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Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

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Salvo-conduto

17
Nov08

Os alunos aprenderam depressa...

salvoconduto

O parlamentar iraquiano Mohamed Al-Dainy denunciou a existência de 420 centros de detenção secretos no Iraque, alguns inclusive subterrâneos, onde se perpetram "graves violações dos direitos humanos".

Numa conferência de imprensa em Genebra, o legislador disse que tem documentada a situação nessas prisões e pode oferecer provas do seu funcionamento.

Declarou que nesses lugares se registam "execuções extra-judiciais, violações de homens e mulheres e detenções ilegais", uma série de denúncias que, assinalou, põem em risco a sua própria vida.

Segundo Al-Dainy, mais de 40.000 iraquianos estão confinados em 27 prisões oficiais debaixo de controlo das forças oficiais do Iraque, mas assegurou que essa cifra representa apenas a quarta parte do total de pessoas privadas da sua liberdade em todo o país, das quais "milhares" estão em lugares secretos.

O parlamentar, cujo encontro com a imprensa foi auspiciado pela ONG Alkarama, disse que os parlamentares da ala nacionalista que criticam a ocupação dos Estados Unidos sofrem hostilização e alguns foram assassinados ou tiveram que abandonar as suas funções por ameaças contra as suas famílias.

Por isso, solicitou à comunidade internacional que intervenha perante o Governo de Bagdade para garantir a protecção dos membros do Congresso e que estabeleça um tribunal internacional que julgue todos os crimes cometidos no Iraque desde os tempos de Sadam Hussein até agora.

Destacou que isto é necessário ante a inexistência de "um verdadeiro Poder Judicial no Iraque", devido a que "50% dos magistrados foram destituídos e colocadas nos seus lugares pessoas sem a qualificação requerida e os que restam têm medo de fazer alguma coisa".

Reclama à ONU que volte a criar a figura do relator especial desta organização para o Iraque, que foi eliminada logo da invasão norte-americana.

Dainy afirma que, desde a chegada das forças da coligação ao seu país 1,5 milhões de iraquianos foram mortos, quatro milhões converteram-se em refugiados nos países vizinhos e dois milhões em deslocados internos, um milhão ficaram incapacitados e há três milhões de órfãos. O parlamentar disse também que se tinha reunido em Genebra com membros do Comité Internacional da Cruz Vermelha e da ONU na área de direitos humanos.

No entanto, manifestou pessimismo sobre o resultado destas diligências devido "às pressões exercidas pelos Estados Unidos nas instituições internacionais".

É caso para dizer que quem sai aos seus não degenera, tem sido um "curso intensivo e bem ministrado".

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