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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

09
Fev13

Quem é que quer mexer no meu queijo?

salvoconduto

 

 

Tocaram-lhes na ferida, chiaram que nem ratos. PCP e BE apresentaram ontem propostas no sentido de aumentarem as incompatibilidades para quem exerce a função de deputado, que no entender destes partidos deve ser exercida com o máximo rigor e não ao sabor dos seus interesses pessoais nas empresas e escritórios de advogados para quem trabalham, que são em boa verdade aqueles que determinam as leis que uma grande parte destes paus-mandados se encarregarão de fazer passar no Parlamento.

 

Pareciam ratos quando os projectos foram apresentados, a chiadeira estendeu-se às três bancadas parlamentares que mais se têm distinguido na acumulação de cargos e na ligação a interesses que não são certamen-te os mesmos do comum contribuinte, o que só faz aumentar as suspeitas sobre a democracia representativa.

 

A alguns toldou-se-lhe de tal maneira o raciocínio, pudera, para além dos milhares de euros mensais acresce o "negócio" extra parlamento, que qualquer argumento justificava o voto contra do PSD e CDS ou a mais violenta abstenção do PS.

 

No meio da chiadeira destacou-se, pela argumentação, a democrata-cristã Teresa Anjinho que fazendo jus ao nome defendeu que o CDS-PP não se move pelas "parangonas dos jornais ou qualquer exercício da demagogia".

Vejam só como as coisa se alteram quando põem um pé no governo, logo isto vindo do mais populista dos partidos.


"O CDS tem tido sempre uma posição de rejeição de medidas avulsas, como estas que vêem um deputado como um funcionário do partido. Há um incompreensível espírito persecutório, ao ponto de uma determinada profissão não pode vir a ser exercida", afirmou, referindo-se às acusações de BE e PCP, que apontaram o dedo à "promiscuidade" entre deputados da maioria e várias sociedades de advogados. É talvez por isso que o CDS não vê inconveniente que um cidadão com um currículo como o de Franquelim Alves possa ser nomeado secretário de estado, ora bem, não tarda nada ainda poderemos ver novamente no governo Dias Loureiro ou Oliveira e Costa, talvez nas pastas da Economia e das Finanças, pelo andar da carruagem nem um nem outro serão condenados no caso BPN, seja por ser decretada a sua "inocência" ou porque entretanto se deixou "inocentemente" caducar o processo sendo transferido para a arqueologia do futuro.

 

Pois é disso que se trata senhora deputada, é por demais evidente a promiscuidade entre os deputados da maioria e várias sociedades de advogados e sociedades bancárias, comem às suas mesas e à mesa do Parlamento ao fazerem leis à medida dos interesses que defendem.

 

Deixe-se de lérias Teresinha, vá à conservatória e mude de apelido, de Anjinho a senhora nada tem.

 

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