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Salvo-conduto

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01
Jul08

VENTOS DE MUDANÇA - Assassinos na prisão

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A justiça tarda mas não falta ... Que não se apague a memória!
SANTIAGO DE CHILE.- A justiça chilena condenou esta segunda-feira os responsáveis máximos da desaparecida políca secreta da ditadura militar de Pinochet (DINA) pelo assassinato en 1974, en Buenos, Aires do ex-comandante-em-chefe do exército Carlos Prats e sua esposa, Sofía Cuthbert. O outrora temido chefe da chamada Direcção de Inteligência Nacional (DINA), o ex-general Manuel Contreras,  foi condenado a prisão perpétua por liderar os dois homicídios, e a mais 20 anos de prisão pelo delito de assossiação ilícita.

Foram também condenados, com penas múltiplas de 15 a 20 anos os seus lugar-tenentes, os ex-generais Pedro Espinoza y Raúl Iturriaga. Os oficiais (na reserva) José Zara, Juan Morales Salgado y Christoph Willeke receberam penas de 10 anos e um dia de prisão.

Angélica Prats, filha do casal assassinado, valorizou positivamente a resolução do juíz Alejandro Solís, que deve ser ratificada pela Corte de Apelação. "São 34 años a tentar conseguir verdade e justiça. Tivemos tantas dificuldades que parecia que este minuto nunca ia chegar."

Outro ex-agente secreto, Enrique Arancibia Clavel, foi condenado a prisão perpétua pela justiça argentina en novembro de 2000 pelo assassinato do general Prats.

Angélica Prats teve que lutar junto com as suas irmãs Sofía y Cecilia durante 26 anos até conseguir este castigo.

"Efectivamente, o ditador Augusto Pinochet é o grande ausente" acrescentou Angélica Prats, em alusão ao ditador falecido em dezembro de 2006 logo depois de ser processado.

Por sua parte, o ministro da justiça, Carlos Maldonado, qualificou de "valiosa" a sentença e recusou a proposta do presidente do Senado, Adolfo Zaldívar, de pôr fim aos julgamentos pelos direitos humanos. Além do mais, denunciou que sempre houve "tentativas para encobrir para fazer desaparecer evidências", pelo que são importantes estes avanços na "verdade e justiça".

 

Primeira operação da DINA – O assassinato de Prats e sua mulher foi a primeira operação internacional da DINA, que também cometeu atentados em Roma e Washington contra opositores do regime militar de Pinochet.
A operação começou em 28 de Setembro de 1974, quando o norte-americano Michael Townley, agente da DINA, entrou na garagem do general Prats e colocou uma bomba debaixo da caixa de velocidades do Fiat 125 que o militar usava. No dia 30 desse mês, ao regressarem a casa, Prats e mulher, na rua Malabia 3305, Townley detonou o explosivo por controlo remoto.

Segundo a informação policial da época, "os restos do automóvel estavam espalhados num raio de 50 metros" e viam-se "restos calcinados de carne humana". Townley que participou depois no atentado à bomba em Washington contra o ex-embaixador Orlando Letelier, foi capturado e hoje está sob o regime de protecção de testemunhas.


Durante a ditadura, mais de 3.000 pessoas foram assassinadas ou desapareceram às mãos dos serviços secretos, organizados pelo falecido ditador general Augusto Pinochet. Outras 50.000 foram torturadas, incluindo crianças.
Actualmente, mais de 600 ex-carniceiros foram condenados ou inculpados por centenas de casos. Só o general Contreras soma mais de cem condenações, ainda não todas ratificadas.
fonte: Edmundo

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