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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

01
Nov08

Novo genogídio?

salvoconduto

As notícias sucedem-se umas às outras, dando-nos conta da eclosão de mais um conflito desta vez no Congo, entre Tutsis e Hutus e os inevitáveis desalojados às centenas de milhares.

Aqueles que consideram este conflito como um diferendo entre Tutsis e Hutus, estão a escamotear a parte mais importante e essa desenrola-se pela posse das riquezas minerais do seu subsolo, mas com o papel interveniente dos Estados Unidos que apoiam os Tutsis no Ruanda enquanto os franceses apoiam os Hutus no Congo.

Foi com este jogos de interesses que assistimos ao genocído do Ruanda de 1994 em que pereceram cerca de 800.000 pessoas perante as fracas forças da ONU, mesmo assim impedidas de actuar, enquanto no escuro, os Estados Unidos e França jogavam as suas cartadas pelo controlo das riquezas do subsolo.

Infelizmente a cena repete-se, enquanto no terreno, quer tutsis quer hutus seguem os interesses de quem os arma para controlar essas riquezas.

O inevitável, as populações indefesas, nada tendo a ver com os intereses em jogo, são os primeiros a sofrer a devastação da guerra e os deslocados que fogem da zona do conflito são já às centenas de milhares.

Os analistas consideram que o coltam estará por detrás do conflito no Congo onde se encontram 80% das reservas mundiais. O coltam é o nome como é designado por diversos países africanos o composto mineral de niobium e tantalum, metal muito utilizado no sector de novas tecnologias e especialmente necessário para a fabricação de telemóveis, de tal maneira que já é conhecido por "ouro azul".

A região fica à mercê dos predadores de toda a natureza, atraídos pelas riquezas do subsolo, ao mesmo tempo que nos querem impingiar a ideia de que o conflito é meramente étnico.

É tempo de que os países que se preocupam com o destino do Congo venham estabelecer um processo de paz verdadeiro.

É preciso salvar os congoleses, antes que o estado sanitário deplorável em que se encontram centenas de milhares de pessoas se transforme numa catástrofe maior e não venham depois, como no Ruanda, carpir lágrimas de crocodilo.

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