Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Salvo-conduto

A erva daninha cresce todos os dias

A erva daninha cresce todos os dias

Salvo-conduto

23
Mar09

Cuito Cuanavale: o princípio do fim do apartheid

salvoconduto

Faz hoje 21 anos que se travou, no sudeste de Angola, a decisiva Batalha de Cuito Cuanavale, na qual tropas angolanas, de Cuba e da SWAPO, movimento armado de libertação da Namíbia, unidas, derrotaram tropas do regime racista da África do Sul, que tinham o apoio da Unita e dos EUA.

A situação em Angola agravara-se drasticamente com a intervenção directa do exército da África do Sul, o que leva o governo de Angola a solicitar ajuda militar de Cuba.

Apesar da solidariedade militar cubana a Angola, a crescente intervenção dos EUA no conflito, através da África do Sul, faz com que boa parte do território angolano escape do controlo do governo angolano. Em Outubro de 1987, o Presidente angolano José Eduardo Santos expõe a Fidel Castro as dificuldades e o risco de uma derrota militar. Solicita que Cuba conceda mais apoio militar.

A dramática situação angolana é analisada exaustivamente pela direcção cubana que decide empenhar-se decisivamente na guerra de libertação do povo angolano, baseando-se nos princípios do Internacionalismo, inscrito na Constituição Socialista de Cuba.

As tropas angolanas e cubanas posicionadas na localidade de Cuito Cuanavale, estavam sob intenso bombardeio do exército racista da África do Sul. O risco de massacre era iminente. Enquanto resistiam, um novo plano estava a ser elaborado em Cuba para inverter esta situação desfavorável.

Em sucessivas viagens de 15 horas de Havana até Luanda aviões transportam dezenas de milhares de soldados cubanos.

Há também o fornecimento de mil tanques, milhares de baterias anti-aéreas e num prazo recorde de 60 dias é construído um aeroporto com estrutura suficiente para aterragem e descolagem dos modernos aviões Mig-23, que Cuba também forneceria a Angola, juntamente com seus melhores pilotos. O plano estava traçado para a Batalha final de Cuito Cuanavale: 40 mil soldados cubanos bem armados e treinados, 30 mil soldados angolanos e 3 mil guerrilheiros da SWAPO, o exército de libertação da Namíbia, país que também estava ocupado por tropas da África do Sul.

Fidel havia encarregado o general Cintra Frias, veterano guerrilheiro de Sierra Maestra, do comando destas operações em território angolano. Na oportunidade, Castro teria confessado ao líder do Partido Comunista da África do Sul, Joe Slovo, que a estratégia seria como a de um boxeur: "Enquanto seguramos o inimigo com a mão esquerda (Cuito Cuanavale), vamos atacando com o punho direito".

Não suportando os golpes recebidos, em especial pela actuação dos pilotos cubanos nos MIG-23, que ganhavam vantagem contra os Mirage da África do Sul, a batalha decisiva ocorre no dia 23 de Março de 1987, uma derrota fundamental das tropas da África do Sul que Nelson Mandela assim descreveria: "Cuito Cuanavale foi a viragem para a luta de libertação do meu continente e do meu povo do flagelo do apartheid!"


Fonte: Pátria Latina

19 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D