Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Mais sádico não se pode ser

 

As atrocidades que Israel está a cometer na Faixa de Gaza parecem não se resumir a bloquear o acesso da ajuda sanitária aos civis, tal como denunciava ontem o Comité Internacional da Cruz Vermelha.

Em 4 de Janeiro soldados de infantaria israelitas evacuaram 110 palestinianos, metade deles crianças, para um imóvel em Zaitun advertiram-nos para permanecerem lá dentro.

Vinte e quatro horas mais tarde, as forças israelitas bombardearam repetidamente o imóvel, matando a aproximadamente trinta pessoas que se alojavam nele.

Até na matança há requinte.. 

 

Actualização:

Num comunicado sem precedentes, a Cruz Vermelha rompe a neutralidade e acusa Israel por não cumprir a Convenção de Genebra, ao impedir que durante quatro dias as suas ambulâncias entrassem num bairro bombardeado para auxiliar os feridos. Entre eles, segundo a Cruz Vermelha, havia quatro crianças desidratadas e extrema-mente débeis junto ao cadáver da mãe.

No comunicado, a Cruz Vermelha acrescenta que no mesmo edifício encontraram um homem com vida incapaz de se mover. No total havia doze pessoas mortas nas próprias camas.

Noutra casa, as equipas de resgate encontraram 15 sobreviventes, vários deles feridos com gravidade. Os soldados israelitas montaram uma barreira a 80 metros da zona e ordenaram aos médicos para saírem dali, coisa que recusaram, assim consta do comunicado.

Eu sei que há quem não goste de ler estas coisas, há até quem as prefira ignorar. Pior é quem delas tem conhecimento e se cala...

publicado por salvoconduto às 00:01
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26 comentários:
De Paulo Sousa a 11 de Janeiro de 2009 às 01:27
"Se, este mês de Janeiro, se realizassem na Cisjordânia e Faixa de Gaza eleições legislativas (só previstas para 2010) e presidenciais, os vencedores seriam a Fatah e Mahmoud Abbas (cujo mandato expirou ontem), revela uma sondagem conduzida entre 3 e 5 de Dezembro de 2008, antes da operação militar israelita. Ainda mais significativo: 74 por cento dos palestinianos era a favor de uma extensão da trégua com o Estado judaico.
As conclusões são do Palestinian Center for Policy Survey Research (PSR), um instituto de sondagens independente, dirigido pelo cientista político Khalil Shikaki, cujas investigações são levadas a sério em Washington e em Telavive. "
Público, hoje

Oops!
Afinal os palestinianos não gostam assim tanto do Hamas, cujos líderes ficam com os cargos políticos e deixam o colete de explosivos para os adolescentes.
Entre um país democrático, que que não deixa nenhum dos seus para trás e que parece ser o único que já entendeu que vivemos um conflito de civilizações, claro que todos temos de torcer para que o Hamas, que instituiu a Lei islâmica na Faixa de Gaza depois da derrota da Fatah, saia vitorioso deste episódio.
Os terroristas têm no seu texto fundamental (qual constituição) a destruição do Estado de Israel como objectivo. Perante isto é exigível que Israel responda com pombas brancas. Se os líderes do Hamas tivessem a bomba atómica não hesitariam em destruir-se a eles e toda a região, Mediterrâneo incluído. Até nisso o Estado de Israel mostra sobriedade.
Como é normal, todos os ocidentais se sentem incomodados com as vítimas inocentes. Mas estas sempre existiram em todas as guerras. Lamento informa-los mas para que Hitler fosse derrotado também morreram crianças e civis alemães.
Mas sobre os inocentes palestinianos ficamos a saber que não gostam dos seus líderes. É pena que não os possam escolher.
De salvoconduto a 11 de Janeiro de 2009 às 02:12
Caro Paulo Sousa,

Esse tipo de discussão não alimento. Poderá consultar os meus posts sobre a matéria aqui no meu blogue, nomeadamente o que publiquei dias ANTES da invasão da Faixa de Gaza. Repito apenas aquilo que hoje já é um dado inquestionável, esta operação foi preparada meticulosamente mesmo antes do cessar fogo que durou seis meses, não tem a ver com rocket nem meio rocket.

Aqui lhe deixo uma parte de um outro post meu:

"Um excerto de um artigo escrito no JTA (jornal israelita), em 4 de Novembro passado, resumindo a avaliação para 2009 do Concelho Nacional de Segurança Israelita (NSC) para 2009, ajuda a clarificar o que verdadeiramente se esconde por detrás desta "campanha".

"Aconteça o que acontecer, dizia o NSC, Israel deve continuar a pressionar e enfraquecer o Hamas. Se a corrente trégua se quebrar, o NSC recomenda que Israel lance uma vasta operação para derrubar o Hamas, mesmo que isso signifique reocupar Gaza, e manter Abbas no poder impedindo ao mesmo tempo que se realizem eleições palestinianas.

Esta operação foi a estratégia montada por Israel para continuar com o seu "jogo doentio": derrubar o Hamas e reinstalar o impotente Abbas em Gaza de forma a que o "processo de paz" se mantenha em banho-maria.

Fontes israelitas já confirmaram isto, afirmando que a "legítima liderança palestiniana está na Cisjordânia" e que se deve fazê-la regressar a Gaza.

O plano é destruir as infra-estruturas e edifícios governamentais, criar o caos e o vazio político, ao mesmo tempo proceder a uma "limpeza", de forma a que Abbas possa assumir o poder."

Por último lhe digo, porque participei numa guerra, sei como TODAS elas são injustas.

De Kadafi a 11 de Janeiro de 2009 às 13:52

ESCOLHERAM,.....o Hamas foi eleito democraticamente, esqueceu ? ou ignora prepositadamente ??/
De Si a 11 de Janeiro de 2009 às 12:37
Já sabe o que tenho dito sobre este conflito, e como é minha opinião 'sic' a sua última frase na resposta ao comentário anterior. Enoja-me que tudo isto seja uma luta pelo poder, pelos interesses económicos e que as pessoas sejam utilizadas como carne para canhão, TANTO DE UM LADO COMO DO OUTRO. Entretanto, não sei se já viu um vídeo no blog 'Cheiro a Pólvora', onde se identificam 3 palestinianos a lançar rockets a partir de uma escola. É simplesmente devastador o que AMBOS os lados do conflito arranjam para que a violência se mantenha, num ciclo de auto destruição programada.
De kafafi a 11 de Janeiro de 2009 às 13:47
Não seja pateta...! como tanto dum lado como do outro ???

Israel tem armas de última geração, inclusive a bomba atómica ! Os palestinos têm rocket´s artesanais e pedras, acha isto uma guerra justa ?? quantos israelitas já morreram ? isso é hipocrísia pura, é defender os fascistas e genocidas dos sionistas a pior raça ao cimo da terra. São assassinos puros que querem varrer da face da terra todos os palestinianos.
Sempre,..com o auxílio dos USA e agora da UE têm as costas quentes para praticarem o mais revoltante genocídio de que há memória, não são humanos, mas animais a que é preciso pôr termo!!
De kadafi a 11 de Janeiro de 2009 às 13:37

DE AMBOS OS LADOS ?? AHAHAHAHAH essa é para rir ou chorar ???
De Si a 11 de Janeiro de 2009 às 16:04
Caro Kadafi,
Felizmente, e apesar de todos os defeitos, ainda estamos num país em que podemos defender as nossas ideias, por mais patetas que sejam.
Não me considero assim, mas o senhor será livre de ter a opinião que quiser sobre as minhas ideias ou a minha pessoa, embora não me conheça.
Dirigi o meu comentário ao autor do blog, porque já várias vezes exprimi, em posts anteriores, o que sentia sobre este conflito, ou sobre qualquer outro, dado que em nenhum caso haverá justificação válida para uma guerra, uma vez que todas elas têm fins muitíssimo diferentes daqueles que qualquer beligerante apregoe. De um lado e do outro, em qualquer conflito, seja ele qual fôr, as motivações têm apenas e só uma faceta: a da sede de poder, sobre qualquer coisa: 1 território, 1 recurso, 1 domínio, 1 superioridade qualquer.
De um lado e do outro, nunca há inocentes puros, ou vítimas puras, a não ser entre aqueles que são utilizados como carne para canhão, ao serviço de 1 causa para a qual foram instigados, como, aliás serviu bem de exemplo, a I ou a II Guerra Mundial, o Vietname, a Coreia, o Afeganistão, o Iraque, a Guerra Colonial ou tantos outros.
'Em nome de' faz-se tudo e qualquer coisa para justificar atentados, bombistas suicidas, mártires, raptos e chantagens e outras barbaridades a que o Homem se habituou.
Por isso insisto na minha patetice, na minha utopia, até, de que, seja por que causa fôr, de um lado e do outro, não há justificação para o ciclo de auto destruição que se mantém, não há dias nem neste preciso momento, mas desde e sempre que os políticos conseguem manipular mentalidades e crenças, desde que se utilizam acordos de cessar fogo como se fossem intervalos de cinema, em que, no entretanto, não se tentam chegar a acordos de paz, mas sim se inventam novas formas de a manter longe.
De kadafi a 11 de Janeiro de 2009 às 18:49
Meu caro; toda essa sua conversa é falaciosa e pretende confundir ! "não há justificação para guerras " Pois não !! mas quem é que começou esta e as outras ??? não estão todas na origem do poder total que os sionistas pretendem ter sobre o território palestiniano ?? não são eles que pretendem eliminar os palestinianos da face da terra ?? não são eles que têm a ajuda dos USA e UE para praticar o genocídio dos palestinos ?? é isto que está em causa,....seja clarividente e escolha um lado,...não pretenda confundir os incautos...EUA, UE e os seus cães de guerra israelitas, são animais, fascistas que querem dominar o mundo..!!! você de que lado está ??? a questão neste momento é só esta !!!
De Si a 11 de Janeiro de 2009 às 19:52
Caro Kadafi,
Chegou precisamente aonde eu queria chegar.
Não há lados possíveis nesta guerra. Estou contra TODOS os que arranjam argumentos para destruir seres humanos, sejam eles judeus, palestinianos, árabes, muçulmanos, ortodoxos, católicos, protestantes, ateus, brancos, negros, asiáticos, índios, europeus ou do Pólo Sul, se lá encontrarem alguém.
A violência sempre gerou violência e nem com exemplos tão gritantes como os da História recente o Homem aprende.
Sou mulher e mãe e por ter tido essa possibilidade de gerar vida dentro de uma vida, não admito que se arranjem estratagemas para as destruir, seja por que razão for, vindas de onde for, ainda que isso me faça parecer pateta ou lírica.
Mais ainda: Falando concretamente deste conflito, sou extremamente céptica relativamente aos motivos étnicos, ancestrais ou religiosos que a levam para a frente. Penso que os líderes de um lado e do outro e do resto do mundo que os acompanham e incitam nesta disputa, já ultrapassaram há muito esta motivação, e estão a dar-se muito bem com as que eu invoquei antes, olhando para o seu próprio umbigo e arremessando os argumentos fundamentalistas para os incautos que, a seguir, se oferecem para mártires ou para o extremamente bem organizado e doutrinado exército israelita.
É por isso que sinto nojo pela política, seja ela de direita, de esquerda, do centro, ou do noroeste, a mesma que tanto se empenha em complicar relações entre semelhantes, porque, no meio da confusão, quem tem olho é rei. E é por isso que não apelido ninguém de ser isto ou aquilo, politicamente, porque, se lhes der jeito mudar como o vento, também mudam e rapidamente esquecem o que foram, para passarem a ser aquilo que combatiam.
Para terminar, deixe-me que o descanse: não pretendo confundir ninguém com a minha 'pateta' opinião, porque ela não passa disso - uma opinião e cada um deve saber pensar por si.

Finalmente, apenas uma nota para o autor deste blog, que não conheço pessoalmente, mas por quem nutro um respeito acentuado, pela sua postura na blogosfera: Obrigado, Salvo, por permitir, no seu espaço, a presença de opiniões tão divergentes sobre assuntos tão delicados, deixando que a discussão surja saudável e profícua.
De kadafi a 11 de Janeiro de 2009 às 23:14

O que acabou de dizer é de uma inconsistência atroz e de um lirismo a toda a prova !! ou seja é uma inconsequente para não lhe chamar outra coisa: e o resultado prático qual é ?? favorecer o imperialismo sionista/americano e apoiar mesmo que involuntáriamente os assassinatos em Gaza.....parabens !!!!
De Si a 11 de Janeiro de 2009 às 23:57
Caro Kadafi,
Acho que a discussão já irá demasiado extensa, principalmente porque já se reparou que as nossas maneiras de pensar são completamente divergentes, não sendo provável, de maneira nenhuma, que daqui saia alguma luz ou mesmo consenso, o que tira, logo à partida, a sua utilidade, porque para discutir, por discutir, já nos bastam os nossos deputados da A.R.
Embora, de forma curiosa, eu consiga encontrar imensos pontos de contacto, a começar pelo meu mais de que evidente repúdio sobre o que está a acontecer na Faixa de Gaza, tal como o senhor, que tão bem o fez já sentir.
Repudio o que Israel possa fazer com bombardeamentos que causem vitimas civis ou que impeça a chegada de ajuda humanitária.
Tanto, como repudio ataques, atentados, bombistas suicidas e outras formas de guerrilha palestinana.
Tanto, como repudio a infernal máquina de propaganda que está por trás de isto tudo e que, mais uma vez afirmo, condiciona o comportamento dos activistas pró e contra Israel e pró e contra a Palestina, com funamentalismos que nada têm a ver com o cerne das questões.
Serei lírica? Talvez. O desejo que a paz regresse ao mundo não é assim tão raro nas pessoas comuns. Como raro não é o desejo de gente poderosa de alimentar e incitar a actos de violência para daí usufruir o que de melhor estiver à mao
Quanto à 'inconsequencia', bem, não me parecesse que pudesse vir algum mal ao mundo se a violência fosse banida.
Tinha era que contiuar a haver opiniões diferentes sobre a mesma matéria, ou caíamos o risco de perder o raciocínio, a argumentação e até mesmo a capacidade de evoluir.
Encerro aqui esta discussão, sendo que o senhor terá todo o direito a reclamar a razão para as suas razões, tanto como eu o poderei fazer em relação às minhas.
Cumprimentos.
De kadafi a 12 de Janeiro de 2009 às 11:35

Eu também encerro por aqui, uma vez que não tenho paciência para aturar fascistas como você, que embora não tenha coragem, nem honestidade para se definir politicamente, ficou provado à saciedade que é uma defensora do genocídio israelita sobre os palestinianos indefesos !!
Faça-lhe muito bom proveito, eu é que não pactuo com com os sionistas/fascistas como a senhora ! Passe bem !
De Renato a 23 de Julho de 2016 às 01:31
Não sei como vim parar aqui... Me deparei com esta discussão já de alguns anos atrás e não mudou muita coisa. Ao contrário, hoje temos o ISIS e o terror praticado pelos discípulos de Maomé assombram o mundo inteiro. Muito me admira ver pessoas que ainda creem que o grande mal do mundo chama-se Israel, a única democracia do Oriente Médio. Israel é líder em tecnologia em muitas áreas do conhecimento e tem contribuído para a ciência. Já da Palestina não se pode dizer o mesmo, pois a razão da existência da Palestina é a destruição de Israel. Quando eu vejo pessoas babando de ódio contra Israel, eu penso que elas foram alienadas pela mídia ou são mal intencionadas mesmo. O Hamas é tão covarde que usa mulheres e crianças como escudo humano em alvos de bombardeios para servir de propaganda anti-Israel e o que a mídia só sabe falar é que os ataques foram desproporcionais. Israel não pediu para entrar nessa guerra e não teria bombardeado a Palestina caso não fosse atacado primeiro. Uma guerra é sempre ruim, mas não dá para fingir neutralidade dizendo que "os dois lados estão errados". Se Israel se desarmar hoje, será destruído amanhã.
De São Banza a 11 de Janeiro de 2009 às 17:35
Segundo a sórdida Direita portuguesa tudo isso é falso e faccioso!!
Boa semana.
De Samuel a 11 de Janeiro de 2009 às 18:49
Bom trabalho! Que a voz não te falte!

Abraço
De Cris Caetano a 13 de Janeiro de 2009 às 00:39
A ONU não tem força nenhuma faz tempo.
Ontem num programa de TV, mostrava-se o que um israelense e uma palestina, ambos brasileiros, estão passando com os ataques. Numa cena, houve um bombardeio e repórter, cinegrafista e o israelense deitam-se ao chão porque não havia onde se abrigarem. Chocante. A melhor parte: por telemóvel, o israelense e a palestina combinaram um almoço quando tudo acabar: repolho recheado com carneiro. Do horror de uma guerra é sempre bom ver que alguns corações ainda não endureceram.

Abreijos

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