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Salvo-conduto

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16
Mar09

Rodolfo Almiron Sena, mais um a ter que prestar contas na Argentina

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Mais um que se encontra em prisão preventiva a aguardar julgamento na Argentina. Rodolfo Almiron, ex-policial, de 73 anos, é acusado dos homicídios do parlamentar Rodolfo Ortega Peña e o professor universitário Silvio Frondizi, irmão do ex-presidente Arturo Frondizi. Também deve responder pelos assassinatos do ex-subchefe da polícia da cidade de Buenos Aires Julio Troxler e do sacerdote católico Carlos Mugica.

Rodolfo Almiron era um dos líderes da célebre organização Triplo A (Aliança Anticomunista Argentina) ou Três A, como era conhecida popularmente, à qual lhe atribuem cerca de mil 500 assassinatos de militantes de esquerda.

A Câmara Federal de Buenos Aires qualifica de crimes de lesa-humanidade e imprescritíveis os delitos cometidos pelo Triplo A, o que piorará a situação judicial de Almirón, mas não só.

Na mesma causa penal está imputada e com pedido de extradição a ex-presidenta Isabel Peron, que vive num chalé nas redondezas de Madrid desde 1980 e mantém relações estreitas com a família de Franco.

A ex-presidenta é acusada por sua responsabilidade no sequestro do jovem Hector Fagetti, em Fevereiro de 1976, na cidade sudoeste de Mendoza, e também deve responder pelos delitos do Triplo A.

O 'Triplo A' iniciou as suas actividades com um atentado à bomba contra o então senador da oposição Hipólito Solari Irigoyen. A partir de aí, executou cerca de 1.500 atentados contra membros da oposição política e da guerrilha, para além de perpetrar ameaças contra intelectuais e artistas, tais como Hector Alterio, Mercedes Sosa e Jorge Cafrune, que se exilaram em Espanha.

Almiron Sena fugiu da Argentina em 1975 sendo localizado pela revista 'Interviú', em 1980, quando trabalhava na segurança de Manuel Fraga Iribarne, então líder da Aliança Popular. A descoberta suscitou um escândalo e Almiron Sena deixou o seu trabalho no partido de Fraga Iribarne e voltou a desaparecer.

Mas em Dezembro de 2006, um jornalista do EL MUNDO de Barcelona reencontrou-o vivendo num andar oficial na localidade valenciana de Torrent, já com 72 anos, reformado, e acompanhado pela sua segunda mulher. No dia 29 daquele mês foi detido pela Polícia Nacional e mais tarde extraditado para a Argentina. Nunca é tarde para se fazer justiça.

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