Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Veneno, peçonha e outras gentilezas

D. José Policarpo arremete contra os infiéis ao mesmo tempo que, perseguido por fantasmas, se refugia no armário pejado de esqueletos e demónios.

Para uma igreja que reserva para a mulher o papel de animal reprodutor, que persegue a homossexualidade, onde abundam os casos de pedofilia, que a sua cúpula tudo tem feito para esconder, quando o mundo assiste a uma vergonhosa guerra que também tem contornos religiosos, impunha-se que este seu alto dignitário olhasse mais para dentro, condenasse os seus excessos, não ateasse a fogueira e não se metesse em mais uma guerra santa.

Que diria se as crianças do mundo fossem aconselhadas a não frequentar a igreja, pelo perigo que poderiam correr ao entrar numa qualquer capela dirigida por um pedófilo?

 

Actualização:

 

Já depois de escrever este post fui confrontado com a notícia de que na segunda feira passada elementos da Polícia Ministerial de Veracruz, México, detiveram um sacerdote católico acusado de ter cometido abusos sexuais contra menores de um orfanato.

Uma freira, cúmplice e a troco de 500 pesos sacava as crianças do orfanato e enviava-os à casa do padre, que abusava sexualmente delas.

Segundo o relato de vários menores, quando contavam o sucedido eram castigados no orfanato e eram obrigados a comer chilli ou comida estragada, a estar ajoelhados no pátio durante quatro horas ao sol ou em cima de tampas de refrigerante e a dormir com cães toda a noite ou ao relento. Pode ler a notícia aqui.

Por certo, sobre isto, D. José Policarpo não tem conselhos a dar…

 

Nota: desta actualização dei conta aos que até agora comentaram.

publicado por salvoconduto às 00:01
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24 comentários:
De maria a 16 de Janeiro de 2009 às 03:26
E com este acrescento vou ter que beber mais uma água das pedras... já hoje bebi uma, depois de ler o Cravo de Abril, agora vai outra...
Valha-me a santinha da ladeira (pelo menos foi esperta)

Beijos
De Pedro Oliveira a 16 de Janeiro de 2009 às 09:35
Quando se tem telahdos de vidro, as pedras atiradas aos outros podem fazer ricochete. Normalmente não vemos a trave que temos nos polhos só os agreiros dos outros.
De Ana Camarra a 16 de Janeiro de 2009 às 10:32
Depois da tua actualização qualquer comentário que possa fazer é redundante....

Beijos
De Ferreira-Pinto a 16 de Janeiro de 2009 às 11:30
Assim como estou convencido que um muçulmano não muito praticante (que os deve haver) que case com uma católica beat se mete numa carga de trabalhos, admito que o contrrio seja verdade!

O Policarpo precisava de abrir a boca?
Precisar, não precisava mas eu também vejo quase quotidianamente uns "barbudos" que supostamente representam todo o Islão a debitarem e um tipo a calar!

Quanto à pedofilia, isso é coisa que, como se sabe, não existe nem é praticada por elementos da Igrea Católica.
Ora, se não existe nem é praticada, vai-se falar para quê?
De kadafi a 16 de Janeiro de 2009 às 12:42

As religiões não passam de seitas !
De Bluevelvet a 16 de Janeiro de 2009 às 13:28
Salvo,
agradeço-te teres-me avisado que tinhas acrescentado algo ao teu post.
Como calculas, e ao tempo que me comentas já me conheces, é óbvio que o que relatas me revolta e não há castigo imaginável para o comportamento abjecto desse padre e dessa freira.
Continuo no entanto a entender que esta questão nada tem a ver com o tema do post, ou seja, as declaraçãos de D. José Policarpo.
Todos sabemos que em nome da Igreja Católica se cometeram no passado as maiores atrocidades começando pela Inquisição e só para falar de uma.
Todos sabemos dos podres de muitos membros da Igreja Católica, alguns exactamente relacionados com a pedofilia e ultimamente nos Estados Unidos.
Mas isso seria seguramente matéria para outro post, com o qual tenho a certeza, concordaria.
O que quis dizer ao comentar-te, foi que já li alguns livros de casos reais passados com mulheres ocidentais que casaram com muçulmanos, que conheceram na Europa, ( alguns casos passaram-se com francesas), homens que aparentemente estavam integrados na civilização ocidental, e que numa simples visita à família nos seus países de origem, ficaram lá, escravizaram as mulheres, sendo que algumas levaram anos para conseguirem fugir e trazer os filhos.
Tudo o que ele disse foi que deveriam ter cuidado ao casar com muçulmanos. Entendo que teve razão em dizê-lo mas com isso não desculpo nem encubro os crimes cometidos por alguns membros da Igreja Católica, sejam eles em nome da Igreja ou em nome dos seus vícios privados/públicas virtudes.
Mas é por estas razões que não faço posts que envolvam religião.
Abreijinhos
De Carlos Barbosa de Oliveira a 16 de Janeiro de 2009 às 14:00
Embora me pareça que o caso Mexicano não pode ser visto no mesmo contexto das palavras de D. José Policarpo, penso que nunca é demais chamar a atenção para as hipocrisias da Igreja Católica. Apesar de apregoarem coisas muito lindas, já lá vi de tudo: Pedófilos, ladrões , maricas ( digo maricas e não homosexuais, deliberadamente, porque o que vi foi maricas, embora saiba que também há homossexuais), vigaristas , assassinos e n(ão vi mas li) até traficantes . Tudo o que seja Igreja ( Católica ou outra qualquer) é para mim antro de vício e podridão.
De justine a 16 de Janeiro de 2009 às 14:50
Quem tem telhados de vidro...
E que vivá hipocrisia!
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2009 às 16:43
“há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos”, quem é que disse isto para justificar que o motivo para divórcio depende do grau de agressão do homem à mulher? Nem mais nem menos do que monsenhor Luciano Guerra ,que foi durane muito tempo reitor do santuário de Fátima! As "nossas" mulheres podem levar pancada e maus tratos que não interessa, o problema são as outras!
De Anónimo a 16 de Janeiro de 2009 às 17:30
Meu amigo, tu achas que se forem para tribunal, depois de anos de muitas sessões e ouvidas muitas testemunhas, as criancinhas não são dadas como delirantes? Pois assim com fantasias, entendes?
Obrigada pelo texto e pela força da imagem
Um abraço
Lagartinha de Alhos Vedros

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