, actual e anteriores.

 

Fosse José Rodrigues dos Santos meu colega de trabalho e a esta hora por certo haveria notícias da RTP por outros motivos já que ninguém o livraria de levar com um pano encharcado nas trombas.


Segue parte do artigo de António Pedro Vasconcelos que em boa hora fui buscar ao "tempo das cerejas":


"Pretendendo sempre agir em nome do interesse público, Relvas não hesita em continuar a manipular os números: a RTP diz ele, custou, no ano passado 540 milhões aos contribuintes. É preciso dizer com clareza que estes números são falsos. E das duas uma: ou Relvas sabe - e é grave, porque mente; ou não sabe e é igualmente grave, porque revela que o ministro é ignorante.

 

Com os seus 15 canais, de rádio e TV (nacionais e internacionais, generalistas e temáticos), a RTP custou aos portugueses em 2012, 145,78 milhões de euros de contribuição audiovisual, mais 73,171 milhões de euros de indemnização compensatória e 339 mil euros de subsídio à exploração. Nem mais um cêntimo. O resto (45,315 milhões) foram receitas comerciais. Incluir nesses custos o pagamento voluntário de uma parte substancial da dívida (344,5 milhões), que estava a ser paga através da publicidade a um sindicato bancário internacional, desde o tempo de Morais Sarmento, e que o actual ministro decidiu antecipar (perguntem-lhe porquê), é um exercício de demagogia que cai mal a um responsável político. Por duas razões: primeiro, porque o défice de mais de mil milhões de euros que a RTP tinha em 2005 era o efeito de uma dívida contraída pelo Estado que, durante anos, não pagou à empresa as «indemnizações compensatórias» a que se havia obrigado, primeiro pela perda da taxa, depois pela perda substancial de publicidade. Segundo, porque a RTP, como todas as TVs públicas recebe fundos públicos (da taxa ou/e do Orçamento para pagamento das obrigações e limitações a que está obrigada pela prestação do serviço público. Acresce que, se a publicidade tivesse constituído, como devia, uma receita da empresa e não um encargo para pagar a dívida, a RTP (a segunda mais barata da Europa) teria tido lucro desde 2005".

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