Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

04
Mar09

Prós e Contras

salvoconduto

Se alguma coisa ficou clara no Prós e Contras desta semana foi aquilo que ali foi designado por "pecado original", ou seja, o empréstimo e suas condições a Manuel Fino, no mandato de Santos Ferreira ao leme da Caixa Geral de Depósitos.

Relembremo-nos que esse empréstimo se destinou à compra de acções do BCP, numa altura em que estava encarniçada a luta pelo poder naquele banco.

Compreende-se pois a reacção de Santos Ferreira ao vir a público defender Faria de Oliveira quando estalou a bronca do prémio de 62 milhões a Manuel Fino. É que esse empréstimo, bem como outro a Joe Berardo, permitiram-lhe ocupar o mais alto cargo no BCP, na companhia do inefável Armando Vara.

Defendia-se Jorge Tomé, administrador da CGD, argumentando que ninguém estava à espera de uma queda tão evidente na bolsa, isto é, aquilo que no mesmo programa foi censurado a pequenos investidores do BPP, apareceu, no caso da Caixa, como algo de que ninguém tem culpa, porque às tantas os administradores desta, coitados, tinham falta de experiência. Será?...

Consideram-se totós alguns clientes do BPP por fazerem maus negócios com aquele banco ao deixarem as sua economias ao sabor das oscilações da bolsa de acções, mas já se desculpa o aceitar-se como garantias para um empréstimo igualmente acções, também elas sujeitas à mesma oscilação.

Ao chamar-se imprudentes e incautos os investidores do BPP o que poderemos chamar a Santos Ferreira e Armando Vara?

E de nada vale aos seus amigos do governo vir dizer que só um espírito mesquinho ou mal formado pode apontar defeitos ou simples dúvidas a operações realizadas pela Caixa Geral de Depósitos com o intuito de "salvar" elevados financiamentos anteriormente concedidos. Por que é por aí que a porca começa a torcer o rabo.

Tenta-se salvar e camuflar empréstimos escandalosos a particu-lares muito especiais que se revelariam em resultados gravosos do exercício de 2008, mas que será impossível continuar a esconder no de 2009. Apenas se empurrou e avolumou o problema, uma vez que as acções continuam a baixar e não é crível que subam tão depressa. Já agora, só faltava continuarem a contabilizar aquelas acções pelo preço que as compraram e não pelo seu valor real de mercado, mas eu já vi de tudo...

11 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D